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Europeu Sub-20 (F) 2022: Antevisão da Selecção Nacional

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Selecção Portuguesa de Basquetebol Sub20

Três anos depois, um momento especial, com o regresso dos Europeus jovens. A Selecção Nacional de sub20 femininos, integrada na Divisão A depois da exclusão da Rússia, é a primeira equipa portuguesa a entrar em acção.

Portugal integra o Grupo D e vai defrontar a Irlanda (sexta-feira, 14h15, transmissão ), Letónia (sábado, 12h) e a Sérvia (domingo, 12h30).

A reportagem da Federação esteve num dos últimos treinos da formação lusa, no Complexo Desportivo Municipal do Casal Vistoso, em Lisboa, antes da partida para a Hungria, e  falou com José Araújo (seleccionador nacional) e com as atletas Eva Carregosa, Inês Vieira e Leonor Paisana.

José Araújo deixa elogios às suas atletas e não hesita na hora de apontar a meta para este Campeonato da Europa.

A equipa que nós conhecemos menos é a Irlanda. Teve uma boa geração de sub18, mas com a pandemia [de Covid-19] perderam-se um pouco as referências. Conhecemos a Letónia e a Sérvia, que são sempre equipas de topo europeu.

Quanto à Irlanda, estamos a coleccionar o máximo de informação possível, até porque é o nosso primeiro jogo. A preparação para a competição estava muito bem feita, mas faltaram-nos momentos de jogo, porque ao passarmos para a Divisão A a nossa programação mudou um pouco.

Teríamos partidas frente à Grécia e Irlanda, mas a equipa irlandesa não quis defrontar-nos porque seríamos adversários. O Torneio de Pombal foi muito bom para nós, contra equipas de Divisão A, ganhámos duas vezes à Lituânia.

Contra a Polónia e a Chéquia percebemos que somos capazes de competir. Falta-nos alguma coisa ainda, colocaram-nos muitos problemas físicos, mas já estávamos à espera disso. Mas foi óptimo ao nível de trabalho.

A nossa equipa é muito homogénea, não temos jogadoras muito altas. A trabalhar são fantásticas, não tenho nada a apontar. Somos uma equipa que vai ter de andar muito no campo inteiro, com posses de bola um pouco mais curtas. Mas trabalhar com elas é um prazer. O nosso objectivo específico e claro é a manutenção na Divisão A”, afirma José Araújo.

Eva Carregosa é o rosto do contentamento por representar a Selecção.

Estamos com vontade de disputar a Divisão A. Temo-nos preparado bem, frente a equipas à altura, temos trabalhado para isso. Está tudo em forma para tentarmos fazer algo de interessante e causar umas surpresas.

É sempre bom ver o nosso trabalho diário recompensado, e ao serviço da Selecção Nacional é outra coisa. Depois deste tempo de paragem, sem Europeus e não podendo vestir a camisola de Portugal, é uma sensação ótima este regresso”, aponta.

Por seu turno, uma das ‘emigrantes’ da turma das quinas, Inês Vieira, apresenta-se confiante.

Em Pombal fomos inconstantes nos dois primeiros jogos, mas na terceira partida, contra a Lituânia, melhorámos. Somos uma equipa muito nova, mas várias atletas têm experiência internacional. Vai correr bem, temos de estar confiantes. Estamos desejosas de que o Europeu comece. Vai ser difícil, mas será muito bom para nós. Este grupo é muito trabalhador, somos muito chegadas. Ganhei experiência nos EUA e vou poder fazer uso da mesma no Europeu”, diz Inês Vieira.

Leonor Paisana, que também alinha nos EUA, afirma estar pronta para este desafio.

Sinto que este mês foi muito duro com os treinos, mas estamos preparadas. Estamos ansiosas por poder voltar a jogar um Europeu. Toda a gente se esforça, com muito suor e sacrifício. Estou mais preparada, os EUA trouxeram-me experiência. A qualidade e quantidade de trabalho ajudaram-me”, assegura Leonor Paisana.