Rali de Castelo Branco: Esteve mau tempo para a ARC Sport

Rali de Castelo Branco: Esteve mau tempo para a ARC Sport

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O Rali de Castelo Branco foi comandado pela chuva, que baralhou as escolhas dos pilotos, e por uma neutralização demasiado longa. Os objectivos da ARC Sport não foram totalmente alcançados na 3ª prova do Campeonato Nacional de Ralis.

Aloísio Monteiro - Rali de Castelo Branco 2015Azar no penúltimo troço retira pódio a Ricardo Moura

Desta vez o objectivo de continuar a liderar o Campeonato Nacional de Ralis não foi alcançado por Ricardo Moura e António Costa. Para além de opções erradas na escolha de pneus, um defeito de fabrico no pneu da frente direita do Ford Fiesta R5 obrigou o piloto a perder mais de três minutos no penúltimo troço da prova.

Correu muita coisa mal neste rali. Baseados em indicações que tivemos acabámos por ter opções erradas na escolha de pneus. Para complicar ainda mais as coisas, um pneu empolou no penúltimo troço, obrigando-nos a parar para o mudar. Esperamos sinceramente que na segunda parte do campeonato as coisas nos corram francamente melhor. Quero dar os parabéns aos nossos adversários pelo excelente comportamento que tiveram durante a prova”, afirmou Ricardo Moura.

Adruzilo Lopes repete êxito das provas anteriores

Adruzilo Lopes e Vasco Ferreira também sofreram com a escolha de pneus. No entanto, uma segunda parte de rali fabulosa voltou a contribuir para mais um êxito. Uma vitória no Grupo N e mais um 5º lugar à geral.

Com mais este resultado, o balanço só pode ser positivo. Foi bastante difícil durante a manhã, pois apostei em pneus para piso seco. Tudo se complicou com uma neutralização superior a uma hora, o que deitou os meus planos por água abaixo. Valeu a parte da tarde, porque voltei a montar pneus para seco e as condições atmosféricas favoreceram. Mesmo à entrada para o último troço começou a chover e foi impossível segurar o 4º lugar. Foi mais um rali e mais um objetivo alcançado. Agora vou preparar o regresso aos troços de terra para o Rali dos Açores”, disse Adruzilo Lopes.

Ricardo Marques e Aloísio Monteiro em bom plano

Com o único objectivo de testar, aprender e fazer quilómetros, tanto Ricardo Marques e Paulo Marques com o Renault Clio R3 Turbo, como Aloísio Monteiro e Sancho Eiró em Renault Clio R3, podem considerar as suas participações positivas, apesar de também terem sofrido com más escolhas de pneus.

De manhã preparámos o carro para seco e o primeiro troço até correu bem. Depois, com o acidente que obrigou a parar a prova mais de uma hora, a chuva apareceu e as coisas complicaram-se. Da parte da tarde montámos pneus de chuva, e afinal estava seco. Tal como em Guimarães, este foi mais um teste para perceber o carro e preparar a nossa participação nos Açores. No fundo o resultado até acaba por ser bastante interessante”, concluiu Ricardo Marques.

Para Aloísio Monteiro, que não estará presente no Sata Rallye Açores, esta prova foi mais um teste muito positivo para o futuro. Tal como tinha afirmado muito antes da prova, este foi um rali de pneus.

Terminar o 2º rali como piloto, sendo este o meu primeiro rali com chuva, foi bastante positivo. Independentemente da longa neutralização que a prova sofreu, fomos atraiçoados pelas condições atmosféricas que nos baralharam a escolha de pneus. Esta foi mais uma forma excelente de preparar os ralis da Marinha Grande e Madeira, que serão os meus próximos desafios”, afirmou o piloto.

Para a ARC Sport esta não foi uma prova totalmente conseguida, como considera Augusto Ramiro.

Foi um rali abaixo das expectativas. Há decisões que devem ser revistas, pois o regulamento diz que só se pode neutralizar 20 minutos e a prova esteve parada 1h09m, o que veio alterar as regras do jogo no que toca a escolhas de pneus. No fundo, as condições atmosféricas inconstantes condicionaram o rendimento dos pilotos”, disse o responsável pela ARC Sport.