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Taipei 2017: Portugal termina Universíadas de Verão em 8º, a melhor classificação de sempre

A Selecção Nacional Universitária de Masculinos classificou-se hoje no 8º lugar das Universíadas de Verão (Taipei 2017 Summer Universiade), a melhor classificação alcançada pelo Voleibol português na competição universitária.

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Selecção Portuguesa - Universíadas de Verão 2017A Selecção Nacional Universitária de Masculinos classificou-se hoje no 8º lugar das Universíadas de Verão (Taipei 2017 Summer Universiade), a melhor classificação alcançada pelo Voleibol português na competição universitária.

A medalha de ouro foi conquistada pelo Irão, que bateu (3-2) a Rússia, enquanto a de bronze foi para o Japão, vencedor do jogo com a Ucrânia (3-1).

No jogo de definição das 5ª e 6ª posições finais, o Brasil venceu (3-1) a rival Argentina. No jogo de atribuição dos 7º e 8º lugares, a República Checa mostrou-se mais forte do que Portugal, tendo triunfado por 3-1 (22-25, 25-21, 25-21 e 25-22).

O checo Martin Hladik, autor de 25 pontos, cotou-se como o melhor pontuador do jogo, seguido de José Gomes, com 18 pontos.

Análise de Hugo Silva, seleccionador

“O balanço a fazer desta 29ª edição das Universíadas é que esta Selecção Nacional conseguiu um diploma mais do que merecido! Foi um mês de Agosto especial. Quando a maioria das pessoas comuns gozava as suas férias, estes jovens universitários iniciavam um percurso que marca a história do Voleibol português e universitário.

Não tínhamos traçado metas para esta competição, pois o nosso grande objectivo era pôr a equipa num nível competitivo que garantisse a dignificação do nosso País. Em Portugal, efectuámos 15 dias de treinos duros, mas decisivos, para encarar a competição com confiança.
Chegados a Taipé, tivemos que nos adaptar ao fuso horário e a um clima adverso pouco comum. O calendário obrigava-nos a enfrentar nos dois primeiros jogos os dois principais candidatos à passagem aos quartos-de-final e sentimos desde logo no jogo com a Coreia do Sul [vitória por 3-2] que podia estar ali o nosso momento.

E assim foi, num jogo de altos e baixos, é verdade, mas onde a equipa soube dizer ‘presente’ quando foi preciso. O resultado e a exibição deram-nos um grande ânimo para os restantes jogos, mas ao mesmo tempo sentimos que seria fulcral gerirmos esforços, pois seríamos a única equipa a disputar três jogos consecutivos.

Foi feita a gestão possível no jogo com a forte Selecção ucraniana e acabou por ganhar a melhor equipa. Seguiu-se o jogo com a Letónia, que, nesta primeira fase, foi o nosso pior, mas lá ultrapassámos mais um obstáculo e acabámos por ser felizes num jogo muito fraco da nossa parte.

O derradeiro jogo da fase de grupos foi disputado com a Selecção do México, um país que apostou forte nestas Universíadas, tendo trazido a Taipé a quarta maior comitiva da competição. Este momento ditava uma qualificação histórica e o jogo foi encarado com uma enorme vontade de vencer. Ao contrário do que é habitual no povo português – perseguido pelo estigma de ‘morrer sempre na praia’ –, a equipa mostrou enorme vontade de vencer e quebrámos a dita ‘normalidade’. Diria que foi o jogo perfeito, que premiou o grupo com o merecido diploma e passagem histórica aos quartos-de-final”, salientou o Seleccionador Nacional.

“Já no grupo das 8 melhores Selecções entre as 24 participantes, defrontámos o Japão nos quartos-de-final. O grupo não conseguiu manter os níveis competitivos e sofreu muito com a elevada qualidade das equipas apuradas e a enorme qualidade do seu jogo. Sentimos que ainda estamos longe do nível destas equipas, pelo que a lei do mais forte prevaleceu com alguma naturalidade.

Afastados das medalhas, era tempo de dar oportunidade aos menos utilizados para assim sentirem, a jogar, a dimensão desta competição e eles próprios mostrarem o porquê de fazerem parte deste grupo. Foram três jogos muito duros para nós e desde logo foi necessário fornecer ao grupo a tranquilidade necessária para gerir a difícil tarefa, sempre com um objectivo único, que era aproveitar para evoluir entre os melhores do mundo e, simultaneamente, levar cada um a desafiar-se a si próprio a crescer nas batalhas que enfrentavam, justificando assim o porquê de termos chegado entre os melhores dos melhores.

Em suma, foi um desafio para todos nós, que terminou com um feito que nos marcou a todos, e a mim em particular, pois orgulho-me muito de ter liderado esta Selecção”, acrescentou Hugo Silva.

Resultado dos Jogos de Portugal

* 20 de Agosto – Portugal x Coreia, 3-2
* 21 de Agosto – Portugal x Ucrânia, 0-3
* 22 de Agosto – Portugal x Letónia, 3-1
* 24 de Agosto – Portugal x México, 3-0
* 27 de Agosto – Quartos-de-final: Portugal x Japão, 0-3 (19-25, 15-25 e 20-25)
* 28 de Agosto – 5º a 8º lugar: Portugal x Argentina, 0-3 (16-25, 14-25 e 19-25)
* 29 de Agosto – 7º a 8º lugar: Portugal x República Checa, 1-3 (25-22, 21-25, 21-25 e 22-25)