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Riding Portugal: João Kopke lança projecto inovador já em exibição nos aviões da TAP

Um projecto inovador, que usa o surf como ponto de partida para uma aventura de dois anos e oito episódios, que pretende dar a conhecer o Portugal onde se faz surf mas, sobretudo, o que se esconde além das ondas.

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Riding PortugalJoão Kopke e a TAP Air Portugal lançam ontem, oficialmente, em todas as plataformas da transportadora aérea, a série documental ‘Riding Portugal’.

Um projecto inovador, pelo qual o surfista profissional e músico João Kopke dá a cara e que usa o surf como ponto de partida para uma aventura de dois anos e oito episódios, que pretende dar a conhecer o Portugal onde se faz surf mas, sobretudo, o que se esconde além das ondas. Tudo do ponto de vista irreverente e criativo do jovem surfista de 22 anos.

Kopke, que é o grande mentor do projecto e conta com a parceria do realizador Nuno Bandeira, da ‘White Flag Productions’, explica a sua génese e linhas gerais.

“Desde há dois anos que tenho tentado colocar-me como surfista contador de histórias. O Riding Portugal surge da necessidade de juntar o surf, que já se tornou um cartão de visita de Portugal, com todos os outros elementos que fazem deste um dos países mais especiais do Mundo: gastronomia, pessoas, paisagens e cultura”.

Os oito episódios correspondem a oito zonas de surf: Costa Oeste — que inclui Nazaré, Peniche e Ericeira e que já está nos aviões TAP —, Alentejo e Costa Vicentina, Lisboa, Açores, Algarve, Margem Sul, Porto e Madeira.

Mas, como João Kopke faz questão de sublinhar, cada um destes episódios vai além do surf e nasce muito da ‘magia’ de cada um destes roteiros.

“Começamos por definir uma temática para cada episódio e o que queremos filmar em cada um dos locais. Mas, pelo meio, e é isso que faz a série interessante, surgem situações inusitadas, cómicas; conhecemos pessoas, comemos e bebemos, dormimos em sítios com um céu deslumbrante e até descobrimos praias e ondas perfeitas que não estávamos à espera”.

O espectro de emoções em cada episódio é largo, e vai do peso da ‘descoberta’ da prisão-museu de Peniche até uma inesperada ‘jam session musical’.

“No primeiro episódio, a minha situação favorita foi conhecer a prisão-museu de Peniche. Leva-nos a um período muito recente da História de Portugal e dá-nos um ‘recado’ para que não nos esqueçamos da felicidade de viver em Democracia”, conta o surfista de Carcavelos, passando depois para o outro extremo da paleta.

“Outro momento mais leve, mas muito interessante, aconteceu na sala de shape com o lendário Nick Uricchio da fábrica de pranchas da ‘Semente’, na Ericeira, onde uma conversa sobre pranchas de surf se transformou numa jam session com ele na harmónica e eu na voz”.

Cúmplice destas aventuras, Nuno Bandeira, realizador que trabalha com João desde o início do projecto explica o ‘desafio’ de montar uma série com estas características.

“O principal desafio foi, sem dúvida, a preparação. Pensar numa série a dois anos não é fácil numa sociedade que vive uma lógica de ‘fast food’. Planear datas, organizar todos os factores e montar uma logística que servisse tudo isto foi, claramente, o mais complicado”.

A lógica visual da série e a sua estética, explica o realizador, não é tanto imposta por si, mas pelo ‘momento’.

“Apesar de termos um esqueleto para cada episódio e sabermos que há elementos obrigatórios, a série vive muito da espontaneidade. Não é um documentário puro, pois tem momentos quase de ‘reality show’, em que vivemos do momento, sem rede. Por exemplo, quando fomos filmar a prisão de Peniche no primeiro episódio, já estávamos preparados para tudo, mas conhecemos um senhor que viveu naquela prisão e trabalhou lá desde pequeno e deu-nos um ‘insight’ que não poderíamos ter de outra maneira. O testemunho foi de tal forma vívido que quando terminámos, o Kopke estava de lágrimas nos olhos. São coisas que não podem ser planeadas, acontecem”.

Mas concretizar este projecto e tirá-lo do papel foi, ele próprio, uma aventura, conforme conta João Kopke, agradecendo à TAP pela parceria fundamental para a concretização desta saga.

“Isto foi um processo longo, divertido mas trabalhoso, de juntar todas as peças, juntar uma ideia coerente que fizesse sentido para as marcas. Foram precisas várias reuniões com várias marcas, mas quando chegámos à TAP, que vende e comunica Portugal de dentro para fora e de fora para dentro, encontrámos o parceiro certo.

Na TAP, esta ideia foi na ‘mouche’ das necessidades da empresa e o processo desde a primeira reunião até às filmagens foi bastante rápido, porque a marca casava lindamente com o projecto. Agora espero que gostem do produto final e que dê tanto gozo a ver como nos está a dar a produzir”.