Resumo do 2º Dia do CN Velocidade em Braga

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Início de corrida emotivo, com Rafael Lobato (Norma M20FC) a partir da pole-position e trazendo Miguel Cristóvão (Wolf GB08) logo atrás. A primeira curva foi disputada ao milímetro e ditava o futuro da corrida, pelo menos para Ivo Nogueira foi assim: um toque e já não durava muito mais em pista. Uma saída acabava com a prova de Nogueira, atrasava Lobato e no meio da confusão, Miguel Cristóvão ‘safava-se’.

CNV 2015 - Braga - PódioArmando Parente (Tattus PY012) assume o comando. Cristóvão mantém a segunda posição. Logo atrás vêm os Porsches de Pedro Marreiros e de Gonçalo Manahu, seguidos pelo Radical SR3 de Miguel Lobo. Rafael Lobato tenta recuperar do tempo perdido na primeira curva e anda na cauda deste pelotão.

A primeira visita à box é protagonizada por Gonçalo Manahu, que sentia uma vibração nas rodas da direita. Regressava à pista e deixava Pedro Marreiros confortavelmente na frente dos GTs.

As trocas de pilotos decorreram praticamente sem incidentes, apenas Gonçalo Rodrigues deixou o carro ‘ir abaixo’ ao regressar à prova e perdeu alguns segundos. Na pista ainda a promessa de muita animação para os momentos seguintes. A corrida estava a meio, mas estava ainda longe de se decidir.

Francisco Abreu (Tattus PY012) recebe o volante de Armando Parente e vai para pista na primeira posição, mas José Faria, que tinha passado para o lugar de Miguel Cristóvão no Wolf GB 08, assume um andamento de ataque a ‘cola-se’ ao líder.

Pedro Salvador substitui Rafael Lobato aos comandos do Norma e mantém um ritmo forte, corre atrás do prejuízo para recuperar para os homens da frente.

Manuel Castro, depois de receber o Porsche de Gonçalo Manahu, tem que regressar de novo à box. Borracha de pneu espalhada pela pista, tinha-se colado nas rodas do carro alemão e aí estava a origem das vibrações.

Miguel Lobo, que revezou Paulo Sá Silva no Radical SR3, anda numa luta interessante com o Porsche de Nuno Batista (companheiro de Pedro Marreiros). Ambos são comandantes das respectivas categorias, C3 e GTs.

Na cabeça da corrida está tudo ainda muito longe de ficar decidido. José Faria é uma espécie de sombra de Francisco Abreu e, quase com a corrida à vista, força a travagem no final da recta da meta e a escassos minutos de terminar assume a cabeça da prova.

José Faria e Miguel Cristóvão são os vencedores, seguidos por Francisco Abreu e Armando Parente. Pedro Salvador e Rafael Lobato completam o pódio.

Nos C3 vitória para Paulo Sá Silva e Miguel Lobo. Nuno Batista e Pedro Marreiros foram os melhores entre os GTs.

O momento do dia

Foram dois, os momentos determinantes para o desfecho desta prova: o início e o fim. O que aparenta ser uma verdade ‘lapalissiana’, justifica-se nas palavras dos vencedores:

Miguel Cristóvão

Na confusão no início, na primeira curva, fui ultrapassado pelo Parente, que tinha um carro muito rápido no início. Sabia que tínhamos um carro muito consistente, apostámos na segunda parte da corrida, poupando os pneus, e tentei não perder muito tempo. O Zé Pedro [Faria] entrou muito bem, levou até ao fim e ganhámos”.

José Faria

Foi uma corrida bastante positiva. Alcançámos o primeiro lugar, depois de ontem termos sido segundos. O meu colega de equipa fez um excelente trabalho na primeira parte, quando estávamos a ser segundos. Conseguimos ganhar tempo na box, na mudança de pilotos, e a partir daí foi sempre a ganhar tempo; aproveitei em algumas dobragens para me aproximar do Chico [Francisco Abreu], que acabou por cometeu alguns erros que aproveitei e acabei por o ultrapassar e vencer a corrida”.