Benfica e Espinho na Final da Taça de Portugal de Voleibol, em...

Benfica e Espinho na Final da Taça de Portugal de Voleibol, em Gondomar

O SC Espinho venceu hoje a AJF Bastardo pela margem máxima (3-0) e o SL Benfica venceu o Castelo da Maia GC por 3-2; amanhã será a Grande Final em Gondomar

54
Final 4 da Taça de Portugal Séniores Masculinos de Voleibol

As equipas de séniores masculinos do SL Benfica e do SC Espinho disputam amanhã (14h00/Sport TV), no Pavilhão Multiusos de Gondomar, a final da Taça de Portugal.

SC Espinho x AJF Bastardo, 3-0

O SC Espinho venceu hoje, pela margem máxima (3-0: 25-21, 25-23 e 25-20) a AJ Fonte do Bastardo, num jogo em que a sua superioridade foi evidente nos momentos cruciais (finais) dos sets.

O primeiro set foi marcado por grande equilíbrio até aos 17 pontos, altura em que Marco Ferreira, com dois pontos no ataque e outros tantos serviços directos, catapultou o SC Espinho para a liderança (21-17). Os açorianos reagiram com determinação (22-21), mas José Rojas, no ataque, Fabrício Silva (Kibinho), no serviço, e Hélio Sanches, no ataque, fecharam o set a favor da equipa orientada por Rui Pedro Silva: 25-21.

No segundo set, os blocos, sobretudo de Hélio Sanches, fizeram a diferença e o SC Espinho chegou com uma vantagem de dois pontos ao primeiro tempo técnico (8-6). No segundo, era já a equipa orientada por João José que comandava o marcador (16-15), mostrando que a luta iria ser até ao fim e… imprevisível.

Marco Ferreira, Kibinho e Rojas procuravam ultrapassar o bloco dos gigantes Matthew Pollock (2,06 metros) e Kristopher Johnsson (2,11). À entrada para a recta final, as equipas estavam igualadas a 23 pontos. Um bloco de Hélio Sanches deu vantagem aos espinhenses (24-23), que viram o seu adversário oferecer-lhes a vitória, com um ataque para fora: 25-23.

O terceiro set foi semelhante aos primeiros. Equilíbrio constante até metade do set (10-10). Três serviços directos de Hélio Sanchez, um bloco de João Simões e ataques de Marco Ferreira e Kibinho fizeram a diferença (17-10). A reacção dos campeões nacionais permitiu-lhes uma aproximação (17-13), com um ataque de João Freitas. Um ponto de ataque ao segundo toque do distribuidor Miguel Maia aproximou o SC Espinho da vitória (21-16). João Simões fechou o set com 25-20.

Marco Ferreira e Hélio Sanches foram os melhores pontuadores do jogo, com 14 pontos, enquanto João Freitas, com 8 pontos, foi o jogador da AJF Bastardo mais concretizador.

Comentários

Rui Pedro Silva, treinador do SC Espinho
“Somos um clube com história, mas não quero colocar pressão sobre os meus jogadores. Disse-lhes para jogarem o que sabem e eles, com todo o talento que têm, assim o fizeram. Apesar das lesões, esta equipa tem trabalhado muito bem e estamos preparados para defrontar um grande adversário como é o SL benfica. Espinho é conhecida como a Capital do Voleibol e esperamos conseguir dar mais alegrias às pessoas do clube e da cidade. Uma final é sempre para vencer e é o que o SC Espinho e o SL Benfica vão tentar fazer, o que vai valorizar ainda mais o espectáculo”.

Caíque Silva, capitão da AJF Bastardo
“Jogámos de igual para igual, mas nos instantes finais revelámos alguma ansiedade e prevaleceu a maior experiência dos jogadores do SC Espinho. Nunca é bom perder, mas vem aí a fase final do Campeonato Nacional e vamos lutar pelo título. Sabemos das nossas limitações, mas vamos dar o nosso melhor”.

Castelo da Maia GC x SL Benfica, 2-3

O SL Benfica apurou-se para a final ao superar (3-2: 29-27, 25-21, 21-25, 21-25 e 15-9) o Castelo da Maia GC. Superação foi a palavra de ordem neste jogo: no SL Benfica, o treinador José Jardim já tinha avisado na conferência de imprensa que só um Benfica de superação poderia erguer o troféu; no Castelo da Maia, a jovem e aguerrida equipa surpreendeu mesmo o seu experiente capitão, Flávio Cruz, ao superar as dificuldades e bater-se taco a taco com um dos maiores favoritos ao triunfo final.

