Rali de Castelo Branco: Resumo da Segunda Secção

Rali de Castelo Branco: Resumo da Segunda Secção

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José Pedro Fontes lidera o Rali de Castelo Branco 2015, cumprida que está a 2ª Secção da prova, composta pelos três troços desenhados a oeste da cidade – Alvito da Beira (20,28 km), Fórneas/Estreito (29,71 km) e Sarnadas S. Simão (12,32 km) – pela estrutura da escuderia albicastrense.

Rali de Castelo Branco 2015 - 2ª SecçãoAcompanhado por Miguel Ramalho no Citroën DS 3 R5, Fontes atingiu o Parque Fechado com uma magra vantagem de 6,7s sobre João Barros/Jorge Henriques (Ford Fiesta R5) e 1m46,3s sobre Ricardo Moura/António Costa (Ford Fiesta R5), este último a braços com uma manhã complicada devido a uma má opção de pneus.

No final desta 2ª secção da prova albicastrense, as duplas que ocupam provisoriamente os degraus do pódio desta 3ª prova do Campeonato Nacional de Ralis comentavam assim a sua prestação.

Foi uma manhã muito difícil, nomeadamente no último troço, quando os pneus já estavam demasiado gastos. Aliás, os últimos 3,5 km do troço foram os piores de que me lembro, com o carro sempre a entrar em ‘aquaplaning’, numa altura em que chovia bastante”, referiu Fontes à entrada do Parque Fechado.

Já Barros, que como Fontes apostou nos pneus intermédios, disse ter sido “muito positivo, correndo tudo como planeado, já que estou a discutir a vitória, objectivo que tentarei alcançar no final dos troços da tarde”.

Um desalentado Moura referia ter feito “uma má opção de pneus, pois ao contrário dos meus adversários, optei por ‘slicks’. Em face da muita chuva, nomeadamente no segundo troço, foi-me totalmente impossível andar mais depressa”.

No Grupo N (RC2N), Adruzio Lopes (Subaru) é um incontestado líder, tal como Marco Cid nos pilotos duas rodas motrizes (RC3) e Gil Freitas nos RGT, enquanto Ricardo Sousa é quem comanda o Challenge DS3.

Foi uma manhã acompanhada de muita chuva, que tornou difícil a aproximação aos troços e que ficou marcada pelo aparatoso acidente de João Ruivo na PEC 1, depois do Renault Clio R3 ter aterrado mal de um salto. Uma situação que obrigou à intervenção das equipas de socorro para retirar o seu navegador Emídio Magalhães do habitáculo, sendo depois levado ao hospital, por precaução. A classificativa seria neutralizada e os concorrentes agrupados no início da especial seguinte.

Segue-se, a partir das 13h30, a segunda passagem pela tripla de classificativas desenhadas pela Escuderia Castelo Branco, esperando-se a consagração dos vencedores pelas 17h34, no pódio também montado na Praça do Município, marcando o final deste Rali de Castelo Branco 2015.

A 2ª secção em resumo

Após a Super Especial de ontem à noite, vencida por João Barros, o segundo dia do Rali de Castelo Branco 2015 começou pelas 9h30 com a saída dos concorrentes do Parque Fechado, localizado na Praça do Município, rumo à primeira passagem por aqueles três troços.

Primeiro na estrada, Ricardo Moura (Ford Fiesta) definia a fasquia em Alvito da Beira 1 (PEC 2 – 20,28 km) mas, devido a uma má opção de pneus, ver-se-ia batido, primeiro em mais de 10 segundos pela montada idêntica Barros e, depois, pelo Citroën DS3 de José Pedro Fontes, que ainda mais rápido em 3 segundos, assumiu a liderança da prova.

Este troço ver-se-ia interrompido pelo acidente acima referido, com a neutralização da classificativa e o reagrupamento dos concorrentes no início da seguinte. Com apenas 10 formações a alcançarem o final da PEC 2 em condições normais, Carlos Vieira (Porsche 997) voltava a dominar o grupo RGT, enquanto os únicos nas suas categorias a chegar ao fim do troço em competição – Adruzilo Lopes (Subaru Impreza) e Marco Silva (Renault Clio) – ficavam, respectivamente, como os melhores entre os RC2N e RC3.

Seguiu-se Fórneas/Estreito 1 (PEC 3 – 29,71 km), cerca de uma hora mais tarde do que o previsto, em virtude do atraso provocado pelo acidente na PEC anterior. Aqui o comando do Rali de Castelo Branco 2015 manteve-se na posse de Fontes, que bateu Barros por apenas 2 décimas. Já Moura perdeu mais de 1 minuto, sendo Carlos Martins (Skoda Fabia) quem beneficiou do facto, como o 3º mais rápido e aproximando-se na geral do piloto açoreano, actual detentor do título de ralis.

Nos equivalentes CR2 mas de Grupo N, Adruzilo Lopes (Subaru Impresa) ganhou 53 segundos a Herlander Trindade (Subaru Impreza) e 1m25 a Nelson Trindade (Mitsubishi Lancer), enquanto a luta particular nos GT3 seria, aqui, favorável ao Porsche 997 de Gil Freitas, depois de Carlos Vieira perder cerca de 6 minutos para o seu rival.

Nos RC3, Marco Cid bateu Gil Antunes por 48 segundos e Ricardo Marques por 1m20s (todos em Renault Clio), enquanto nos RC4, Miguel Carvalho (Citroën C2) e Renato Pita (Peugeot 208) separavam-se por 19,9 segundos. David Brites (Peugeot 206) foi o mais rápido do escalão de Iniciados e Ricardo Sousa o mais lesto no Challenge DS3 R1 e no Grupo RC5. Participando no CNR e inscrita na Ladies Cup, Filipa Sanguedo (Opel Adam) fez a sua prova e teve de aguardar pela prestação das suas adversárias do Campeonato FPAK de Ralis Centro para saber a sua posição relativa.

À entrada de Sarnadas S. Simão 1 (PEC 4 – 12,32 km) apenas 1,3 segundos separava o Fiesta de Barros do DS3 de Fontes, o já líder da prova. Neste troço a classificação entre os dois homens da frente não sofreu alterações, com nova vitória por 5,4 segundos do DS face ao Ford. Já atrás deles e ao ataque, Martins beneficiava de novo atraso de Moura, impondo o Fabia ao Fiesta de Freitas, que também seria batido pelo melhor dos Porsche.

A Citroën esteve em grande neste troço, pois para além da vitória absoluta de Fontes na especial, quatro outras categorias seriam suas: Miguel Carvalho nos RC4, Ricardo Sousanos RC5/Challenge DS3 R1 e Pedro Antunes nos Iniciados. As excepções foram de Lopes (Subaru) nos RC2N e Marco Cid (Renault) nos RC3.