Tour de l’Avenir 2017: Rui Oliveira é 12º na primeira etapa da...

Tour de l’Avenir 2017: Rui Oliveira é 12º na primeira etapa da Volta a França do Futuro

O trabalho de José Neves, Hugo Nunes e André Carvalho foi fundamental para que a vantagem dos escapados parasse de subir, quando já se situava acima dos 4 minutos, e para que começasse a baixar.

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Rui Oliveira - Equipa PortugalRui Oliveira foi o melhor português na primeira etapa da Volta a França do Futuro, sendo o 12º a cortar a meta, ao cabo dos 134 quilómetros, disputados em redor de Loudéac, numa jornada em que se impôs o campeão europeu de contra-relógio, o dinamarquês Kasper Asgreen.

O dia foi de trabalho intenso para a Equipa Portuguesa, a primeira das Selecções com ambição de disputar os primeiros lugares a perceber o perigo da fuga de 11 elementos, formada logo nos quilómetros iniciais da jornada. O trabalho de José Neves, Hugo Nunes e André Carvalho foi fundamental para que a vantagem dos escapados parasse de subir, quando já se situava acima dos 4 minutos, e para que começasse a baixar.

Nos últimos 50 quilómetros, outras Selecções assumiram a perseguição, permitindo que o grupo principal conseguisse aproximar-se da frente da corrida, minorando os estragos, pois só não conseguiu absorver um dos aventureiros da jornada, Kasper Asgreen.

O pelotão chegou 4 segundos depois do vencedor, encabeçado pelo norueguês Kristoffer Halvorsen e pelo italiano Imerio Cima, segundo e terceiro, respectivamente. Rui Oliveira foi 12º, Hugo Nunes 42º, Tiago Antunes 53º e Francisco Campos 125º, todos com o mesmo tempo da cabeça do pelotão. José Neves e André Carvalho cederam 43 segundos para o vencedor, acabando em 127º e 128º, respectivamente. Na ausência de bonificações, os lugares na geral são os mesmos.

Portugal está no 11º lugar entre as 24 equipas participantes.

“Os corredores foram avisados que, no primeiro dia de uma competição deste nível, é comum formarem-se fugas numerosas que podem comprometer a luta pela geral. A indicação era para colocarmos alguém na frente, caso se desse uma movimentação desse tipo. Formou-se um grupo com tais características sem qualquer português, pelo que tivemos que dar o peito ao vento para corrigir a situação. Além de proteger as ambições para a geral, queríamos, nesta etapa, colocar o Rui Oliveira em condições de bater-se pelos primeiros lugares”, descreve o seleccionador nacional, José Poeira.

A etapa de amanhã

Amanhã, 19 de Agosto, corre-se a 2ª Etapa, de Inzincaca-Lochrist a Bignan, com 132,4 km (1634 metros de acumulado). Uma etapa tirada quase a papel químico da jornada da véspera. O mais natural é uma chegada ao sprint, mas os pequenos topos poderão baralhar as contas e, vimo-lo hoje, originar fugas surpreendentes.