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Rally de Portugal 2017: Citroen Racing apresenta quatro C3 à partida em Guimarães

Pela 1ª vez, a Citroen Racing inscreve 4 Citroën C3 WRC. Kris Meeke, Craig Breen e Stéphane Lefebvre estão nomeados para marcar pontos para o Mundial de Construtores, enquanto Khalid Al Qassimi fará a sua estreia em competição com um carro da nova geração

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O Rally de Portugal prepara-se para acolher um excelente conjunto de inscritos, naquela que será a sua 50ª edição, fazendo alinhar 14 viaturas da nova geração de World Rally Cars. Esperada é, como sempre, uma enorme afluência de público à região norte, para onde o rali regressou em 2015, fãs portugueses que decerto irão deliciar-se com o espectáculo proporcionado por estas novas deslumbrantes viaturas.

Tal como no ano passado, a prova terá início na noite de Quinta-feira, em Guimarães, cidade berço da nação lusa. Após uma Super Especial realizada no circuito de Lousada, a que se segue uma noite em Parque Fechado, a acção irá aquecer na Sexta-feira. Com um percurso reajustado ou disputado na direcção oposta de anos anteriores, são três as Especiais do dia, corridas por duas vezes, cada uma apresentando-se como o desafio inicial para as tripulações. À noite, os concorrentes rumam a Braga para disputar uma nova street stage.

A Etapa de Sábado será ainda mais longa, com destaque para a dupla passagem em Amarante (37,55 km), enquanto no Domingo os sobreviventes irão abordar o troço de Fafe por duas vezes, celebrizado pelo enorme salto localizado apenas a algumas centenas de metros antes do final da Especial. São esperados dezenas de milhares de fãs neste ponto icónico, criando uma atmosfera impressionante. 

Os desafios: de novo no meio dos líderes

Após um frustrante Rali da Argentina para a Citroën Total Abu Dhabi WRT, a ronda portuguesa é aguardada com ansiedade. Pela primeira vez, a equipa inscreve quatro Citroën C3 WRC. Kris Meeke, Craig Breen e Stéphane Lefebvre estão nomeados para marcar pontos para o Campeonato do Mundo de Construtores, enquanto Khalid Al Qassimi fará a sua estreia em competição com um carro da nova geração.

No ano passado Kris Meeke e Paul Nagle venceram a prova, demonstrando a sua velocidade e capacidade de gerir uma prova durante três dias de intensa competição. Rápidos em todas as condições e superfícies – eles venceram especiais no México, Córsega e Argentina – este rali está, sem sombra de dúvida, ao alcance desta dupla.

A edição de 2016 também deu a Stéphane Lefebvre e Gabin Moreau a oportunidade de mostrar o seu potencial, com a dupla a ficar consistentemente a dois décimos de segundo por quilómetro dos seus companheiros de equipa. Depois da ausência na Argentina, os pilotos franceses têm trabalhado incansavelmente para se prepararem para um dos seus eventos favoritos, ali tentando garantir um resultado convincente.

Em contraponto, esta prova será um salto para o desconhecido para Craig Breen e Scott Martin. Tendo sido obrigados a abandonar no troço de abertura em 2015 e ausentes do evento em 2016, eles têm um longo trabalho de aprendizagem das Especiais. Algo que também acontecerá no fim-de-semana de Khalid Al Qassimi e Chris Patterson, naquele que será o primeiro rali do piloto de Abu Dhabi desde Rali de Espanha do ano passado, ambos fazendo a sua estreia ao volante do Citroën C3 WRC. Al Qassimi já disputou a prova portuguesa por sete vezes, alcançando por três ocasiões um lugar nos pontos, quando o rali se corria no Algarve.



Comentários

YVES MATTON, DIRECTOR DA CITROËN RACING
“Depois de inscrever três carros na Volta à Córsega, damos agora outro passo, acrescentando um quatro Citroën C3 WRC no Rali de Portugal. É uma grande conquista, alcançada em grande parte pelo trabalho da nossa equipa técnica. Por várias razões, os resultados dos dois últimos ralis não foram tão bons como esperado, pelo que para esta sexta ronda pediremos aos nossos pilotos para chegar ao final do rali, esperando ter dois C3 WRCs entre os cinco primeiros da geral”.

LAURENT FREGOSI, DIRECTOR TÉCNICO
“O acidente sofrido por um dos nossos carros na Argentina não teve efeitos sobre os preparativos para Portugal, pois não estamos a usar o mesmo chassis. Em termos de preparação, tanto para este rali como para o seguinte, os nossos quatro pilotos tiveram um dia de testes na Sardenha, sendo que continuámos a trabalhar nas áreas de desenvolvimento habituais: suspensão, mapeamento do diferencial central, avaliação dos pneus e assim por diante”.

KRIS MEEKE
“Foi dramático na Argentina, nada correndo como planeado, algo que acontece às vezes e que temos que colocar para trás das costas. Sinto-me bem antes de Portugal, embora não possa dizer que estou a transbordar de confiança. Acho que o trabalho realizado nas nossas recentes sessões de testes nos ajudaram a evoluir na direcção certa. É um prazer estar à partida desta prova, de que tenho, obviamente, boas lembranças, nomeadamente a vitória em 2016. Também o entusiasmo dos fãs para com este desporto traduz-se numa atmosfera muito especial. Há muitas mudanças no percurso, pelo que, em muitos casos, temos que começar do zero na definição das notas. A concentração será, portanto, fundamental nos reconhecimentos, bem como no próprio rali”.

CRAIG BREEN
“Tal como na Argentina, estou a aventurar-me no desconhecido. Fiz os reconhecimentos de 2016, mas nada que substitua a experiência em termos reais. Sei que tenho que evoluir neste tipo de superfície, onde estou um pouco menos à vontade do que nos troços de cascalho solto como na Polónia ou Finlândia. O teste feito na Sardenha foi positivo, sendo que continuámos a trabalhar sobre certos pontos, tendo em conta o que aprendemos na Argentina. O Citroën C3 WRC estará ainda melhor em Portugal”.

STÉPHANE LEFEBVRE
“Ao contrário das poucas provas anteriores, sinto que conheço muito bem este rali. Tendo competido uma vez aqui com um R5 e depois com um WRC, tenho boas experiências nestas estradas, nomeadamente quando as especiais são largas e rápidas, o que é magnífico. Gosto muito de Amarante, o troço mais longo do rali. Irei ter uma boa posição na ordem de partida no primeiro dia, pelo que espero tirar o máximo partido disso”.

KHALID AL QASSIMI
“Depois de mais de seis meses longe do WRC, tenho que me preparar com muito cuidado para o Rally de Portugal. Será a minha estreia no novo Citroën C3 WRC e sei que é um passo significativo em comparação com os carros usados em épocas anteriores. O meu objectivo será ganhar confiança gradualmente, sem correr grandes riscos. É um prazer participar num dos meus ralis favoritos, prova em que a atmosfera é sempre muito especial. Os fãs portugueses são muito ruidosos e entusiastas, especialmente na zona do salto de Fafe!”