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Volta a Portugal: Federação de Ciclismo assina contrato de concessão com a Podium Events

A Federação Portuguesa de Ciclismo e a Podium Events SA assinaram, hoje de manhã, o contrato de Concessão da Organização e Exploração Comercial e Competições de Ciclismo para o período 2018-2025.

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Volta a Portugal - Assinatura de Contrato de Concessão
José Carmona, Delmino Pereira, Vasco Empis e Luís Ribeiro Soares
A Federação Portuguesa de Ciclismo e a Podium Events SA assinaram, hoje de manhã, o contrato de Concessão da Organização e Exploração Comercial e Competições de Ciclismo para o período 2018-2025.

Através deste documento, as duas instituições estabelecem os moldes em que a Podium Events, SA organizará as competições incluídas no acordo: Volta a Portugal em Bicicleta, Volta a Portugal do Futuro e uma prova internacional com duração de cinco dias.

O contrato hoje assinado tem como grande objectivo contribuir para a valorização, modernização e internacionalização do ciclismo português, especialmente da Volta a Portugal em Bicicleta.

O ciclo de oito anos agora aberto será marcado por um diálogo constante entre a Federação Portuguesa de Ciclismo e a Podium Events, SA, entidades que se comprometem a cooperar para que a Volta a Portugal em Bicicleta seja cada vez mais olhada, nacional e internacionalmente, como um evento de excelência, portador dos mais rigorosos padrões desportivos e éticos por que se rege o ‘novo ciclismo’.

No âmbito do novo contrato de concessão, a Federação Portuguesa de Ciclismo e a Podium Events, SA comprometem-se a criar um grupo de trabalho, designado ‘Comité Organizador da Volta a Portugal’, composto por representantes de ambas, no qual se analisarão, discutirão e decidirão as questões macro do programa desportivo, entre as quais a definição do regulamento particular, da categoria, das datas e do perfil desportivo das provas concessionadas.

A Federação Portuguesa de Ciclismo e a Podium Events, SA entendem que a portugalidade do evento, a internacionalização e a ética desportiva são transparência e a ética são fundamentais para o desenvolvimento do ciclismo de forma sustentada. Nesse sentido, a organização da Volta a Portugal compromete-se a:

* Assegurar que a Volta irá cobrir todas as regiões de Portugal Continental pelo menos duas vezes ao longo dos próximos 8 anos;

* Trabalhar para conseguir atrair mais e melhores equipas internacionais, incrementar a categoria desportiva da Volta e, dentro do possível, aumentar a visibilidade da Volta e do país a nível internacional.

A concretização do ponto anterior exige que se continuem a elevar os padrões éticos. Por isso, a Volta adoptará e implementará critérios com o objectivo de melhorar a regulamentação de acesso de ciclistas, equipas e staff, seguindo as melhores práticas internacionais. O contrato estabelece que a organização da Volta se compromete a:

* Não admitir a contratação, directa ou indirecta, para o staff da organização de pessoas que tenham sido condenadas, nos cinco anos anteriores, por infracção das normas antidopagem;

* Não permitir a participação de qualquer ciclista ou membro de staff de equipa que, após a presente data, seja condenado a pena de suspensão de actividade desportiva por dois anos ou mais na sequência de violação das normas antidopagem;

* Não permitir a participação de qualquer equipa que nos 24 meses anteriores tenha duas ou mais condenações por infracção às normas antidopagem;

* Não permitir a participação de equipas em que pelo menos um dos elementos do staff (director desportivo, médico ou massagista) seja proveniente de uma equipa que nos anteriores 24 meses tenha tido duas ou mais violações das normas antidopagem.

O contrato foi assinado pelo presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, e pela Administração da Podium Events, SA, representada por José Carmona, Luís Ribeiro Soares e Vasco Empis.

“A essência deste contrato é um maior acompanhamento, cooperação e cumplicidade entre a Federação Portuguesa de Ciclismo e a Podium. A Volta é o motor de desenvolvimento do ciclismo português, é fundamental para as equipas profissionais portuguesas e para a afirmação do ciclismo na sociedade, e é um dos activos mais importantes da Federação”, considera Delmino Pereira.

“O desenvolvimento da modalidade e a modernização deste evento contribuem para que as marcas, os produtos e o próprio país sejam promovidos”, afirmou José Carmona, momentos após a assinatura do contrato.