Mundial Paraciclismo 2017: Medalha de Bronze para Luís Costa

Mundial Paraciclismo 2017: Medalha de Bronze para Luís Costa

A medalha de bronze de Luís Costa é um resultado histórico do paraciclismo português num Campeonato do Mundo da modalidade, fruto de “muito trabalho”, salienta seleccionador nacional José Marques.

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Luís Costa - Mundial de Paraciclismo 2017Luís Costa correu com as cores de Portugal para o melhor resultado internacional do Paraciclismo português, ao conquistar a medalha de bronze na prova de contra-relógio individual, na classe H5, dos Campeonatos do Mundo de Paraciclismo que, até Domingo, decorrem em Pietermaritzburg (África do Sul).

O atleta do Sporting/Tavira-Paracycling competiu na prova de contra-relógio, na distância de 23,3 quilómetros, repartidos em três voltas, ficando a 47 segundos de igualar o tempo do vencedor, o italiano Alessandro Zanardi, múltiplo campeão de H5, classe destinada a ‘Handbikes’.

Zanardi, ex-piloto de F1, cumpriu as três voltas ao percurso em 37m47s, à média de 37 km/h, garantindo a medalha de ouro. O holandês Tim De Vries gastou mais dois segundos para terminar na segunda posição e conquistar a medalha de prata.

“Era um percurso a cumprir em três voltas e no qual o Luís [Costa] andou sempre com um ritmo muito regular e ao nível dos melhores. Sabíamos que podia chegar às medalhas, pois os seus tempos era muitos próximos do Zanardi, acabando somente por perder um pouco mais na última volta. O Luís tem ainda muito para aprender, mas está em franca evolução e obter aqui um resultado destes é excelente.

Há dois anos, neste tipo de prova, o Luís Costa perdeu 5 minutos, no ano passado já perdeu três minutos, e, agora ficou a menos de um minuto do título mundial. É um resultado muito positivo que dá conta do muito trabalho. O já realizado para aqui chegar e o muito que terá ainda pela frente para continuar a evoluir”, explicou o seleccionador nacional José Marques.

Luís Costa, cuja experiência internacional na Taça do Mundo de Paraciclismo teve como ponto o terceiro lugar na prova de contra-relógio H5 na ronda de Emmen (Holanda), aplicou-se a fundo para conquistar a primeira medalha portuguesa num mundial de Paraciclismo, superando as desventuras da queda e da avaria mecânica na sua bicicleta que perturbaram o ultimar da sua preparação já na África do Sul.

“Senti-me confiante, mas estava algo ansioso. Conheço as minhas capacidades, sabia qual era momento de forma e trazia muitas expectativas, mas como tive tantos azares esta semana, com a queda e avaria da bicicleta, passei uns sob stress e tive receio que isso fosse condicionar o meu estado físico.

Mas senti-me bem e fui sempre a dar tudo, ultrapassando adversários que tinham partido primeiro. O pessoal da Selecção e a assistência começou a dizer-me que estava nas medalhas, comecei a acreditar e foi assim”, descreveu Luís Costa, inspector da Polícia Judiciária, natural de Aljustrel. Luís Costa competirá ainda no próximo Sábado, na prova de fundo.

“O moral está alto, com uma medalha estou muito mais descontraído. Os adversários são os mesmos, o percurso é ao meu gosto e tudo é possível. Com a cabeça fria, acreditando como acredito, qualquer resultado é possível”, disse o medalhado de bronze.

A participação da Selecção Nacional de Paraciclismo nos Mundiais de Pietermaritzburg prossegue esta Sexta-feira, com a entrada em competição de Telmo Pinão, classe C2, na disputa da prova de contra-relógio de 31 quilómetros.