Racing Weekend Series 2017: Resumo de Domingo em Vila Real, por Categoria

Racing Weekend Series 2017: Resumo de Domingo em Vila Real, por Categoria

O programa de Racing Weekend em Vila Real encerrou com a 2ª corrida dos 1300, prova que só ficou decidida a escassos metros da chegada, após 30 minutos plenos de emoção, trocas e baldrocas na liderança

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Racing Weekend 2017Cumpre-se o segundo dia do Racing Weekend de Vila Real, terceira prova prova da presente época, pontuável para o Campeonato Nacional de Clássicos Circuitos (CNCC) e Campeonato Nacional de Clássicos Circuitos 1300 (CNCC 1300).

Logo de manhã foi disputada a primeira corrida dos 1300, em que Victor Araújo venceu. Sendo depois disputada a segunda corrida do CNCC, em que João Pedro Silva repetiu a vitória, pois já tinha sido o primeiro no Sábado.

O programa de Racing Weekend encerrou com a segunda corrida dos 1300, prova que só ficou decidida a escassos metros da chegada, após 30 minutos plenos de emoção, trocas e baldrocas na liderança. Luís Alegria, foi quem levou a melhor, ao baixar da bandeira xadrez.

CNCC 1300

1ª Corrida

José Fafiães (Datsun 1200) partiu na frente e Luís Alegria (Datsun 1200) seguia-o, mas seria ‘sol de pouca dura’. Um toque, tipo choque em cadeia, motivava que a bandeira vermelha fosse mostrada. Pelo caminho, na Rotunda do Boque, ficavam: Pedro Botelho (Austin Mini Cooper S), Abel Marques (Autobianchi A 112 Abarth), Paulo Conceição (Datsun Sunny)e Filipe Ferreira (Datsun 1200).

A prova foi retomada com Safety Car em pista e só dez minutos volvidos foi mostrada a bandeira verde.

José Fafiães e Luís Alegria, seguidos por Victor Araújo eram os homens da frente no retomar da corrida. Pouco depois, Alegria ganhava a liderança a Fafiães, para na volta seguinte Fafiães retomar a liderança e Victor Araújo aproveitar a boleia. Discutia-se a liderança da corrida e dos Históricos de 75.

A dez minutos do fim, Victor Araújo comandava, seguido de José Fafiães e Luís Alegria.

João Braga (DAtsun 1200) era o quarto classificado e era pressionado por Bruno Pires (Datsun 1200), que vinha ‘de lá de trás’, depois de se ter visto envolvido no acidente da curva do Boque e estava na frente dos H71. Filipe Nogueira (Morris 1275 GT) era sexto, seguido por Fernando Charais (Datsun 120Y). Com este resultado, Nogueira era segundo dos H71.

Arnaldo Marques, cujo Datsun 1200 apresentava as mazelas de um toque, ganhou uma posição a Tiago Moreira (Datsun 1200), que se ia afundando na classificação e terminava em décimo primeiro. Rui Castro (Datsun 1200) ficava assim com caminho aberto para ser nono e vencer o Grupo 1, à frente de Ricardo Gomes (Datsun 1200), que encerrava o grupo dos dez da frente e era segundo no Grupo 1.

Veloso Amaral levava o Clan Crusader à vitória na Taça 1000.

2ª corrida

Luís Alegria (Datsun 1200) venceu a segunda corrida, uma prova plena de emoção e surpresas até ao baixar da bandeira xadrez. Victor Araújo (Datsun 1200) voltou a colocar-se na frente, trazendo José Fafiães (Datsun 1200) logo atrás.

Mais atrás, uma luta muito interessante terminou demasiado cedo, quando o Morris 1275 Gt de Filipe Nogueira avariava na recta da meta, ao fim de seis minutos de prova. Aos oito minutos de prova Victor Araújo ficava parado com problemas mecânicos e José Fafiães herdava o comando da prova.

Nesta altura, Arnaldo Marques (Datsun 1200) ganhou uma posição a Bruno Pires, que logo depois desistia também com problemas mecânicos, largando óleo na pista. Os trabalhos para retirar o Datsun 1200 de Araújo complicavam-se, além disso era necessário limpar o óleo e o safety car entrava em pista.

