Finalíssima: Argentina vence Itália na primeira edição

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A seleção “A” da Argentina venceu a sua congénere da Itália, por 3-0, em jogo apelidado de Finalíssima, que não é mais do que um encontro entre o campeão europeu e o campeão sul-americano, disputado no Estádio de Wembley, em Londres (Inglaterra).

A Itália, que foi afastada da fase final do Mundial’2022 pela Macedónia do Norte, no “play-off” de qualificação, mostrou ser uma “sombra” da equipa que há um ano conquistou o Euro’2020, justamente no mesmo estádio onde jogou hoje, derrotando a seleção anfitriã, a Inglaterra, no desempate por grandes penalidades.

A seleção argentina, que contou com o central benfiquista Otamendi no ‘onze’, levou o jogo muito a sério, o que foi notório pela forma como a equipa reagiu quase sempre à perda de bola, incluindo Lionel Messi, pressionando constantemente o portador, agressividade que os italianos foram incapazes de contrariar, perdendo a bola com tremenda facilidade.

O intervalo chegou com a Argentina a vencer já por 2-0, com golos de Lautaro Martinez e Di Maria, aos 28 minutos e 45 minutos, mas o resultado até era lisonjeiro para a formação europeia, tendo em conta que a Argentina foi sempre ‘dona e senhora’ do jogo, a marcar o ritmo, a ter iniciativa, a recuperar a bola no primeiro terço do campo, na primeira fase de construção da Itália, e a criar oportunidades de golo.

A Itália foi simplesmente incapaz de responder a essa superioridade, com perdas de bola constantes e sem fluidez de jogo que lhe permitisse esticar o jogo até à área argentina, a ponto de não ter criado uma oportunidade de golo flagrante em toda a partida.

Ao invés, a Argentina esteve sempre confortável no jogo, criou inúmeras oportunidades, sobretudo na segunda parte, mas com os jogadores argentinos a falharam clamorosamente na definição das jogadas, por clara precipitação, muitas vezes a exagerarem nas trocas de bola na área, como se quisessem entrar pela baliza italiana adentro, o que explica que o terceiro golo só tenha chegado já em período de compensações, aos 90 minutos, por Paulo Dybala, que tinha entrado pouco antes.

De nada valeu ao selecionador Roberto Mancini, que parecia incrédulo com o que via dentro do campo, ter tirado de campo Chiellini, que fez o último jogo pela ‘squadra azzurra’, Bernardeschi e Belotti ao intervalo para lançar Lazzari, Locattelli e Scamacca, e mais tarde Spinazzola e Bastoni, porque nada mudou para a seleção italiana.

Pode parecer paradoxal dizer que a ‘squadra azzurra’ carece urgentemente de uma renovação e da emergência de novos valores, depois de há um ano se ter sagrado campeã europeia, mas a verdade é que é essa a perceção com que se fica ao vê-la jogar, mesmo considerando algumas ausência importantes como as de Insigne, Chiesa e Immobile.

Equipas:

ARGENTINA: Emiliano Martínez, Nahuel Molina, Nicolas Otamendi, Sérgio Romero, Tagliafico, Guido Rodríguez, Rodrigo De Paul, Lo Celso, Angel Di Maria, Lionel Messi e Lautaro Martínez

Jogaram Ainda: Palácios, Pezzella, Julian Alvarez, Paulo Dybala e Nicolas Gonzalez

ITÁLIA: Donnarumma, Di Lorenzo, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Emerson, Barella, Jorginho, Pessina, Bernardeschi, Raspadori e Belotti

Jogaram Ainda: Lazzari, Bastoni, Spinazzola, Locatelli e Scamacca