Magriços foram ontem homenageados pela CMB nas Festas do Barreiro

Magriços foram ontem homenageados pela CMB nas Festas do Barreiro

O município do Barreiro prestou homenagem aos Magriços, que alcançaram um brilhante e inédito 3º lugar no Campeonato do Mundo de Futebol de 1966, em Inglaterra, e no qual se destacou Eusébio como melhor marcador, com nove golos.

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Festas do Barreiro 2017 - Homenagem aos MagriçosFoi ontem (Quinta-feira, 17 de Agosto) prestada uma homenagem aos Magriços, que alcançaram um brilhante e inédito 3º lugar no Campeonato do Mundo de Futebol de 1966, em Inglaterra, e no qual se destacou Eusébio como melhor marcador, com nove golos. A sessão decorreu no recinto da Mostra Empresarial e Institucional (MEI), das Festas do Barreiro, com a presença de José Augusto, Simões e Hilário, três das glórias que integraram a Selecção Nacional da altura.

O momento recordou o percurso da equipa nacional e proporcionou a partilha de algumas ‘pérolas’ do “maior feito do futebol português a nível mundial”, conforme referiu a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), e, por inerência de funções, Presidente da Comissão de Festas, Regina Janeiro.

As recordações do trajecto dos Magriços são, de acordo com o moderador, Director da MediaCup, António Fraqueiro, parte integrante da História do nosso País, feita, também, referiu, de factos desportivos.

“Só em 1966, por vários factores, é que Portugal voltou a ser conhecido no mundo”, adiantou o também docente do INDEG ISCTE. Fanqueiro, recordou ainda que o Mundial de 66 foi o primeiro a ser transmitido para todo o mundo, daí o grande impacto da, até aí desconhecida, equipa nacional.

“Os que estão têm histórias maravilhosas para contar”. António Fraqueiro lançou o mote para o “desfiar de memórias” do barreirense José Augusto, António Simões e Hilário da Conceição, que, rapidamente, atraíram muitos populares, desde contemporâneos, que, de imediato, “faziam uma viagem ao passado”, aos mais jovens que se inteiravam das figuras presentes e observavam os objectos em exposição – bola, chuteiras, camisola de guarda-redes – utilizados na competição e que nunca tinham visto – nem imaginado.

Das muitas conversas que se geraram, Hilário fez o ‘filme’ do jogo com a Turquia, não esquecendo as suas ‘incidências’; Simões falou de “uma geração completamente espontânea” que se destacou no Mundial de 66 e lamentou a ausência de alguns “queridos colegas” de Selecção que já faleceram; José Augusto disse ser um “privilégio poder recordar” momentos passados “com algumas peripécias de permeio”.

O Presidente da CMB encerrou a Sessão manifestando a sua satisfação em receber as personalidades que marcam o panorama desportivo e daquelas terem partilhado as suas histórias.