Mundial de Estrada 2017: Nelson Oliveira 4º classificado no contra-relógio de elite

Mundial de Estrada 2017: Nelson Oliveira 4º classificado no contra-relógio de elite

É o melhor resultado de sempre de um corredor luso nesta competição, superando o sétimo posto que o mesmo Nelson Oliveira alcançara em Ponferrada, em 2014.

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Nelson Oliveira - Mundial de Estrada 2017O português Nelson Oliveira foi hoje o quarto classificado no contra-relógio de elite do Campeonato do Mundo de Estrada, disputado em Bergen (Noruega).

É o melhor resultado de sempre de um corredor luso nesta competição, superando o sétimo posto que o mesmo Nelson Oliveira alcançara em Ponferrada, em 2014.

O ciclista bairradino completou os 31 quilómetros, entre o centro da cidade de Bergen e o alto do Monte Fløyen, em 46m09,52s. Nelson Oliveira fez uma corrida de grande nível, sempre em crescendo, melhorando de ponto intermédio para ponto intermédio. Cortou a meta apenas a 7 segundos do pódio.

O holandês Tom Dumoulin teve uma vitória incontestável, com 44m41s, deixando o esoloveno Primoz Roglic, vencedor da Volta ao Algarve em 2017, a 57,79 segundos. O terceiro, a 1m21,25s, foi o britânico Christopher Froome. Nelson Oliveira ficou a 1m28,52s do vencedor.

O quarto lugar no contra-relógio é o segundo top-10 da história do ciclismo português em contra-relógios do Campeonato do Mundo de Elite. O outro resultado entre os dez melhores foi conquistado por Nelson Oliveira, em Ponferrada, há três anos. Ficar fora do pódio por apenas uma posição tem um sabor agridoce, já experimentado por Nelson Oliveira, no Campeonato da Europa de 2016.

“Estou muito contente com o quarto lugar. É verdade que se fica à porta da medalha, mas o ciclismo é mesmo assim, alguém tem de ser quarto. Já no ano passado me aconteceu no Campeonato da Europa. Estou contente. Agradeço à Federação, à minha equipa e a toda a minha família por este momento”, afirmou o corredor luso.

“A verdade é que não estava à espera de fazer este resultado, mas senti-me bem em todo o percurso. Sabia que tinha de regular para a última subida. Muitas pessoas vão perguntar se a troca de bicicleta foi uma boa opção. Perdi algum tempo na mudança, mas foi a melhor decisão. Tenho a certeza de que, com a bicicleta de contra-relógio não faria a subida que fiz. Reconheço que a chuva na última série pode ter-me favorecido”, acrescentou Nelson Oliveira.

O seleccionador nacional, José Poeira, também se mostrou feliz, após ver o pupilo bater-se de igual para igual com os melhores do mundo.

“Foi daqueles contra-relógios que dá gosto ver. O Nelson revelou grande maturidade na forma como geriu o esforço e tecnicamente esteve impecável, fazendo sempre as melhores trajectórias”, considera o responsável técnico.

A mudança de bicicleta, decidida por consenso entre o corredor e o seleccionador, foi determinante, na opinião de José Poeira.

“Subir em contra-relógio é diferente de subir em pelotão, e o Nelson sobe melhor em contra-relógio. A troca de bicicleta foi fundamental para o resultado obtido”.

Rui Costa foi o outro representante nacional no contra-relógio de hoje, terminando na 33ª posição – entre 65 participantes –, a 3m10,54s do vencedor.

“Tive boas sensações e controlei a prova dentro das minhas expectativas. Consegui produzir os ‘watts’ que tinha definido para esta prova. É certo que depois da recuperação pós-Vuelta, este contra-relógio ajuda a ganhar ritmo para a prova de fundo, mas o objectivo principal não era esse, mas dar o meu máximo”, disse Rui Costa, no final do exercício individual.