José Fafiães via assim Luís Alegria a voltar a ‘colar-se’ à traseira, aos 15 minutos de corrida, altura em que a prova era retomada. Fafiães tinha que suar para manter Alegria ‘em respeito’. Arnaldo Marques colocava-se no terceiro posto e era o melhor dos Históricos de 71.

O sexto lugar era muito discutido. Paulo Silva (Datsun 1200) e Sérgio Monteiro (Autobianchi A112 Abarth) eram os protagonistas de várias trocas de posições, até que Monteiro se colocava lado a lado com Silva, na chicane após a meta. O toque acontecia, Monteiro levava a melhor, mas perdia tempo.

Rui Castro beneficiou do toque e aproveitou para ganhar um lugar. Passou para sexto. A um par de minutos do fim Sérgio Monteiro recuperou o lugar, que já tinha sido seu. No último minuto José Fafiães pressionou, manteve um andamento fortíssimo e a escassos metros da chegada o motor do Datsun calou-se e Fafiães ficou a olhar para Luís Alegria, que seguiu para a vitória. Foi o primeiro a cortar a meta e ganhou os H75.

Arnaldo Marques cortou em segundo e venceu os H71. João Braga foi o segundo H75, cortou a meta em terceiro, à frente de Fernando Charais o terceiro dos Históricos de 75. Sérgio Monteiro, ganhou a Taça 100, tendo sido o quinto a cortar a meta. Ruis Castro, depois de uma prova plena de emoção, ganhou o Grupo Um, à frente de Paulo Silva, terceiro classificado nos H71.

Depois de todo ao azar, José Fafiães teve que se contentar com o sétimo posto final, à frente de Ricardo Gomes, a quem tinha ganho uma volta. Gomes terminou com o segundo posto do Grupo Um, logo seguido por Filipe Ferreira, terceiro do grupo e simultaneamente o homem que fechava o top-10.

CNCC

As duas voltas iniciais foram cumpridas com safety car em pista, para ganhar tempo na formação da grelha e desta forma ser possível cumprir o horário previsto. Saída do Safety car e João Pedro Silva (Porsche 911 RSR) arrancava na frente. Mais uma vez a ‘armada’ Ford Escort seguia-o, Joaquim Jorge, Rui Azevedo e Jorge Areia eram os protagonistas deste grupo. Lutava-se pela ‘cabeça da corrida’ e pelo pódio dos Históricos de 75.

Decorridos dez minutos de prova João Paulo Sousa dava um toque com o BMW 635 Csi numa barreira, mas sem consequências. Uma luta interessante era travada entre Domingos Sousa Coutinho (BMW 3.0 Csi) H71 e Jorge Cruz (BMW 323i) H81. Henrique Jordão (Porsche 928 s) tinha uma saída de frente para a barreira e comprometia o resultado em termos de geral, mas não em termos de Grupo 3.

João Novo fazia uma corrida de trás para a frente, subia até ao sétimo posto, intrometia-se na discussão de Coutinho e de Cruz, mas esta luta terminava a oito minutos do fim, quando o BMW de Sousa Coutinho ficava parado na Curva do boque, com o motor partido.

O Safety Car entrava de novo em pista. Pouco depois a corrida terminava com bandeira vermelha. Vitória para João Pedro Silva, que simultaneamente ganhava os H75, seguido por Joaquim Jorge e Rui Azevedo. Filipe Matias (Lotus Elan) venceu os H71 e simultaneamente a Taça 1600, era seguido por Joaquim Soares (Lotus Elan) e Domingos Sousa Coutinho.

No Grupo 5 a vitória foi para Rómulo Mineiro (Ford Escort RS2000) seguido por João Novo e Bernardo Silva (Ford Escort MKI). Nos H81, Jorge Cruz voltou a vencer, seguido por Fernando Xavier (VW Sirocco), que soma ainda o terceiro posto da Taça 1600. João Vieira (VW Karmann Ghia) ganhou os H65.