SC Espinho vence a Taça de Portugal de Voleibol Séniores Masculinos

SC Espinho vence a Taça de Portugal de Voleibol Séniores Masculinos

O SC Espinho conquistou hoje a sua 12ª Taça de Portugal, curiosamente uma réplica do troféu da 1ª edição (1964/65), erguido então pelos espinhenses

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SC Espinho - Vencedor da Taça de Portugal de Voleibol 2017

A equipa de séniores masculinos do SC Espinho conquistou hoje a sua 12ª Taça de Portugal – curiosamente uma réplica do troféu da 1ª edição (1964/65), erguido então pelos espinhenses – ao vencer, pela margem máxima (3-0: 25-18, 25-19 e 25-22) o SL Benfica na final, disputada no Pavilhão Multiusos de Gondomar.

O SC Espinho entrou muito bem no jogo (3-0), ao contrário do seu oponente, o SL Benfica, que chegou ao primeiro tempo técnico a perder por 4-8, sendo que três pontos eram fruto de serviços falhados pelos encarnados. O SC Espinho somava pontos no ataque por João Simões, Fabrício Silva (Kibinho) e Marco Ferreira, enquanto o SL Benfica, para além de evidenciar problemas na recepção, esbarrava na bem urdida defesa alta dos espinhenses.

José Rojas somou, no ataque, o ponto com que se chegou à segunda paragem obrigatória (16-12). Imparável no ataque, a equipa orientada por Rui Pedro Silva, a actuar de forma irrepreensível, foi contabilizando os pontos necessários para vencer por uma diferença representativa do que se tinha passado no campo: 25-18.

O segundo set começou de forma bem diferente: o SL Benfica acertou o seu bloco, por Flávio Soares (Zelão) e o serviço, por Raphael Oliveira (Rafa) e a equipa de José Jardim passou para o comando do marcador (7-5, 8-6). O SC Espinho reagiu e voltou à liderança com um serviço directo do capitão Miguel Maia (9-8). Um bloco de Hélio Sanchez aumentou a diferença (11-9). E um serviço do mesmo jogador, logo seguido de blocos de Kibinho e João Simões, impulsionou os tigres (15-10), obrigando José Jardim a reunir com a sua equipa.

Com Roberto Reis a servir e Raphael Margarido a distribuir o jogo, as águias encetaram a recuperação (15-17). Porém, dois blocos consecutivos e um ataque falhado afastaram novamente os espinhenses (21-16). Desorientados com a reacção dos espinhenses, os encarnados nunca mais conseguiram obstar a novo triunfo da equipa nortenha: 25-19, com um ataque de Hélio Sanches.

O SL Benfica entrou melhor no terceiro set (3-1, 6-4), mas o SC Espinho logrou igualar (6-6) com um serviço directo de Miguel Maia.
Hélio Sanchez no bloco e Marco Ferreira no ataque mantiveram os tigres na liderança do marcador (9-8). Um serviço directo de Vinhedo deu novo alento às águias (11-9), que atingiram o segundo tempo técnico com uma vantagem de três pontos (16-13).

Três ataques para fora protagonizados pelos benfiquistas provocaram a reviravolta no jogo, permitindo o ressurgimento dos espinhenses (17-17). Um bloco de Hélio Sanches/João Simões deu vantagem ao SC Espinho (20-18) numa altura crucial, possibilitando que o SC Espinho avançasse rumo ao triunfo na final da Taça de Portugal: 25-21.

Marco Ferreira, autor de 17 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, enquanto Hugo Gaspar, com 11 pontos, foi o benfiquista mais concretizador.



Resultados das últimas 11 finais

* 2017 – SC Espinho x SL Benfica, 3-0
* 2016 – SL Benfica x AJF Bastardo, 3-1
* 2015 – SL Benfica x SC Espinho, 3-0
* 2104 – Castelo da Maia GC x AJF Bastardo, 3-2
* 2013 – AJF Bastardo x Vitória SC, 3-0
* 2012 – SL Benfica x AA Espinho, 3-1
* 2011 – SL Benfica x SC Espinho, 3-0
* 2010 – Castelo da Maia GC x SL Benfica, 3-1
* 2009 – Vitória SC x SC Espinho, 3-2
* 2008 – SC Espinho x Vitória SC, 3-0
* 2007 – SL Benfica x Castelo da Maia GC, 3-0

O SL Benfica é a equipa com mais títulos conquistados (16) na prova, o primeiro em 1965/1966 e o último em 2015/2016, tendo erguido o troféu por cinco vezes nas últimas dez finais. O SC Espinho é o segundo clube com maior número de taças (12). Foi o primeiro vencedor da competição, em 1964/1965, tendo conquistado o seu último troféu em 2007/2008. Detém o recorde de maior número de taças conquistadas consecutivamente (6), entre a época de 1995/1996 e de 2000/2001.