Volta ao Algarve: Um percurso para coroar um campeão

Volta ao Algarve: Um percurso para coroar um campeão

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A 42ª edição da Volta ao Algarve, na estrada entre 17 e 21 de Fevereiro de 2016, apresenta um percurso com oportunidades para todo o tipo de corredores, mas privilegiando os ciclistas completos na luta pela camisola amarela final. Prevê-se emoção até ao último metro, já que a prova termina no alto do Malhão.

O itinerário conta com 756,6 quilómetros, distribuídos por quatro etapas em linha e por um contra-relógio individual. A primeira e a quarta tiradas são excelentes para roladores e sprinters. A segunda e a quinta terminam em alto, privilegiando os trepadores. A quarta é um contra-relógio. No somatório, só um ciclista completo poderá aspirar a suceder ao galês Geraint Thomas, vencedor em 2015 e candidato a manter o trono em 2016.

A Volta arranca com uma ligação de 178,6 quilómetros, entre Lagos e Albufeira, na qual os velocistas e os roladores terão uma palavra a dizer, já que a única dificuldade montanhosa é a subida de terceira categoria, na serra de Espinhaço de Cão. O pelotão passa pela primeira vez na meta a 45 quilómetros do final, potenciando o espectáculo para o público e dando aos ciclistas uma oportunidade de reconhecimento da rápida aproximação à linha final.

A segunda tirada pode ser considerada a etapa rainha, marcando o regresso da Volta ao Algarve ao alto da Fóia, em Monchique, onde já não termina uma etapa desde 2002. A viagem terá 200 quilómetros, unindo Lagoa à Fóia, num itinerário com um acumulado de 3845 metros de subida. As dificuldades estão guardadas para os derradeiros 67 quilómetros, encadeando quatro escaladas: Marmelete, Picota, Pomba e Fóia. A meta, no ponto mais alto do Algarve (904 metros de altitude), coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria. Esta subida tem 7,5 quilómetros de extensão e uma inclinação média de 6 por cento.

Os contra-relogistas podem recuperar na terceira etapa o terreno perdido na véspera, já que vão encontrar um exercício individual de 18 quilómetros, com partida e chegada em Sagres. Os primeiros 4,5 quilómetros são bastante técnicos, antecedendo o terreno propício aos verdadeiros especialistas, que terão o ensejo de fazer a diferença, num local onde o vento é visita frequente e pode endurecer a prova.

Os sprinters têm nova oportunidade para brilhar na quarta etapa, uma ligação de 187,3 quilómetros, entre S. Brás de Alportel e Tavira. A primeira metade da tirada conta com algum sobe-e-desce, mas os últimos 90 quilómetros não colocam entraves de maior à esperada supremacia dos homens mais rápidos do pelotão.

A luta pela camisola amarela prevê-se animada até ao último metro da competição, pois a 42ª Volta ao Algarve termina no alto do Malhão, Loulé, depois de percorridos os derradeiros 172,7 quilómetros, a partir de Almodôvar. Haverá uma primeira passagem pelo Malhão, a 45 quilómetros da meta, seguindo-se um percurso tortuoso, com uma sucessão de subidas curtas e íngremes, lembrando as clássicas primaveris, antes da última abordagem aos 2,5 quilómetros com inclinação média de 9,4 por cento do Malhão.

Percurso da 42ª Volta ao Algarve

1ª Etapa: Lagos – Albufeira, 187,6 km
2ª Etapa: Lagoa – Fóia, 200 km
3ª Etapa: Sagres – Sagres, 18 km (Contra-relógio Individual)
4ª Etapa: S. Brás de Alportel – Tavira, 187,3 km
5ª Etapa: Almodôvar – Malhão, 172,7 km