Rali da Sardenha 2017: Resumo e comentários do 1º dia da Citroen...

Rali da Sardenha 2017: Resumo e comentários do 1º dia da Citroen Racing

O primeiro dia do Rali de Itália/Sardenha foi muito duro para o Citroën Total Abu Dhabi WRT. Só Andreas Mikkelsen e Anders Jaeger não tiveram problemas: no seu primeiro dia de competição 'a sério' com o Citroën C3 WRC, os noruegueses terminaram a etapa de abertura no nono lugar

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O Rali de Itália/Sardenha arrancou na Quinta-feira à noite com a realização da super especial de Ittiri. Os carros seguiram depois para Olbia onde passaram a noite no parque fechado. A primeira etapa de hoje compreendeu quatro especiais disputadas duas vezes, totalizando 125,46 km de troços cronometrados: Terranova (ES2/ES6), Monte Olia (ES3/ES7), Tula (ES4/ES8) e Tergu-Osilo (ES5/ES9).

Orientados pela ordem de partida e pela natureza exigente das especiais, os pilotos optaram por variadas combinações dos pneus Michelin LTX Force. Meek e Breen escolheram montar três pneus duros e dois pneus macios, enquanto que Mikkelsen optou por três macios e dois duros. Na ES22, Meeke assumiu a liderança da geral ao vencer a especial. Craig Breen segurou o quinto posto e Andreas Mikkelsen foi 13º.

A especial seguinte foi fatal para Craig Breen, que embateu numa pedra na sequência de uma aterragem violenta, danificando. Apesar de uma fuga de óleo, o irlandês consegui chegar ao fim do troço, mas não teve possibilidades de ir mais longe e acabou por abandonar na ligação por estrada. Depois de ceder, por pouco tempo, a liderança a Hänninen, Kris Meek voltou à liderança na ES4.

A seguir, todo o cenário voltou a alterar-se drasticamente quando o C3 WRC #7 capotou na especial seguinte. Depois de perder quase sete minutos, o piloto da Irlanda do Norte consegui chegar ao parque de assistência de Alghero. Contudo, quando o carro foi examinado pelos Comissários, constatou-se que o arco de segurança estava danificado, o que ditou o fim do rali para Kris e Paul.

Oitavo classificado da geral na assistência a meio da etapa, Andreas Mikkelsen e Anders Jaeger passaram a ser, portanto, os únicos representantes do Citroën Total Abu Dhabi WRT. Para a segunda passagem, a dupla norueguesa decidiu levar seis pneus Michelin LTX Force de composição dura. Ao longo da tarde, Andreas acabou por ir perdendo tempo, pois o motor do seu carro ia sempre abaixo nos ganchos. Acabou por cair para a nona posição depois de ter sido ultrapassado por Lapi na ES7, terminando o dia nessa mesma posição.



Comentários

YVES MATTON, DIRECTOR DA CITROËN RACING
“Foi, na generalidade, um dia muito frustrante, com apenas um C3 WRC em competição a meio da etapa. Para o Andreas, o objectivo era fazer quilómetros com o carro e foi exactamente isso que ele fez. Depois de investir algum a perceber o carro, ele começou a modificar o set-up para algo mais adequado ao estilo de condução. Ele precisa de mais tempo porque o seu estilo é substancialmente diferente do estilo do Kris, por exemplo. E como tem sido habitual nesta temporada, pagámos um preço bem alto pelo pequeno erro de julgamento do Craig. É um incidente infeliz, que é fruto da sua falta de experiência, o que nos leva também a tentar tornar o carro mais sólido neste tipo de situações. Quanto ao Kris, ele disse que estava bastante confiante e que ia controlar o seu ritmo. Mesmo assim, o erro semelhante ao que ele cometeu em Portugal impediu que ele atingisse os objectivos que tínhamos traçado”.

ANDREAS MIKKELSEN
“Não foi um dia fácil. O meu objectivo era aprender mais sobre o Citroën C3 WRC. Tenho de fazer as coisas gradualmente, passo a passo, antes de voltar a envolver-me com os pilotos da frente! Comparado com os carros que estava habituado a conduzir, este carro tem uma condução muito diferente, e é preciso algum tempo de adaptação. Trabalhámos com a equipa no sentido de alterar as afinações para padrões mais próximos do meu estilo de condução. A coisa mais importante foi ter cumprido todas as especiais desta etapa”.

KRIS MEEKE
“Em primeiro lugar, lamento muito pela Citroën, por toda a equipa e por todos os nosso fãs. Começámos bem o rali e eu tentei não cometer quaisquer erros, com uma condução limpa e certinha. Mas embatemos numa berma com a roda traseira esquerda e o carro foi imediatamente projectado e acabámos por capotar. Conseguimos endireitar o carro, com as rodas no chão, e, assim, chegar ao fim da especial. Mas o abandono tornou-se inevitável depois de vermos que uma secção do arco de protecção tinha ficado afectado. Neste momento, estou a dar o melhor, mas, pelos vistos, não chega”.

CRAIG BREEN
“No final da ES3, havia um salto forte, e nós aterrámos com violência, embatendo numa pedra que não tínhamos visto ou anotado nos reconhecimentos. O embate no chão danificou a caixa de velocidades. Tentámos reparar provisoriamente a fuga de óleo, mas não foi o suficiente para podermos continuar. Na segunda etapa, vamos alinhas em Rali 2 com uma boa posição de partida. Vamos tentar fazer bons tempos nas especiais e obter alguns pontos para Campeonato Mundial de Construtores”.