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Tour de l’Avenir 2017: Tiago Antunes foi o melhor português, em 30º lugar

André Carvalho foi o melhor luso na etapa, terminando na 36ª posição, a 13m05s de Pavel Sivakov. Hugo Nunes foi 53º, José Neves 55º e Tiago Antunes 57º, todos a 20m21s do primeiro.

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Tiago Antunes - Tour de l'Avenir 2017Tiago Antunes foi o melhor português na geral da Volta a França do Futuro, terminando na 30ª posição a corrida que hoje encerrou com a nona etapa, 107,4 quilómetros, em plenos Alpes, entre Bourg-St-Maurice e o col du Mollard. O colombiano Egan Arley Bernal conquistou a Volta e o russo Pavel Sivakov ganhou a etapa.

A Equipa Portugal tentou apresentar uma postura activa na última etapa. Hugo Nunes participou numa das primeiras fugas da viagem, iniciativa que seria frustrada na longa e exigente subida do col de la Madeleine, um colosso com 24,3 quilómetros de extensão e 6,2 por cento de inclinação média. No entanto, cedo se percebeu que não seria a melhor jornada para as cores nacionais.

José Neves e Tiago Antunes descolaram do grupo principal na escalada de la Madeleine, ao mesmo tempo que Hugo Nunes perdia o contacto com a frente da corrida. André Carvalho foi o mais resistente dos portugueses, segurando-se no grupo dos favoritos.

“O Tiago Antunes teve um dia mau. Ontem foi ao extremo das suas capacidades para estar com os melhores e hoje pagou a factura. Mesmo com a ajuda permanente do José Neves e do Hugo Nunes, tentando levá-lo à frente, não foi possível”, resume o seleccionador nacional, José Poeira.

A etapa foi aproveitada pelo russo Pavel Sivakov – o grande favorito ao triunfo final que claudicou nas duas anteriores jornadas alpinas – para fazer uma demonstração de força. Saiu do pelotão na subida do col de la Madeleine, passou pelos fugitivos, mantendo-se na companhia do único que conseguiu acompanhá-lo, o estadunidense Neilson Powless, antes de desferir um ataque fortíssimo no início do col do Mollard.

Pavel Sivakov ganhou isolado, deixando Powless, o único sobrevivente da fuga em que participou Hugo Nunes, a 2m31s. O grupo do camisola amarela chegou 3m00s após o vencedor da tirada, encabeçado pelo russo Dmitrii Strakhov, terceiro da jornada.

André Carvalho foi o melhor luso na etapa, terminando na 36ª posição, a 13m05s de Pavel Sivakov. Hugo Nunes foi 53º, José Neves 55º e Tiago Antunes 57º, todos a 20m21s do primeiro.

O colombiano Egan Arley Bernal dominou a Volta a França do Futuro, saindo dos Alpes com a camisola amarela. O segundo classificado, a 1m09s, foi o belga Bjorg Lambrecht, e o terceiro, a 1m12s, foi o dinamarquês Niklas Eg. Tiago Antunes foi 30º, a 30m41s, Hugo Nunes foi 41º, a 40m40s, José Neves foi 49º, a 45m11s, e André Carvalho foi 59º, a 52m15s.

A Equipa Portugal fechou a prova no 14º lugar colectivo, entre 24 Selecções participantes. A Austrália dominou colectivamente.

“A nossa prestação foi boa nas primeiras etapas, planas e com discussão ao sprint, nas quais conseguimos estar na luta pelos primeiros lugares. Esperávamos estar melhor na recta final, nas três etapas de montanha, mas acusámos o facto de ser a primeira participação destes corredores, que não estão habituados a provas com tantos dias”, analisa José Poeira.