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Volta a Portugal: Langellotti vence 8ª, Figueiredo mantém Amarela

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Victor Langellotti - Burgos BH

Com muitas atenções centradas na luta pela Camisola Verde Rubis Gás, foi o monegasco Victor Langellotti que acabou por surpreender ao atacar a quatro quilómetros da meta, dando a vitória da oitava etapa da 83ª Volta a Portugal Continente à Burgos-BH.

É único, estou super-feliz e nunca vou esquecer. Foi um dia muito duro e a parte final era mesmo difícil. Quando vi a oportunidade arranquei e depois foi fazer um contrarrelógio até à meta. Foi uma loucura“, destacou Langellotti, depois de alcançar a primeira vitória como profissional.

Desde o princípio da Volta a Portugal tentámos lutar por um triunfo, entrámos em fugas, tentámos ao sprint e, por fim, conseguimos. É o resultado do trabalho de todos os companheiros, da equipa“, referiu o vencedor sobre a procura da equipa espanhola Burgos-BH por um sucesso na corrida.

O corredor do Mónaco acelerou e resistiu à resposta de Maurício Moreira na recta empedrada da chegada ao centro de Fafe, onde o uruguaio da Glassdrive-Q8-Anicolor foi segundo e Scott McGill (Wildlife Generation) terceiro, com os primeiros 37 classificados cronometrados com o mesmo tempo, o que equivale a dizer que a luta pela Camisola Amarela continua exactamente igual.

A faltarem duas etapas, a chegada à Sra. da Graça, já este domingo, e o contrarrelógio final, Frederico Figueiredo mantém sete segundos de vantagem sobre Moreira e Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) espreita o topo da classificação a 38 segundos, tendo de apostar tudo na subida de Mondim de Basto se quiser acalentar ainda alguma esperança de ganhar a Volta.

A Segunda Etapa mais Longa

Após a partida em Viana do Castelo e com 182,4 quilómetros pela frente,
sucederam-se muitas tentativas de fuga que aceleraram o ritmo da corrida.

Só quase à centena de quilómetros houve alguma acalmia com a formação de uma frente composta por 11 homens, onde estava João Matias (Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados), que foi à procura de pontos para recuperar a Camisola Verde Rubis Gás, pertença do norte americano Scott McGill que optara por ficar no pelotão.

Matias, ao vencer as metas volantes de Ponte da Barca e Póvoa do Lanhoso, ficou provisoriamente à frente no duelo luso americano, mas era preciso esperar pela chegada a Fafe e terminar à frente de McGill, o que não aconteceu.

Esgotado pela fuga, o ciclista português ficou para trás, enquanto o americano, bem posicionado e desejando vencer a etapa, aguentou o ritmo e terminou na terceira posição, o que lhe confere vantagem, desde já,
para ser o mais favorito para o triunfo por pontos nesta Volta. Matias foi apenas 76º.

Apesar do trabalho na fase final da Wildlife Generation, Caja Rural-Seguros RGA e Glassdrive-Q8-Anicolor, não foi possível apanhar um rápido Victor Langellotti, que ao atacar ultrapassou o companheiro de equipa e último resistente da fuga, Óscar Pelegrí, e só parou na meta, em primeiro lugar.

Na cerimónia de pódio, em Fafe, os protagonistas foram os mesmos com excepção do vencedor de etapa. Colectivamente, a Glassdrive-Q8-Anicolor continua a dominar, tem os dois primeiros lugares da Geral e, além da Camisola Amarela de Frederico Figueiredo, tem Maurício Moreira com a Camisola das Bolinhas Europcar, símbolo da Classificação da Montanha e também líder do Prémio Combinado Carclasse. Jokin Murguialday (Caja RuralSeguros RGA) tem a Branca Jogos Santa Casa da Juventude.

Senhora da Graça na hora das decisões

A última etapa em linha, antes do contrarrelógio final, acontece este domingo. Dia de elevada dureza para o pelotão, com 174, 5 quilómetros, entre Paredes (partida às 12h20) e Mondim de Basto (Sra. da Graça), com chegada prevista para as 17h30.

Não será fácil encontrar metros planos na nona tirada. A subida ao Monte Farinha é uma primeira categoria, assim como na Serra do Marão (96,7 quilómetros) e Barreiro (133,4). Haverá ainda duas quartas categorias, uma logo aos 11,6 quilómetros e depois aos 112,1, no Velão.

As metas volantes estarão em Paredes, quando a corrida retornar ao município paredense (31,2), Amarante (66,8) e Mondim de Basto (162,8), antes da escalada final.