Panáfrica Rally 2017: João Rebelo Martins estreia-se fora do território nacional

Panáfrica Rally 2017: João Rebelo Martins estreia-se fora do território nacional

Já recuperado e com luz verde dos médicos para voltar ao Yamaha, os horizontes de João Rebelo Martins alargam-se para lá do estreito de Gibraltar

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João Rebelo Martins - Todo-o-TerrenoJoão Rebelo Martins vai rumar a África para disputar, pela primeira vez, uma competição todo-o-terreno fora do território nacional. O Panáfrica Rally, que decorre de 23 a 30 de Setembro, é o próximo desafio do piloto oliveirense que vai testar todos os limites em cinco duros dias de competição que terá lugar em solo marroquino.

O piloto vencedor do Troféu Polaris Ace em 2016, fez uma paragem forçada no Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno (CNTT) desta temporada, onde corre com o Yamaha YXZ 1000 RSS. João Rebelo Martins teve de abandonar as três provas iniciais do Campeonato devido a problemas mecânicos e a um acidente que na prova de Loulé o impediu de continuar quando liderava a categoria TT2.

Seguiu-se uma queda em casa que provocou uma lesão significativa no joelho, condicionando a participação do piloto natural de Oliveira de Azeméis nas jornadas do CNTT que se seguiram, o que o impossibilitou de lutar pelo título em TT2.

Panáfrica RallyFinalmente já recuperado e com luz verde dos médicos para voltar ao Yamaha, os horizontes de João Rebelo Martins alargam-se para lá do estreito de Gibraltar. O piloto natural de Oliveira de Azeméis é o 72º inscrito no Panáfrica Rally e juntamente com a Vettra Motorsport está já a trabalhar em todas as alterações necessárias ao Yamaha YXZ 1000 RSS para enfrentar as exigências do deserto.

De notar que já em 2013, aquando do teste ao Oreca LMPC que decorreu no circuito francês de Paul Ricard, João Rebelo Martins afirmou fazer parte dos seus sonhos – e provavelmente dos de qualquer piloto – realizar as 24 Horas de Le Mans e o Dakar. Com o dorsal #307 já atribuído, o piloto parte para Marrocos com a certeza de se aproximar cada vez mais desta realidade.

“Pisar as areias do deserto em locais por onde passou o Dakar, onde competiram ídolos como Vatanen, Ickx, Meoni ou Peterhansel é o aproximar de um sonho, é estar mais perto de conseguir algo maior no todo-o-terreno”, revela João Rebelo Martins.