Rali de Castelo Branco: ARC Sport não atinge os objectivos propostos

Rali de Castelo Branco: ARC Sport não atinge os objectivos propostos

No entanto, a ARC Sport admite que o Rali de Castelo Branco acabou por ter uma parte positiva em relação aos comportamentos dos seus pilotos

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ARC Sport

Esta não foi uma prova totalmente conseguida para a ARC Sport que iniciou a época de asfalto em Castelo Branco, com Aloísio Monteiro e Sancho Eiró num Renault Clio R3 T e com Paulo Caldeira e Ana Gonçalves num Mitsubishi Lancer Evo IX.

Aloísio Monteiro, que este ano volta a ter aposta dupla, tanto para as duas rodas motrizes do Campeonato Nacional de Ralis (CNR), como para o Troféu Ibérico dedicado aos novos Renault Clio R3T, pretendia nesta prova abertura da temporada rodar com o carro e ganhar mais experiência competitiva.

Só parte desse objectivo foi alcançado, isto porque logo no troço inaugural, uma ligeira saída de estrada obrigou a equipa a abandonar, devido à quebra de um braço de suspensão do Renault. Regressado no segundo dia de prova (Super Rali), o piloto acabou por conseguir atingir andamentos bastante interessantes, sem ter qualquer tipo de preocupações competitivas, terminando no entanto em 3º lugar do Troféu Ibérico.

“Chegámos a Castelo Branco preparados para competir tanto para as duas rodas motrizes, como para o Troféu Ibérico dos Renault Clio R3T. Entrámos agressivos logo no primeiro troço, mas a sorte acabou por não nos acompanhar, uma vez que numa zona suja do traçado, acabámos por ter uma saída de estrada que nos obrigou a abandonar. Regressámos no segundo dia para tentar minimizar o prejuízo, acabando por conquistar a 3ª posição entre os Renault e na nossa categoria. Acabámos por ter andamentos positivos e conseguir alguma evolução, o que acabou por ser bastante positivo”, referiu Aloísio Monteiro.

Aloísio Monteiro e Sancho Eiró estarão presentes nos Açores em finais de Março, para disputar uma das provas mais apetecidas do calendário nacional, ao volante do Renault Clio R3T com especificações de terra.

Paulo Caldeira e a sua mulher, Ana Gonçalves, disputaram em Castelo Branco a segunda prova pontuável para o Campeonato Nacional de Ralis das suas carreiras. Ao volante de um Mitsubishi Lancer Evo IX, a equipa pretendia essencialmente ganhar experiência e evoluir. Quando se iniciava a segunda ronda pelos derradeiros troços do rali, e numa altura em que Paulo Caldeira estava a registar melhores tempos, um problema de alimentação ditou o abandono.

“Quando estávamos a gostar e parecia que tudo ia correr bem nas segundas passagens pelos troços, o sistema de alimentação do carro não quis colaborar. Foi pena, pois até tínhamos conseguido entrar num bom ritmo, e até já estávamos em 3º lugar do grupo. Ficou uma boa experiência, que quero repetir este ano em ralis de asfalto, e apesar desta ocorrência inesperada não vamos desanimar. Quero ainda realçar o excelente comportamento da Ana no seu papel de navegadora”, disse Paulo Caldeira.

Apesar dos objectivos finais não terem sido alcançados, a ARC Sport admite que esta prova acabou por ter uma parte positiva em relação aos comportamentos dos seus pilotos.

“Apesar do problema que o Aloísio Monteiro teve no primeiro dia de prova, o seu regresso à competição acabou por ser bastante produtivo em termos do trabalho que toda a equipa pretende fazer para o futuro. Quanto ao Paulo Caldeira, e quando estava em crescendo em termos de andamentos, um dos azares das corridas acabou por ditar o seu abandono. Mesmo com situações deste género, construímos e aprendemos sempre alguma coisa”, afirmou Augusto Ramiro.

A ARC Sport estará presente no Rali Azores Airlines entre 30 de Março e 1 de Abril.