Supertaça C. Oliveira: Golo esquisito de Carrillo dá 1º título da época...

Supertaça C. Oliveira: Golo esquisito de Carrillo dá 1º título da época ao Sporting

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O Sporting CP venceu, este Domingo, o SL Benfica, por 1-0, em jogo a contar para a Final da Supertaça Cândido de Oliveira Vodafone, disputado no Estádio do Algarve, em Faro/Loulé.

Há 3 anos, os “leões” estavam debaixo de uma grande crise desportiva e financeira, e muitos vaticinaram o fim de um clube histórico; no entanto, apareceu Bruno de Carvalho e levou o clube a um patamar tão alto, tão alto, que quase parecia impossível alcança-lo.

Recuperou financeiramente, “roubou” o treinador/maravilha ao rival Benfica, reforçou-se bastante, “limpou” o balneário, e depois da conquista da Taça de Portugal, hoje teve “a cereja no topo do bolo”.

Em relação ao jogo jogado, o Sporting fez uma exibição autoritária, de “encher o olho”, e teve duas entradas (na primeira e na segunda metade) magistrais, quase perfeitas.

Já o Benfica, entrou “com medo”, como referiu Jorge Jesus, e demorou a assentar o seu jogo; sem Luisão e Eliseu, e com Talisca em baixo de forma, os “encarnados” tiveram imensas dificuldades em segurar o ímpeto dos jogadores leoninos.

Aos 25 minutos, o Sporting chega ao golo, por intermédio de Teo Gutierrez, mas o árbitro anula (e mal) o lance, pois considera que o jogador colombiano está em posição irregular (fora-de-jogo), mas na verdade quem está para lá da linha defensiva do Benfica é Bryan Ruiz, que não interfere em nada na jogada leonina.

Até ao intervalo, e debaixo de muita tensão, os jogadores das duas equipas tentaram desbloquear o marcador, mas só conseguiram algumas jogadas perigosas, como cruzamentos para o “coração” da grande área e remates cruzados que passavam perto da linha fatal.

No início da segunda metade, o Sporting apareceu mais afoito e quando parecia que o “gás” leonino estava a terminar, André Carrillo rematou “do meio da rua” e acaba por ser feliz, pois a bola bate em Teo Gutierrez e entra na baliza, para desespero de Júlio César, que já se deslocava para o seu lado esquerdo para travar o remate adversário.

Já com Pizzi em campo, o Benfica tentou dar a volta ao resultado, criou perigo perto da baliza de Rui Patrício, mas cedo se percebeu que esta noite ia ser de sucesso para o Sporting.

Nico Gaitán foi um dos melhores elementos em campo e criou a jogada mais perigosa do Benfica, quando entrou na grande área e em boa posição para rematar é carregado em falta por André Carrillo. O árbitro deveria ter marcado grande penalidade, mas mandou seguir o lance, deixando os benfiquistas (especialmente Rui Vitória) “à beira de um ataque de nervos”.

Um golo esquisito deu a vitória ao Sporting, mas o triunfo acaba por ser justo, pois foi a equipa que teve mais “cérebro”, que jogou melhor, que teve as melhores oportunidades e acima de tudo, alguma sorte, tão necessária nestas ocasiões.

Jorge Jesus começa a actual temporada como acabou a anterior, a festejar títulos, mas agora numa casa diferente, enquanto Rui Vitória, depois das alegrias vividas ao serviço do V. Guimarães, começa agora uma caminhada difícil e muito complicada em termos desportivos.

Contando com os jogos da pré-temporada, o Benfica ainda não ganhou nenhum jogo, ou seja, 5 semanas de “seca” completa, amenizada apenas por dois empates na International Champions Cup.