Rally de Portugal 2017: Craig Breen está entre os 5 primeiros no...

Rally de Portugal 2017: Craig Breen está entre os 5 primeiros no fim do 2º dia

Continuando a fazer uma prova muito sólida, Craig Breen e Scott Martin chegaram ao fim do dia no quinto posto da geral. Todas as quatro equipas do Citroën Total Abu Dhabi WRT continuam em prova, a caminho do sprint final de Domingo

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Depois de uma primeira etapa muito disputada, o segundo dia do Vodafone Rally de Portugal trouxe uma maior definição às posições dos concorrentes e um aumento das diferenças de tempo entre as equipas. Continuando a fazer uma prova muito sólida, Craig Breen e Scott Martin chegaram ao fim do dia no quinto posto da geral. Todas as quatro equipas do Citroën Total Abu Dhabi WRT continuam em prova, a caminho do sprint final de Domingo.

O dia mais longo do fim-de-semana levou as equipas para leste do Porto. A etapa compreendeu duas secções num percurso constituído por três especiais.

Craig Breen e Scott Martin começaram o dia no quinto lugar, pois os comissários da prova procederem a acertos no tempo de Thierry Neuville na ES7, posicionando o piloto belga no quarto posto. Na primeira especial do dia, a dupla do C3 WRC #8 pagou caro o pouco conhecimento que tem deste rali, acabando por perder um lugar. Nas duas especiais seguintes, Craig aproveitou bem alguns incidentes na prova e subiu diversos lugares na classificação geral, tendo chegado à assistência intermédia na quarta posição, a 46,2 segundos do comandante.

Entretanto, Stéphane Lefebvre estava a debater-se com problemas de tracção no seu carro. Com o passar das especiais, o piloto acabou por conseguir ajustar as configurações dos amortecedores. Tendo regressado à prova em Rally2 na sequência do ligeiro toque de ontem (Sexta-feira), Kris Meeke também lutou para voltar a ter confiança no carro.

A segunda passagem pelas especiais mostrou-se traiçoeira para Craig Breen. Em Amarante 2, o irlandês pagou caro o erro na sua escolha de pneus. Breen optou por pneus Michelin LXT Force com um composto misto macio e duro, mas, com o desgaste dos pneus traseiros, acabou por fazer um pião que lhe custou vinte preciosos segundos. Quem lucrou com isso foi Ott Tänak, que se posicionou à frente de Breen, ocupando o quarto posto, com 2,8 segundos de vantagem.

Apesar de não terem muita coisa em jogo do seu lado, Stéphane Lefebvre e Kris Meek aproveitaram ao máximo as modificações feitas na assistência intermédia para melhorar o seu rendimento na segunda passagem. O piloto francês ganhou até 8 décimos de segundo por quilómetro, em comparação com os tempos dos vencedores das especiais, enquanto que o britânico melhorou o seu tempo em 4 décimos de segundo.

Khalid Al Qassimi prosseguiu com o seu fim-de-semana de aprendizagem do Citroën C3 WRC. Adaptando o set-up do carro configurações à medida que cumpria as especiais, o piloto do Abu Dhabi beneficiou de mais uma jornada isenta de erros e terminou em 19º da geral.

Amanhã (Domingo), a última etapa do Vodafone Rally de Portugal leva os concorrentes para a zona de Fafe, em cujos lendários troços se disputa a Power Stage.



Comentários

Yves Matton, Director da Citroën Racing
“Embora tenham acontecido ainda alguns incidentes, o rali foi ligeiramente mais calmo hoje. Mais uma vez, Craig Breen teve um comportamento sólido. Na verdade, esta noite ele deveria estar na quarta posição, mas uma escolha desacertada de pneus na assistência fez com que ele não tivesse condições para jogar todos os seus trunfos na última especial. Contudo, isso não retira nenhum mérito à sua exibição de primeira classe. Amanhã [domingo], o objectivo é a confirmação da sua posição entre os cinco primeiros e, como equipa, queremos certeficarmo-nos de que todos os quatro carros chegam ao fim”.

Craig Breen
“Para mim, foi bastante difícil competir com pilotos que já fizeram algumas destas especiais nos últimos três anos. De qualquer forma, conseguimos manter-nos no quarto lugar durante a maior parte do dia e melhorar o nosso conhecimento do carro. Em Amarante 2, fui confrontado com o desgaste dos pneus traseiros e cometi um pequeno erro, o que permitiu que Tänak me passasse. Mas a diferença entre nós é inferior a três segundos e amanhã temos uma etapa a sério, por isso vamos ver. Estou muito confiante!”

Stéphane Lefebvre
“Lutei bastante para me habituar ao carro durante a manhã. Também é verdade que o meu lugar de partida foi menos favorável que o de Sexta-feira. Mas, à medida que cumpríamos as especiais, e, depois, na assistência, fizemos progressos significativos no set-up do carro. Foi um dia de aprendizagem”.

Kris Meeke
“Não consegui repetir o nível de performance de ontem. Talvez tenha a ver com o facto de hoje não estar muita coisa em jogo, pois regressámos à prova em Rally2. Trabalhámos no set-up do carro e fizemos alguns progressos entre as passagens da manhã e as da tarde”.

Khalid Al Qassimi
“Na medida em que fomos os segundos a partir, ficámos nessa posição ingrata que é ‘limpar’ a estrada. De facto, hoje nem tudo correu bem: deparei-me com falta de pressão no turbo na ES14 e, a partir desse momento, o carro ficou muito difícil de guiar. De qualquer forma, o C3 WRC tem um enorme potencial e penso que fizemos alguns progressos na forma como conduzimos o carro”.