Red Bull Air Race 2017: Chegou a hora de todas as decisões

Red Bull Air Race 2017: Chegou a hora de todas as decisões

O traçado de Indianápolis, nos Estados Unidos da América, promete no próximo fim-de-semana (14 e 15 de Outubro) voltar a escrever mais uma importante página dos desportos motorizados.

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Martin Sonka - Red Bull Air Race 2017 - PortoJá começou a contagem decrescente para a última corrida de 2017 da Red Bull Air Race World Championship, com quatro pilotos de três continentes determinados em levar o título.

O traçado de Indianápolis, nos Estados Unidos da América, promete no próximo fim-de-semana (14 e 15 de Outubro) voltar a escrever mais uma importante página dos desportos motorizados.

Depois de sete corridas disputadas em todo o mundo ao longo dos últimos sete meses, a espera está finalmente a terminar. Este Sábado e Domingo (14 e 15 de Outubro), o famoso circuito norte-americano de Indianápolis recebe pela primeira vez a final da Red Bull Air Race.

Depois de um fim-de-semana de acção na catedral norte-americana dos desportos motorizados, vai ser finalmente conhecido o nome que se vai juntar à galeria dos campeões. Os candidatos são o checo Martin Šonka, o japonês Yoshihide Muroya, o canadiano Pete McLeod e o norte-americano Kirby Chambliss.

Na realidade, esta será a segunda vez que o público vai poder testemunhar a prestação do vencedor do Campeonato do Mundo neste amplo circuito. Mas desta vez tudo será diferente pois, ao contrário do ano passado, em que o alemão Matthias Dolderer dispunha de uma grande vantagem antes da época terminar, tudo está ainda em aberto.

Pelo facto de estar na liderança, o checo Šonka tem de ser considerado o favorito para esta autêntica batalha de nervos – mas aqui a sua vantagem é escassa. O japonês Muroya está apenas a quatro pontos e pode estar a viver o seu grande momento de forma, depois da vitória na Alemanha.

Já o canadiano Pete McLeod está a sete pontos de Šonka. Todos os três pilotos da frente têm uma motivação adicional – se conquistarem o título será o primeiro para o seu país. É ainda preciso contar com Chambliss, que está a 11 pontos, uma distância considerável não fosse o norte-americano uma referência da aviação desportiva, com dois títulos de Campeão do Mundo e a mais vasta experiência no conjunto de todos os pilotos. Para lá chegar, Chambliss conta com um incentivo importante: o apoio do público.

Depois, não podemos esquecer também os restantes 10 pilotos da Master Class, que vão procurar brilhar em Indianápolis na perspectiva de melhorar a sua posição no ranking final. Também na Challenger Class a competição promete ser animada na disputada da Challenger Cup, uma luta que está muito aberta e que reúne pilotos da Alemanha, Suécia, Polónia, Estados Unidos da América e Grã-Bretanha.

A presença da Red Bull Air Race, com as suas corridas a baixa altitude a 370 km/hora enfrentando forças de 10G, no circuito automóvel de Indianápolis acrescenta mais um capítulo à rica história do traçado. Classificado como monumento nacional, este traçado é considerado uma das maiores catedrais mundiais dos desportos motorizados, depois de receber ao longo de décadas eventos de relevo de disciplinas chave como a Fórmula 1, Moto GP, Indianápolis 500 ou NASCAR.

No que respeita à aviação, este circuito apresentou ao público em 1909 as primeiras corridas de balões de ar quente. No ano seguinte era altura de receber os famosos irmãos Wright naquele que foi considerado o primeiro encontro oficial de aviões nos Estados Unidos da América.

Toda a acção em Indianápolis pode ser acompanhada em directo na página oficial www.redbullairrace.com.