Mundial de Kart 2017: Apesar das dificuldades, Caio Collet chega à Final

Mundial de Kart 2017: Apesar das dificuldades, Caio Collet chega à Final

Participaram quase noventa pilotos de mais de 20 países. Para alegria dos donos da casa, o título da forte categoria OK foi para o britânico Danny Keirle.

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Caio Collet - All Road ManagementComo já tinha previsto, o piloto brasileiro Caio Collet (All Road Management / Matrix Energy Trading), da equipa Birel ART Racing, disputou no último fim-de-semana (23 e 24) um dos campeonatos Mundiais de Kart mais competitivos de sua carreira, no PF International Kart Circuit, em Brandon (Inglaterra).

Participaram quase noventa pilotos de mais de 20 países e, para alegria dos donos da casa, o título da forte categoria OK foi para o britânico Danny Keirle.

Collet lutou muito e, apesar de algumas dificuldades, conseguiu estar entre os 34 pilotos que disputaram a final. Após os treinos livres, na Sexta-feira (22), os competidores foram divididos em três grupos para as tomadas de tempo. Os dois primeiros grupos enfrentaram condições de pista mais favoráveis. Mas, os pilotos do grupo 3, onde estava Collet, acabaram sendo prejudicados com a mudança da pista.

Mesmo assim, no seu grupo, o piloto brasileiro conquistou um bom resultado e finalizou em sétimo. No entanto, na soma que formou o grid, foram consideradas as voltas mais rápidas de todos os pilotos, o que favoreceu os primeiros grupos. Collet terminou em 37º.

Com isso, nas baterias classificativas (divididas em seis grupos), Collet partiu sempre da 13ª posição e foi ‘pra cima’, mostrando ritmo forte e fazendo inclusive a melhor volta numa delas. Ele conquistou um nono, um décimo e dois 11º lugares, mas envolveu-se numa batida e não completou uma das baterias. O resultado deixou o piloto em 33º lugar no grid para a Final.

O piloto brasileiro fez o que pode e acelerou forte no difícil traçado de 1.382 metros. Mesmo com poucos pontos de ultrapassagem, ele chegou a ganhar dez posições na Final, cruzando a linha de chegada em 23º. No entanto, após a disputa, Collet acabou por perder duas posições, já que em virtude de algum toque a posição do bico do seu kart estava alterada.

“A tomada de tempos foi dividida em três grupos e, pelas variáveis que existiam, o grupo 1 acabou enfrentando melhores condições de pista e depois ela foi piorando. Eu estava no grupo 3 e fiquei em sétimo, mas como o resultado final somou as melhores voltas de todos os pilotos, acabei terminando em 37º”, explicou Collet.

“Nas baterias classificativas, consegui recuperar e lutar para estar entre os dez melhores, mas na penúltima delas, que eu estava muito bem, acabei me enroscando com outro kart e não completei. Isso deixou-me atrás no grid para a Final”, contou.

“Se não tivesse acontecido isso, eu largaria melhor e teria mais chances de brigar por um resultado mais positivo. Saindo em 33º, fiz o que pude. Largar lá atrás é sempre confuso e essa pista é difícil de ultrapassar”, continuou o piloto paulista de 15 anos, que integra o grupo de pilotos da All Road Management de Nicolas Todt.

“Apesar de não ter sido o resultado que esperávamos, trabalhámos bastante desde o início da competição e o equipamento evoluiu, foi melhorando. Estávamos mais competitivos nas baterias classificativas, o que atrapalhou mesmo foi estar largando mais atrás”, completou Collet, que em 2015 foi terceiro colocado na disputa do seu primeiro Mundial, colocando o Brasil no pódio depois de 17 anos.