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Padel, a modalidade que está cada vez mais a encantar os jovens em Portugal

A modalidade desportiva inventada por um milionário mexicano está a crescer a "olhos vistos" no nosso país

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O jogador Vasco Pascoal foi novamente considerado como o melhor jogador português de Padel, modalidade desportiva que está a encantar cada vez mais os jovens do nosso país.

Em entrevista ao site Sapo 24, o padelista explicou que “muita gente acha que o Padel é uma maneira diferente de jogar Ténis, mas não tem nada a ver, pois é tudo diferente, desde o campo, passando pela raquete e acabando na bola”.

Assim, com base na entrevista do jogador, o MultiDesportos explica aos seus leitores as principais regras do Padel e como é que esta modalidade nasceu e chegou até Portugal.

O nosso “cantinho” da Península Ibérica começou a conhecer o Padel em 1990, graças ao país “vizinho”, que achou em Portugal espaço de manobra para divulgar uma modalidade desportiva que nasceu no México e foi inventada por um milionário que queria construir um campo de Ténis, mas não tinha espaço na sua propriedade para o fazer; então, pensou num desporto parecido com o Ténis, mas jogado num espaço reduzido e assim, “desenhou” o Padel.

Os emigrantes espanhóis radicados no México trouxeram a modalidade para o seu país de origem, e a empresa All Padel resolveu investir em Portugal com a construção do Lisboa Racket Center, em Alvalade.

Entre 1990 e o ano 2000, aquela pequena zona de um dos bairros mais nobres de Lisboa era visitada regularmente por espanhóis e sul-americanos que se divertiam em jogos amigáveis.

Mas, e os portugueses? Portugueses, nem vê-los! Só a partir do novo milénio é que os investidores olharam para o Racket Center e foram construídos 2 campos em Vila Real de Santo António e 3 campos em Cascais.

Fascinados pelas particularidade dos campos, os habitantes da Quinta da Marinha começaram a praticar a modalidade e até criaram um “circuito” convidando jogadores de outros locais de Portugal.

Daqui até à internacionalização foi um pequeno passo e em 2008 chega a “cereja no topo do bolo” com a atribuição da organização do Campeonato da Europa de Padel a Portugal, cuja Selecção não deixa os seus créditos por mãos alheias, com a conquista a medalha de Bronze.

Vasco Pascoal diz que é o Padel é “fácil de praticar e muito viciante, pois a bola está quase sempre em jogo, já que o campo é curto e não tem linhas” (a bola só é considerada fora quando sai do rectângulo de acrílico que está situado em volta do campo).

A maior parte dos jogos oficiais são a Pares, e o campo têm 10 metros de Largura e 20 metros de Comprimento, com uma rede no meio. O “muro” que delimita o campo tem de ter paredes com 3 metros de altura.

A bola é parecida com a do Ténis, mas é mais pequena e o sistema de pontuação (Jogo, Set e Encontro) é igual ao Ténis; já o serviço tem de ser feito sempre abaixo da cintura e a bola só pode bater uma vez no chão e uma vez na parede; como acontece no Ténis, o mesmo jogador não pode dar 2 toques seguidos, nem passar a bola para o seu colega, ou seja, o esférico tem sempre de ser enviado para o meio-campo adversário.

Segundo a Federação Portuguesa de Padel, há cerca de 7000 a 9000 praticantes regulares, mas filiados são apenas 4000, que jogam nos mais de 100 campos existentes em Portugal e nos 52 torneios que compõem o circuito.

A Federação adianta ainda que o facto de ser fácil de aprender e ser praticado por homens e mulheres, mostra que o Padel não é uma modalidade limitada, quer em termos estratégicos, quer em termos físicos.