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Mundial Paraciclismo 2017: Telmo Pinão encerra com 14º lugar na prova de fundo

A Selecção Nacional de Paraciclismo presente no Campeonato do Mundo de Pietermaritzburg, na África do Sul, concluiu a sua participação com o 14º lugar de Telmo Pinão (Classe C2) na prova de fundo, cumprida em circuito de dez voltas que perfazia 60,7 quilómetros.

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Telmo Pinão e Luís CastroA Selecção Nacional de Paraciclismo presente no Campeonato do Mundo de Pietermaritzburg, na África do Sul, concluiu a sua participação com o 14º lugar de Telmo Pinão (Classe C2) na prova de fundo, cumprida em circuito de dez voltas que perfazia 60,7 quilómetros.

O resultado de Telmo Pinão surgiu condicionado pela paragem numa queda colectiva após cumpridas três voltas. A situação da corrida entretanto gerada, com diversos grupos, manteve-se praticamente inalterada até ao final. O vencedor foi o canadiano Tristian Chernove, igualmente medalhado na prova de contra-relógio individual.

“O Telmo esteve envolvido na queda que acabou por lhe limitar a classificação. Em condições normais teria feito um resultado entre os dez primeiros. Foi um resultado que, além da queda, reflete a paragem de dois meses que esteve sujeito, fruto de um vírus no coto da perna amputada”, considerou José Marques, seleccionador nacional de Paraciclismo.

No balanço da presença nacional por terras africanas, José Marques destacou a conquista da medalha de bronze de Luís Costa [na prova de contra-relógio H5].

“O resultado do Luís é o mais notório, mas não é tudo. A evolução do atleta de um nível no qual não conseguia acompanhar os primeiros para um nível que lhe permite discutir a classificação dos lugares cimeiros demonstra trabalho, evolução e condições para o futuro”, disse.

“Fiquei surpreendido com os dados da corrida, pois tive um pulso acima ao da minha participação, no ano passado, nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro mas não consegui o resultado pretendido”, reconhece Telmo Pinão.

“Adversários que anteriormente estariam ao meu nível foram, desta vez, superiores. Fiquei atrasado na queda na terceira volta e quando arranquei, com cerca de 15 a 20 segundos perdidos, tentei recolar mas não consegui. Acabei a gerir a corrida até ao fim. Fico satisfeito com a minha prestação.

Na minha carreira nunca tinha trabalhado tanto como o fiz para estar aqui. Não vou parar mas sim aproveitar esta base de trabalho para o meu próximo objectivo, o Campeonato do Mundo de Paraciclismo de Pista, em Março do próximo ano”, admitiu Telmo Pinão, 15º na prova de contra-relógio.