Mundial de Estrada 2017: Rui Costa e Nelson Oliveira preparados para ‘crono’...

Mundial de Estrada 2017: Rui Costa e Nelson Oliveira preparados para ‘crono’ exigente

Rui Costa e Nelson Oliveira representam Portugal no contra-relógio individual de elite do Campeonato do Mundo de Estrada, hoje, em Bergen (Noruega). Os dois corredores reconheceram ontem o duro percurso de 31 quilómetros.

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Rui Costa e Nelson OliveiraRui Costa e Nelson Oliveira representam Portugal no contra-relógio individual de elite do Campeonato do Mundo de Estrada, hoje, em Bergen (Noruega). Os dois corredores reconheceram ontem o duro percurso de 31 quilómetros.

A véspera do dia de corrida foi uma jornada de trabalho para a dupla lusa, que despertou cedo para a realização de um controlo antidopagem – procedimento normal nas grandes competições –, antes de realizar um treino com cerca de duas horas.

O treino permitiu reconhecer o percurso do contra-relógio, que será uma prova de grande exigência, pois o circuito, a percorrer duas vezes, é marcado pela quase ausência de terreno plano, um tradicional rompe-pernas com sobe-e-desce permanente.

Endurecendo ainda mais o exercício individual, os derradeiros 3,4 quilómetros serão realizados em registo de ‘crono-escalada’, em pleno monte Floyen. A fase final tem uma inclinação média de 9,1 por cento, mas várias curvas apresentam pendentes que se aproximam dos 20 por cento de inclinação.

“O reconhecimento feito na manhã de hoje deu para perceber que todo o contra-relógio é muito duro, não apenas a subida final. No entanto, será nessa subida que serão marcadas as maiores diferenças, pelo que a escolha do material terá de ser muito bem ponderada”, afirma Nelson Oliveira, que sairá para a estrada às 15h12m30s (hora de Portugal Continental).

Rui Costa considera que o contra-relógio deste Mundial “não é para especialistas puros. As duas voltas ao circuito são muito duras e ainda há a subida para a meta, que ditará os resultados da prova”. O poveiro parte às 12h51m30s portuguesas.

Tendo em conta as especificidades do percurso, a organização criou uma área especial para troca de bicicletas, no sopé do monte Floyen. Os corredores portugueses fizeram hoje a subida e tomaram nota da dificuldade, de modo a escolherem o material adequado para conseguirem um bom resultado.

Será ponderada, entre os ciclistas e a equipa técnica, a melhor estratégia em termos de material, pois, entre outros aspectos, é necessário avaliar necessidades de andamentos e o tipo de rodas a usar. A decisão definitiva sobre a troca ou não de bicicleta será tomada na manhã desta Quarta-feira.

“As decisões, que podem até nem ser as mesmas para cada um dos corredores, terão de ser muito bem ponderadas e analisadas, porque disso depende um bom resultado no Campeonato do Mundo. A prova que viemos encontrar aqui em Bergen tem uma fase, as duas voltas ao circuito, que constitui um bom contra-relógio para as características dos portugueses e que podemos considerar um exercício convencional, mas a subida para a meta torna esta prova atípica”, explica o seleccionador nacional, José Poeira.