Início Mod. individuais Automobilismo

500 Milhas ACP 2021: Muito mais do que um autêntico museu a céu aberto

5
500 Milhas ACP 2021

Depois de 650 quilómetros e cerca de 16 horas de prova, terminou a 16ª edição das 500 Milhas ACP. Uma maratona cumprida num único dia, com temperaturas elevadas e percursos exigentes, mas que a grande maioria dos 63 automóveis participantes superou com distinção, apesar das respeitáveis idades: 69 anos o mais antigo e 45 anos o mais jovem.

Mais um sucesso para o ACP Clássicos como clube organizador e com regresso à estrada já marcado para o dia 4 de outubro, com o Rally de Portugal Histórico.

As 500 Milhas ACP foram muito mais do que um autêntico museu a céu aberto, que despertou a atenção e a curiosidade de milhares de espectadores, num percurso entre Cascais e Aveiro, com passagem pela Serra da Arrábida, Coruche, Abrantes, Penedo Furado, Serra da Lousã, Arganil, Secarias e Caramulo.

Apesar da maior prova de clássicos portugueses valorizar a consistência, em detrimento da rapidez, a edição deste ano das 500 Milhas ACP foi marcada por um elevado nível desportivo e por um enorme equilíbrio.

Para Filipe Gaivão, director de prova, “o balanço é extremamente positivo“.

Para além da evidente satisfação dos participantes na chegada a Aveiro, sublinho o elevado nível competitivo, certamente também justificado pelos cursos de navegação que o ACP Clássicos tem organizado.

Os 650 quilómetros de percurso foram cumpridos em cerca de 16 horas, sendo notável a fiabilidade registada pela maioria dos automóveis participantes. Ou seja, é igualmente reflexo da qualidade do parque automóvel de clássicos existente em Portugal.

Mas também faço questão de destacar a participação de um maior número de automóveis produzidos no período do pós-guerra, o que é sempre um motivo de orgulho. É que estas provas não devem ser apenas um desafio para automóveis mais atuais”.

As provas de clássicos com assinatura ACP voltam à estrada, entre os próximos dias 4 e 10 de outubro, com o Rally de Portugal Histórico. Cerca de 2.000 quilómetros de percurso, nas regiões Norte e Centro do país e término com a incontornável noite de Sintra.

Classificações finais

Categoria E (Automóveis produzidos entre 1946 e 1960)

1º Frederico Valsassina/Vasco Mendes – Jaguar MK II (1960)

2º Pedro Brito/Duarte Brito – MG A (1959)

3º Fernando Carpinteiro Albino/Xavier Albino – Porsche 356 Super 90 (1960)

4º Fausto Figueiredo/Manuel Leitão – Austin Healey Spider (1958)

5º Tiago Oom/João Clara – Alfa Romeo Giuletta Sprint (1959)

Categoria F (Automóveis produzidos entre 1961 e 1970)

1º Carlos Seara Cardoso/Ricardo Seara Cardoso – Triumph TR4 (1964)

2º Nuno Menezes Rodrigues Pena/Eduardo Carpinteiro Albino – Lotus Seven (1968)

3º Carlos Brízido/António José Costa – Porsche 911 E (1970)

4º Armando Santos Monteiro/Abílio Manuel Dias Gonçalves – BMW 2002 (1970)

5º António Lopes da Silva/José Carlos Figueiredo – Porsche 912 (1967)

Categoria G (Automóveis produzidos entre 1971 e 1980)

1º Bruno Camões e Vasconcelos/António Caldeira Carvalho – Porsche 911 (1974)

2º Manuel Romão/Ivo Tavares – Datsun 240 Z (1973)

3º Miguel Ferraz de Menezes/Alexandre Berardo – Alfa Romeo 1.6 GTZ Zagato (1973)

4º Gonçalo Ribeiro Pinto/António Leal Machado – BMW 3.0 CSI (1973)

5º Vasco Caldeira/Francisco Caldeira – MG B (1973)

ACP Clássicos