Nelson Évora: Mais uma medalha para o único “olímpico de ouro” luso...

Nelson Évora: Mais uma medalha para o único “olímpico de ouro” luso em actividade

O saltador é o único "olímpico de Ouro" ainda em actividade e um dos 4 portugueses a subir ao lugar mais alto do pódio numas olimpíadas, a par dos "monstros sagrados" Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Carlos Lopes.

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Nelson ÉvoraO saltador português Nelson Évora recebeu, esta 6ª Feira, a medalha de Bronze conquistada na prova de Triplo Salto Masculino do Campeonato do Mundo de Atletismo, que decorre até Domingo no Estádio Queen Elizabeth, mais conhecido como Estádio Olímpico de Londres, em Inglaterra.

Foi um Nelson Évora sorridente aquele que entrou no majestoso anfiteatro inglês, contrastando com o “outro” Nelson que esteve com um “semblante carregado” durante a discussão das medalhas (apenas sorriu no final da prova).

De facto, fazer uma boa marca logo ao 2º ensaio poderá criar uma pressão extra, pois o atleta sabe que poderá fazer melhor e vai em busca da perfeição, arriscando nulos e saltos sem sentido.

Foi o que aconteceu a Nelson Évora, que saltou 17,19 metros (ficando a 1 centímetro da sua marca no Europeu) e depois tentou chegar à marca dos norte-americanos Christian Taylor e Will Clayne, mas tal já se revelou bastante complicado.

Ainda assim, no final da prova, Nelson Évora disse à sua assessoria de imprensa que estava “muito contente com este resultado” e sentia-se “muito feliz por dar esta vitória aos portugueses”.

“Podia ter saltado mais, mas tendo em conta a falta de ritmo competitivo (pois não pude participar nas provas da Liga Diamante) foi o resultado possível; estou muito feliz; esta medalha é uma vitória”, disse também Nelson Évora.

Actualmente, o atleta encontra-se numa forma física e mental excepcional, fruto do trabalho que desenvolve com o treinador cubano Ivan Pedroso, em Guadalajara (Espanha).

O saltador é o único “olímpico de Ouro” ainda em actividade e um dos 4 portugueses a subir ao lugar mais alto do pódio numas olimpíadas, a par dos “monstros sagrados” Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Carlos Lopes.

Em 6 participações em Mundiais, só por uma vez Nelson Évora ficou fora do pódio, mas o 5º lugar em Daegu (na longínqua Coreia do Sul) até pode ser considerado um bom resultado, devido às condições atípicas (frio, calor, humidade, tudo conjugado com o jet lag e com as provas a terem lugar a horas que não lembram a ninguém) que se viveram no país asiático.