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CNTT 2017: O melhor campeonato de TT da Europa arranca este fim-de-semana em Góis

Quem disse que o CNTT é o melhor da Europa foi Stephane Peterhansel, quando em Outubro do ano passado disputou a Baja Portalegre 500 nos SSV

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Raide TT Góis 2017

Não somos nós a dizê-lo, embora a definição assente que nem uma luva. Quem o disse foi Stephane Peterhansel, o piloto que há pouco mais de um mês venceu pela 13ª vez o Dakar quando, em Outubro do ano passado, disputou a Baja Portalegre 500 aos comandos de um Yamaha da Categoria SSV.

É esse mesmo campeonato (CNTT – https://www.facebook.com/CampeonatoNacionaldeTT) que arranca no próximo fim-de-semana em Góis. Um campeonato que apresenta um crescimento fantástico exactamente na disciplina SSV e que promete lutas muito animadas ao longo de toda a temporada. Um campeonato com as mesmas sete provas de 2016, sendo que as duas primeiras não são realizadas a par com a competição auto do CNTT

Título Moto disputado por trio

Se ao longo de mais de uma década o título nas duas rodas opôs Mário Patrão (campeão de 2008 a 2014) a António Maio (campeão 2015 e 16), para este ano de 2017 o par conta com um terceiro concorrente de peso chamado Sebastian Buhler, que depois de três épocas na classe TT1 sobe agora para o patamar superior, disputando o campeonato com uma moto igual à do campeão António Maio. Dois pilotos Yamaha agora em equipas separadas contra um da KTM.

Para 2017 salienta-se o regresso de Luís Teixeira (Yamaha), a continuidade de António Pereira e Francisco Fino, todos em Yamaha, e David Megre em KTM. Ausente do CNTT estará Gustavo Gaudêncio, que em Honda foi um dos grandes animadores das duas últimas temporadas. Salvador Vargas campeão TT3 em 2016 também não fará a prova inaugural.

Hélder Rodrigues, assim como alguns pilotos que apostam em primeiro lugar no Enduro, farão pontualmente provas de um CNTT onde o jovem Martim Ventura, de apenas 16 anos, fará a sua primeira temporada completa lutando pelo título da Classe TT1.

Indefinição nos Quad

Em 2016, ano que marcou o regresso de Arnaldo Martins às competições, Beto Borrego apenas decidiu a sua participação na véspera da prova inaugural. Se o piloto de Cabeceiras de Basto assume ir tentar de novo a conquista do título que lhe escapou na derradeira jornada, já o campeão continua sem dar qualquer indicação. É conhecida a sua vontade de ‘saltar’ para os SSV, mas não surgiu nenhum convite nesse sentido e o piloto de Ponte de Sôr não dispõe de orçamento para avançar por sua conta.

Relativamente a 2016 fica também de fora Rodrigo Pagaime, enquanto para a prova inaugural são dadas como certas as participações de Filipe Martins, Fábio Ferreira e João Cardoso.

Luta titânica nos SSV

O defeso nos SSV tem estado a ser digno das movimentações habituais no futebol. Mudanças de equipa, novidades constantes e mais e mais pilotos. Três competições monomarca. Grande maioria de veículos novos e também alguns atrasos.

Tentando elaborar uma ordem cronológica, será importante regressar a 2016, que registou o lançamento dos Troféus CanAm e Polaris e à estreia de dois Yamaha na prova de abertura da temporada tal como este ano em Góis. Se os primeiros criaram uma nova realidade com um envolvimento dos respectivos construtores, incentivos e novas equipas, a entrada de um terceiro player foi crescendo até aos 13 concorrentes em Portalegre que culminou com a vitória do estreante Marco Silva.

Para 2017 a CanAm apresentou em Portalegre um novo modelo, que só agora vai começar a competir, mas que já ultrapassa as duas dezenas de unidades vendidas para competição. A Yamaha viu um novo 1000R SE estrear-se na prova alentejana e no final da corrida seria Stephane Peterhansel a dar a novidade esperada: também a Yamaha teria a sua competição. Não um Troféu (porque esse já existia para Motos e Quads) mas uma Taça.

Dominadora até à data, a Polaris também apresentou um novo modelo, onde tentou acima de tudo melhorar e fiabilizar o 1000 Turbo lançado em finais de 2015. O problema é que este novo modelo ainda não vai estar disponível para a primeira prova, onde provavelmente apenas os espanhóis Viñaras o irão utilizar. Uma situação que está a criar dificuldades aos pilotos que mantiveram a aposta na marca americana, porque os obrigou a manter ou a recuperar os modelos de 2016 que já teriam outros destinos.

Destaques marca a marca

Polaris
Mantém o campeão 2016 João Dias, o campeão 2011 Rui Serpa e os irmãos Teo e Roberto Viñaras. Pedro Carvalho é outra das apostas fortes, assim como o regressado Sérgio Silva e António Coimbra, que se estreou de SSV nas 3 Horas de Fronteira.

CanAm
Com o agressivo Maverick X3 a Milfa, representante da marca em Portugal, cativou pilotos Top e continua a lançar novos pilotos. No primeiro caso estão Bruno Martins (ex-Rage), o vice-campeão Pedro Santinho Mendes, o regressado campeão 2010 e 2014 Jorge Monteiro e o filho João Monteiro, assim como o ex-campeão auto Pedro Grancha. Mantêm-se na CanAm Vítor Santos e Avelino Luís, dois pilotos que estão sempre no lote dos mais rápidos.

A mais recente novidade é Ruben Faria, mas os compromissos do actual director desportivo da Husqvarna não lhe permitirão disputar a totalidade do campeonato. Também Pedro Ferreira, o piloto da Amarok no CNTT auto, tem um X3 que deverá pilotar na Ferraria competindo o seu pai nas restantes provas.

Yamaha
Tendo em Ricardo Carvalho o seu piloto assumidamente de ponta em 2016, a marca nipónica junta agora ao seu lado o nome de Nuno Tavares, campeão em 2013 quando tinha apenas 21 anos e que é garantidamente um dos mais rápidos deste fantástico pelotão. Marco Silva (vencedor em Portalegre), João Rebelo Martins (Vencedor do Desafio ACE), António e Dorothee Ferreira, Mário Franco agora com Luís Engeitado ao seu lado, são alguns dos nomes a reter de entre os que vão competir com Yamaha.

O Raid TT Góis 2017, prova organizada pelo Góis Moto Clube começa no Sábado com um troço de 16 quilómetros, estando reservados para Domingo mais quatro sectores selectivos num total de duas centenas de quilómetros.