Volta a Portugal de Júniores 2017: Etapa dupla deixa classificação ao rubro

Volta a Portugal de Júniores 2017: Etapa dupla deixa classificação ao rubro

A jornada dupla deste Sábado deixou a classificação da Volta a Portugal de Júniores ao rubro, com pequenas diferenças entre o camisola amarela, Victor Ocampo, e os rivais mais directos. Está tudo em aberto para a etapa-rainha, a disputar neste Domingo

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Volta a Portugal de Júniores 2017 - 2ª Etapa - PódioA jornada dupla deste Sábado deixou a classificação da Volta a Portugal de Júniores Liberty Seguros ao rubro, com pequenas diferenças entre o camisola amarela, Victor Ocampo (Bairrada), e os rivais mais directos. Está tudo em aberto para a etapa-rainha, a disputar neste Domingo.

João Dinis (RP-Boavista) fez valer os dotes de velocista no sector matutino, uma ligação de 49,2 quilómetros, entre Vila Franca de Xira e a Póvoa de Santa Iria, batendo ao sprint Hugo Garcez (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) e António Ferreira (Moreira Congelados/Feira/Bicicletas Andrade).

“Foi uma vitória espectacular. Apesar de a meta ser numa montanha de quarta categoria, era uma subida curta e explosiva, permitindo-me discutir a tirada e vencer”, esclarece João Dinis.

Esperava-se que o contra-relógio individual vespertino provocasse a primeira selecção mais séria na classificação individual e foi isso que aconteceu, mas sem permitir grandes diferenças na geral após a etapa, que se mantém com tudo em aberto.

Carlos Salgueiro (ACD Milharado/EC Manuel Martins) foi o mais rápido no contra-relógio de 11,4 quilómetros, entre Torre, Carregado, e Alenquer. O especialista em cross country olímpico (XCO) aproveitou as semelhanças entre o exercício individual e a disciplina de BTT em que tem apostado para vencer a etapa com 16m35s. O campeão nacional júnior de contra-relógio, Afonso Silva (Sporting/Tavira/Formação Eng. Brito da Mana), foi segundo classificado, a 10 segundos. O terceiro, a 17 segundos, foi Guilherme Mota (Alcobaça CC/Crédito Agrícola).

“O XCO ajudou-me a ter aqui um bom desempenho, porque, à semelhança deste contra-relógio, é um esforço curto e intenso. Além disso, o contra-relógio era muito técnico, a exigir destreza, algo de que eu gosto. Foi pena ter perdido tempo na etapa da manhã, pois fiquei preso num ‘corte’ provocado por uma queda, o que me impediu de chegar mais perto da camisola amarela”, afirmou Carlos Salgueiro.

O colombiano Victor Ocampo, que ontem se definiu como contra-relogista, foi o sexto classificado no exercício individual desta tarde, a 22 segundos do melhor registo. Foi uma prestação que o deixou no topo da geral, mas que permitiu a aproximação dos adversários.

Victor Ocampo tem apenas um segundo de vantagem sobre o segundo classificado, Guilherme Mota (Alcobaça CC/Crédito Agrícola), e 15 relativamente ao terceiro e ao quarto classificados, Afonso Silva e Pedro Lopes (Alcobaça CC/Crédito Agrícola).

As diferenças são muito curtas – o décimo está apenas a 39 segundos do primeiro -, tendo em conta o que espera os corredores na terceira e última etapa, a disputar neste Domingo. Será uma ligação de 108,9 quilómetros, entre Torres Vedras e o alto de Montejunto, que prenunciam um grande espectáculo, já que a meta coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria.

“Já fui reconhecer a subida final. É muito dura, mas vou defender a camisola amarela com todas as forças. Os adversários são muito fortes, mas conto com a minha equipa, que já demonstrou estar num grande momento e unida no objectivo de lutar pela vitória”, afirma Victor Ocampo.

A Bairrada comanda por equipas, Pedro Teixeira (Maia) é o primeiro por pontos, Guilherme Mota encima a tabela de juventude e Carlos Salgueiro veste a camisola da montanha.