Wings for Life World Run 2017: Mulheres portuguesas fizeram história

Wings for Life World Run 2017: Mulheres portuguesas fizeram história

Vera Nunes fez história e conquistou no Chile o melhor resultado de sempre para o nosso país – foi terceira do Ranking Global Feminino – e Elisabete Azevedo surpreendeu com uma vitória em Espanha

73

Um total de 155.288 participantes correram ontem em todo o Mundo por aqueles que não podem na quarta edição da Wings for Life World Run. Os portugueses estiveram em destaque no mapa desta iniciativa solidária: Vera Nunes fez história e conquistou no Chile o melhor resultado de sempre para o nosso país – foi terceira do Ranking Global Feminino – e Elisabete Azevedo surpreendeu com uma vitória em Espanha. Por cá, cerca de duas centenas juntaram-se a esta corrente através da corrida virtual.

Portugal deixou ontem (7 de Maio) uma forte marca na quarta edição da mais global de todas as corridas – a Wings for Life World Run. Vera Nunes – que venceu no ano passado no Porto – lutou em Santiago do Chile pela vitória global e acabou por terminar num histórico terceiro lugar, depois de correr 62.17 quilómetros. Foi precisamente desta corrida sul-americana que saiu a vencedora global desta edição, a polaca Dominika Stelmach – que correu 68,21 quilómetros e bateu assim por mais de dois quilómetros a melhor marca da competição. Vera Nunes correu ao lado de António Sousa – o seu treinador e também vencedor da corrida do Porto do ano passado – que terminou em terceiro lugar no Chile (64,18Km).

Uma das maiores surpresas entre os portugueses que ontem participaram neste desafio sem meta foi sem dúvida Elisabete Azevedo, que venceu a corrida de Valência (Espanha). A atleta de Vila Nova de Gaia, que representa o Recreio Desportivo de Águeda, ainda está incrédula fase ao resultado alcançado.

“Sou uma especialista em 3000 metros obstáculos e fui a Espanha com um grupo de amigos, meramente para participar. Nunca fiz sequer uma maratona, mas a verdade é que me senti bem e fui avançando até aos 49,365 quilómetros! Acho que posso ter descoberto aqui uma nova vocação para as longas distância”, afirmou a atleta de 35 anos. O prémio por esta conquista é a participação numa das corridas da próxima edição da Wings for Life World Run.

“Acho que vou escolher a Austrália, é um país que me fascina e a corrida acontece de noite”.

Um total de 155.288 participantes correram por aqueles que não podem em 111 localizações de 58 países, permitindo angariar 6.8 milhões de euros para apoiar a investigação da cura das lesões na espinal medula. Em Portugal várias centenas de entusiastas correram por esta causa através da aplicação oficial da competição – a Wings for Life World Run APP Run – com encontros no Jamor (Estádio Nacional) e Lousada (Parque da Torre de Vilar).

Em masculinos a vitória global foi para o sueco Aron Anderson, que usando uma cadeira de rodas convencional fez 92,15 quilómetros na corrida mais quente desta edição – o Dubai. Já o polaco Bartosz Olszewski ficou a escassos metros do recorde estabelecido no ano passado pelo italiano Giorgio Calcaterra, com 88,24 quilómetros percorridos.

Com uma partida simultânea em todo o Mundo, a Wings for Life World Run destaca-se pelo seu conceito original, onde a tradicional linha de chegada é substituída por um dinâmico Carro Meta que arranca a 15 km/hora e persegue o pelotão até atingir uns impossíveis 35km/hora.

A Wings for Life World Run regressa em 2018, com encontro marcado para o dia 6 de Maio.