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Paris’2024 afetados pelas crises da Covid-19 e da Guerra Rússia – Ucrânia

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A organização dos Jogos Olímpicos Paris’2024 foi afetada pela inflação “impossível de prever há meses, ou mesmo semanas”, dada a guerra na Ucrânia, disse o Presidente do Comité Organizador, Tony Estanguet.

Na 139ª Sessão do Comité Olímpico Internacional (COI), o responsável máximo pelos próximos Jogos admitiu que a pandemia de Covid-19 e a invasão russa a solo ucraniano causaram “ruturas importantes nas cadeias de produção”.

Assim, Estanguet espera que a organização seja capaz de “impulsionar ainda mais a otimização e poupança de recursos” sem tirar brilho ao evento.

O belga Pierre-Olivier Beckers-Vieujant, que preside à Comissão de Coordenação do COI para Paris’2024, apresentou um relatório, em que salienta a reeleição de Emmanuel Macron como presidente francês como um ponto positivo nos preparativos.

“Do nosso ponto de vista, o importante é a estabilidade, e esta reeleição trará continuidade ao projeto”, apontou.

Tanto Macron como a autarca de Paris, Anne Hidalgo, ocupam os respetivos cargos desde que a capital francesa foi escolhida como sede para estes Jogos, uma “estabilidade pouco frequente”, destacou Beckers-Vieujant.

Recorde-se que a 139ª Sessão do COI, que arrancou durante os Jogos Pequim’2022, no mês de Fevereiro, só agora termina, dadas as restrições pandémicas na China.

nota para os Jogos de Inverno de 2030.

Devido a esta situação, a escolha da sede dos Jogos Olímpicos Inverno de 2030, que se seguirá a Milão-Cortina em 2026, será definida apenas na 140ª Sessão, agendada para Bombaim (Índia), em 2023.

Estão já anunciadas as candidaturas de Barcelona/Médécourbe/Chamonix (Espanha, Andorra e França), a única das propostas que nunca acolheu um evento olímpico, a cidade japonesa de Sapporo, onde ocorreu as olímpiadas de Inverno de 1972 e a Maratona dos Jogos de Verão Tóquio’2020, Salt Lake City, nos Estados Unidos, que recebeu o evento em 2002 e Vancouver, no Canadá, que “fez a festa” em 2010.

Exitem ainda outras “propostas sólidas e de valor”, como referiu o Diretor-Geral Christophe De Kepper na Assembleia reunida em formato híbrido, em Lausanne, na Suíça.