Rampa da Falperra 2017: Joaquim Teixeira reclama do tempo atribuído na 1ª...

Rampa da Falperra 2017: Joaquim Teixeira reclama do tempo atribuído na 1ª subida

Ainda assim, Joaquim Teixeira chega à próxima jornada do nacional de montanha, a Rampa da Covilhã / Serra da Estrela, na liderança do campeonato

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A passagem de Joaquim Teixeira pela Rampa Internacional da Falperra no passado fim-de-semana, resultou na obtenção de um segundo lugar na Categoria 5, depois de uma luta ‘taco a taco’ com o futuro vencedor. No entanto, o piloto do Renault Megane Trophy V6 finalizava a prova revoltado, por não concordar com o tempo que lhe foi atribuído na primeira subida oficial de prova.

“Retiraram-me a possibilidade de lutar pela vitória, por isso este segundo lugar obtido não tem qualquer sabor. A minha participação fica manchada por esta situação, criada pelo tempo que me atribuíram na primeira subida oficial de Domingo, que é impossível que esteja correcto.

Pelas filmagens do interior do meu carro dá-me um tempo muito inferior, quase três segundos, do que o que ficou registado na cronometragem da prova. Sinceramente não acredito nesse tempo, porque não cometi nenhum erro, a pista estava mais rápida hoje do que ontem, montei pneus novos e depois no final, ontem fiz melhor tempo do que o que me deram hoje? Impossível!”, começou por afirmar Joaquim Teixeira.

“Indiferente a isto, a organização não tomou qualquer atitude para de alguma forma tentar remediar o problema e por esse motivo em sinal de protesto, não subi ao pódio e pondero mesmo não participar mais na Falperra, enquanto muita coisa não mudar ao nível da organização, que é recorrente neste tipo de problemas”, prosseguiu o piloto transmontano.

“Ontem compreendi que tivessem anulado a primeira subida, porque de facto as condições estavam muito perigosas, mas depois não percebo porque condicionaram o campeonato nacional, reduzindo a competição a duas únicas subidas em vez de três, como é regulamentar. Isso quer dizer que, sendo necessário somar os tempos das duas subidas, um qualquer azar numa delas retirava a qualquer um a hipótese ou de lutar pelos melhores lugares, ou até de pontuar.

Se no Europeu as coisas foram pacíficas, porque já só faziam duas subidas oficiais por regulamento, nós saímos muito penalizados com isto”, finalizou Joaquim Teixeira.

Ainda assim e com este resultado, Joaquim Teixeira chega à próxima jornada do nacional de montanha – a Rampa da Covilhã/Serra da Estrela -, que se disputa dentro de três semanas, na liderança do campeonato, encontrando nesse factor forças de motivação para esquecer esta situação ocorrida na Falperra.