Rampa do Caramulo 2016: Resumo e comentários por Categoria

Rampa do Caramulo 2016: Resumo e comentários por Categoria

Brilhantemente organizada pelo Targa Clube, a edição 2016 da Rampa do Caramulo terminou com a vitória de Rui Ramalho em Osella PA21S Evo.

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Depois de um início de época onde a chuva foi presença constante no Campeonato Nacional de Montanha Valvoline, o sol e o calor marcaram forte presença no Caramulo, brindando o muito público presente com um abrasador dia de Verão. Brilhantemente organizada pelo Targa Clube, a edição 2016 da Rampa do Caramulo terminou com a vitória de Rui Ramalho em Osella PA21S Evo.

O piloto do Porto teve uma prestação isenta de erros e não deu a mínima hipótese na luta pelo triunfo, tanto à geral como na Categoria 1, registando o tempo final de 2:37s082, no cômputo das suas duas melhores subidas de prova.

“Estou naturalmente muito satisfeito com este triunfo, o meu primeiro com o Osella, o que faz deste fim-semana o melhor deste ano até esta altura. Depois de um início de época muito chuvoso e que prejudicou imenso a minha adaptação ao carro, começo agora a estar mais à vontade e isso reflecte-se nos resultados, se bem que tenho plena consciência que ainda há muito para tirar deste carro. Este triunfo dá-me motivação extra para o que falta o campeonato, onde espero ainda ter mais alegrias como esta, mesmo sabendo que não é fácil porque a concorrência é como todos sabem, muito forte”, disse Rui Ramalho.

Na segunda posição ficou Paulo Ramalho em Juno CN09, que completou uma saborosa dobradinha para o ‘clã’ Ramalho. No degrau mais baixo do pódio terminou José Teixeira em Radical SR3, seguido por João Fonseca em BRC CM05 Evo. Pontuaram ainda na Categoria 1, Nuno Guimarães em BRC CM02 e Joaquim Rino em BRC CM05 Evo.

Com um excelente quinto lugar absoluto, Luís Nunes foi o vencedor da Categoria 4, conseguindo o tempo final de 2:53s774 ao volante de um SEAT Leon Cup Racer. Nunes esteve sempre na frente ao longo de todo o fim-de-semana, confirmando na derradeira subida um justo triunfo.

“Sinceramente não contava em ganhar aqui no Caramulo. Esta é uma das rampas mais rápidas do campeonato e onde o meu principal adversário teria teoricamente vantagem, mas no final acabei por ser eu a conseguir ganhar e por isso estou muito satisfeito! A época está a ser excelente e a liderança do campeonato deixa-me cada vez mais optimista em relação ao título”, sintetizou Luís Nunes.

Completaram o pódio nesta categoria, Joaquim Teixeira em Renault Megane Trophy V8, – que mostra prova a prova uma crescente adaptação ao seu espectacular bólide –, e Ricardo Gomes em SEAT Leon Supercopa MKII. Francisco Marrão com um SEAT Leon Copa MKI foi o quarto classificado, seguido por José Cerqueira em carro idêntico.

Edgar Reis e Gonçalo Manahu, ambos em Porsche 997 GT3 Cup, protagonizaram um duelo de gigantes na luta pelo triunfo na Categoria 2, com os louros finais a serem entregues a Reis, que bateu Manahu por apenas 76 milésimos de segundo: 2:55s689 para o primeiro e 2:55s765 para o segundo.

“Foi uma prova muito difícil, com um triunfo muito saboroso. A diferença final entre mim e o segundo classificado diz bem da luta que travámos. Fiz um pião na segunda subida de prova e não marquei tempo, pelo que dei tudo o que tinha na última subida e felizmente deu para vencer. As diferenças na nossa categoria são muito pequenas e todos podem vencer, por isso está tudo em aberto no que diz respeito ao campeonato”, adiantou Edgar Reis.

No degrau mais baixo do pódio terminou José Correia com o seu imponente Nissan GT-R GT3, que lutaram até ao final pela vitória. Pedro Coelho Saraiva (Mitsubishi Lancer EVO IX), Carlos Luís (SEAT Leon TDi), João Guimarães (Peugeot 206 RC) e Jorge Gonçalves (Fiat Punto 1.6 Kit Car), foram os outros pilotos a pontuar nesta categoria.

Com o tempo final 2:57s276, Manuel Correia impôs-se pela quarta vez consecutiva esta época na Categoria 3, levando o seu Ford Fiesta R5 ao lugar mais alto do pódio. Nesta prova, Correia teve a forte oposição de Luís Silva (BMW M3), que não deu descanso ao líder do campeonato, terminando a prova a pouco mais de um segundo do vencedor. Daniel Teixeira em Mazda MX5 foi o terceiro, na frente de Nuno Flores em Ford Sierra 2.0 RS.

“Esta foi difícil! Já sabia que o Luís Nunes andaria muito bem aqui no Caramulo, uma rampa rápida e bem ao jeito do BMW dele. A primeira subida de hoje não me correu bem, o que não me deixava outra alternativa senão a de dar o máximo na última subida de prova se queria vencer. Foi isso que fiz e felizmente consegui um bom tempo e ganhar. São já 4 vitórias esta época e começo a acreditar que o título pode ser meu, se bem que ainda falta muito campeonato”, disse Manuel Correia.

Hélder Silva continua a ser o nome de referência na Categoria 6, levando mais uma vez o seu BMW 323i a um avassalador triunfo (3:03s306), face à distante oposição de Victor Ramos em Ford Escort MKI e Fernando Salgueiro em Ford Escort MKII. Ricardo Loureiro (Ford Escort MKII), Martine Pereira (Lola T70) e Carlos F. Santos (VW 1303 S) foram os outros pilotos classificados nesta categoria.

“Foi uma vitória relativamente fácil, onde tentei dar o máximo para conseguir bons resultados à geral. Estou a andar bem e a fazer bons tempos, arranjando motivação com boas classificações em termos absolutos“, referiu Hélder Silva.

Com um registo cem por cento vencedor nas provas que já realizou em 2016, Flávio Saínhas levou mais uma vez o seu Ford Escort MKI ao primeiro lugar da Categoria 5, perfazendo um tempo total de 3:14s064. Ao volante de um BMW E30, Pedro Cerqueira foi segundo, deixando o derradeiro lugar do pódio para o veterano Parcídio Summavielle em Datsun 240Z. Mário Mesquita em Datsun 1600 SSS foi o quarto classificado.

“Estou feliz, cumpri os objectivos e isso é uma excelente fonte de motivação. Tudo correu bem, o meu carro esteve sempre impecável e por isso não foi difícil vencer“, afirmou Flávio Saínhas.

Com o tempo de 3:55.449, Pedro Figueiredo em Datsun 1200 concretizou em vitória o seu domínio na Taça Nacional de Clássicos Montanha, batendo naturalmente a ténue oposição de Domingos Fernandes, que fez o que pôde com o pequeno Autobianchi A112.

“Infelizmente não tive grande oposição e foi uma vitória fácil. O Domingos tem um carro muito inferior ao meu, por isso não me poderia dar luta”, justificou Pedro Figueiredo.

A competir sozinho na Taça Nacional de Montanha, Ricardo Sousa, em Fiat Uno, terminou e venceu esta Categoria com o tempo de 4:06.952, melhorando sempre os registos ao longo do fim-de-semana.

“De facto não gosto de correr sozinho, mas cumpri os objectivos que eram melhorar em relação à minha última passagem pelo Caramulo. Consegui e estou satisfeito”, disse Ricardo Sousa.