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Taça das Nações 2021: Corrida da Paz marca o regresso dos Sub-23

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Miguel Salgueiro - Ciclista

A Selecção Nacional compete na Corrida da Paz, prova da Taça das Nações de Sub-23 que se disputa na República Checa, entre 3 e 6 de junho.

Após um ano sem competição no mais importante circuito internacional de sub-23, devido à pandemia, os jovens portugueses estão de regresso à Taça das Nações.

O seleccionador nacional, José Poeira, convocou seis corredores com níveis distintos de experiência internacional em sub-23, esperando que possam complementar-se numa das corridas de referência do calendário internacional de sub-23.

Os convocados são Afonso Silva (Rádio Popular-Boavista), Fábio Costa e Fábio Fernandes (Efapel), Diogo Barbosa (Hagens Berman Axeon), Miguel Salgueiro (LA Alumínios-LA Sport) e Pedro Miguel Lopes (Kelly-Simoldes-UDO).

A corrida terá um prólogo e três etapas. Inicia-se, dia 3 de junho, com um exercício individual de 3,4 quilómetros, em Jeseník. Esta localidade acolhe a partida da primeira etapa, que terminará em Rýmařov, depois de percorridos 131,4 quilómetros, através de um trajecto rompe-pernas.

A segunda etapa, 136,3 quilómetros entre Bruntál e Dlouhé Stráně, assinala o início das grandes dificuldades montanhosas. Duas dificuldades orográficas nos derradeiros 20 quilómetros, a última coincidente com a meta, prometem marcar diferenças substanciais, privilegiando os trepadores.

A etapa final será a mais longa da competição, 168,1 quilómetros, com início e final em Jeseník. O percurso, muito ondulado, é propício a corredores atacantes.

A primeira etapa em linha guarda surpresas para quem não estiver atento. A etapa de montanha é decisiva, mas o último dia, com subidas consecutivas, faz muitas diferenças. Foi nesta tirada que o Tadej Pogačar, em 2018, pela primeira vez deu uma grande demonstração de classe na Taça das Nações.

Quanto à nossa equipa, são corredores com qualidade e que têm ritmo competitivo, estiveram no Algarve, alguns no GP dos Açores e ainda correrão no próximo fim de semana.

Mas não temos ponto de comparação com a realidade internacional atual, porque há muito que não corremos por selecções. Mas vamos bater-nos por um lugar entre os pontuáveis, porque pode ajudar a garantir presença na Volta a França do Futuro, explica José Poeira.

FP Ciclismo