Com os opostos Joan Diaz e Hugo Gaspar a jogarem em simultâneo – o capitão encarnado a fazer as funções de zona 4 –, aumentando o poder de fogo ofensivo, a equipa de José Jardim entrou muito bem no jogo, tendo construído desde cedo uma vantagem (4-1, 9-5) que foi gerindo no tempo (16-10). Um serviço directo de Hugo Gaspar aumentou a diferença (17-10) e as falhas na recepção e no serviço ainda complicaram mais a vida aos maiatos.

A entusiástica claque do C. Maia GC dava alento à equipa e rejubilou com um bloco do capitão Flávio Cruz (19-14), que obrigou o SL Benfica a pedir um desconto de tempo. Um ataque do jovem Lourenço Martins aproximou ainda mais os maiatos (19-16).
À entrada para a recta final do set, um ataque ao segundo toque do distribuidor Henrique Granja e um ataque desperdiçado pelos encarnados fizeram os níveis de emotividade subirem ao máximo (23-23).

O SL Benfica acusou o golpe e um bloco de Hélder Spencer fez o 26-25, passando o C. Maia para a frente no marcador pela primeira vez.
Contudo, com os seus três jogadores mais fortes na rede – Hugo Gaspar, Flávio Soares (Zelão) e Joan Diaz (Che) – o SL Benfica logrou selar a vitória no primeiro parcial com um ataque de Che: 29-27.

O SL Benfica voltou a entrar melhor no segundo set (4-2, 9-5), mas desta vez o Castelo da Maia não o deixou encetar uma fuga no marcador e igualou aos 12 pontos, mantendo-se ombro a ombro mercê da acção do seu bloco (14-14). Um bloco de Flávio Cruz colocou o Castelo da Maia GC na liderança do marcador (18-17), mas Zelão e Che deram novamente vantagem à equipa de Lisboa (19-18). Um serviço directo de Hélder Spencer voltou a igualar (20-20) a contenda, mas a maior frieza nos momentos cruciais e a experiência de Gaspar & Companhia possibilitaram a reviravolta e o triunfo do SL Benfica por 25-21.

A equipa orientada por Nuno Pereira entrou de rompante no terceiro set, fazendo valer os blocos de Bruno Sousa e Hélder Spencer (9-4). Novos blocos, de Flávio Cruz e de Gilson França, distanciaram os maiatos (13-8), que atingiram o segundo tempo técnico com uma vantagem significativa (16-9). Um ponto acrobático do experiente Flávio Cruz empolgou ainda mais a claque maiata e aproximou o Castelo da vitória (22-16), que teve a chancela de Gilson França: 25-21.

Grande equilíbrio nos momentos iniciais do quarto set (7-7), seguido de um ligeiro ascente do SL Benfica (11-8), que o Castelo da Maia GC tratou de anular, passando depois para a frente no marcador (12-11). Um ataque fortíssimo de Lourenço Martins e um serviço directo de Bruno Sousa mantiveram os maiatos na liderança (16-14). Um ataque ao primeiro toque do gigante (2,07 metros) Gilson França avolumou a diferença (20-16). Lourenço Martins assinou, no ataque, o 23º e o 25º pontos, igualando o jogo: 25-21.

O quinto e último set foi dominado pelo SL Benfica, que liderou sempre o marcador (3-1, 6-3, 9-4) até atingir uma vantagem que lhe permitisse precaver-se da reacção do adversário (10-5), tendo selado o triunfo no set e no jogo logo após um serviço directo de Tiago Violas (15-9).

Joan Diaz , com 30 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, seguido de Lourenço Martins, com 22 pontos. Ver estatística aqui

Comentários

José Jardim, treinador do SL Benfica
“Devido às lesões de alguns jogadores, como o André Lopes e Roberto Reis, tivemos de fazer algumas alterações. Como já tinha dito ontem, só um Benfica de superação poderia lutar pela conquista de mais uma Taça de Portugal. Não foi a primeira vez que fizemos adaptações de jogadores. Tivemos mérito na vitória no primeiro set, mas, depois, o adversário adaptou-se à nossa forma de jogar e tivemos de fazer alterações. Sabíamos que seria difícil porque o nosso adversário luta sempre até ao fim. Vamos passo a passo, mas queremos conquistar o troféu”.

Flávio Cruz, capitão do Castelo da Maia GC
“A equipa surpreendeu-me. Mostrou sempre um carácter enorme em situações de desvantagem. São jogadores muito talentosos e que daqui por uns anos vão pôr a equipa a lutar por títulos e mesmo a conquistá-los. Para além de termos tido algumas lesões, a nossa equipa é constituída por trabalhadores e estudantes e nem conseguimos treinar ontem e fazer uma adaptação ao recinto do jogo. Mesmo assim, a equipa mostrou muita maturidade e bateu-se até ao fim com o principal favorito à conquista do troféu”.

A Final 4 da Taça de Portugal é organizada pela Federação Portuguesa de Voleibol e pela Câmara Municipal de Gondomar.