Liga NOS: Feirense vence P. Ferreira em jogo com final polémico

Liga NOS: Feirense vence P. Ferreira em jogo com final polémico

Quando já se esperava que o empate fosse o resultado final, Marco Baixinho tem um entrada imprudente e toca a bola com o braço em plena grande área; o árbitro Carlos Xistra assinala grande penalidade e lança a confusão no relvado, pois os pacenses alegam que o jogador "canarinho" tinha o braço "colado" ao corpo.

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Liga NOSO Feirense venceu o P. Ferreira, por 2-1, em jogo a contar para a 3ª Jornada da Liga NOS, disputado esta 2ª Feira no Estádio Marcolino de Castro, em Santa Maria da Feira.

Depois de alguns maus resultados, os técnicos Nuno Manta e Vasco Seabra consideraram que estar jogo tinha de marcar o “ponto de viragem” e por isso apostaram tudo na conquista dos 3 pontos.

Quem ficou a ganhar com tal atitude foi o público, que embora sendo pouco puxou pelas suas equipas, pois o ímpeto dos jogadores merecia uma apoio bastante forte e sem cessar.

Com esta situação, o golo poderia ter surgido em qualquer uma das balizas, mas quem fez a festa primeiro foi o P. Ferreira, graças a um remate certeiro de Welthon, que regressou à titularidade, depois de 2 jogos “na sombra”.

A perder, o Feirense reagiu e conseguiu chegar ao empate, através de Peter Etebo, que também estava afastado dos golos já há muito tempo, o que começa a preocupar o jogador.

Ainda antes do intervalo, o Feirense podia ter dado a volta ao resultado, mas o remate de Etebo (já dentro da grande área) acertou no poste, deixando o técnico Nuno Manta verdadeiramente desolado.

Os últimos 3 minutos da primeira parte foram jogados “à média-luz”, pois uma das torres de iluminação do estádio apagou-se totalmente e deixou um dos cantos mergulhado na escuridão.

O árbitro ainda pensou interromper a partida (os responsáveis pacenses queriam isso mesmo, o que até se compreende, pois estavam “por baixo”), mas como faltavam apenas escassos minutos e a escuridão não era assim tanta, o jogo prosseguiu sem sobressaltos até ao intervalo.

A segunda parte começou com luz total, mas passado 5 minutos voltou a acontecer o mesmo; nova paragem momentânea, conferência entre os 2 “capitães” e a concordância em continuar com o jogo, pois há estádios onde a iluminação total é bem pior dos que os 3/4 do Marcolino de Castro e joga-se à mesma.

Mesmo com menos luz esperava-se um espectáculo igual ao da primeira parte, mas parece que a “pilha” dos jogadores esgotou-se rapidamente, pois o jogo passou a ser arrastado, muito fraco e com poucas investidas.

Quando já se esperava que o empate fosse o resultado final, Marco Baixinho tem um entrada imprudente e toca a bola com o braço em plena grande área; o árbitro Carlos Xistra assinala grande penalidade e lança a confusão no relvado, pois os pacenses alegam que o jogador “canarinho” tinha o braço “colado” ao corpo.

No entanto, vendo as imagens com atenção percebe-se que o jogador tem parte do braço colado ao corpo, mas roda a outra parte do braço e acerta na bola, o que nos leva a aceitar a decisão do árbitro.

Mesmo assim, para tirar todas as dúvidas, Carlos Xistra recorre ao vídeo-árbitro e corre todo o campo, pois a televisão tecniológica estava à entrada do túnel de acesso aos balneários.

Depois de ver e rever as imagens, o árbitro assinala mesmo a grande penalidade (e quanto a nós, bem ) deixando o técnico do P. Ferreira com as mãos no rosto e sem querer acreditar no que estava a acontecer.

Quem não se preocupou com nada foi Tiago Silva, que colocou a bola na marca dos 11 metros, deu uns passos para trás para ganhar balanço e atirou para o fundo da baliza, colocando o Feirense a vencer quando já passavam 2 minutos da hora marcada para terminar.

A bola ainda foi a meio-campo, mas o apito final de Carlos Xistra confirmou a vitória do Feirense, situação que deixou Nuno Manta sem voz (gritou que se fartou durante os 90 minutos) e Vasco Seabra bastante irritado, repetindo vezes sem conta a palavra “vergonha” durante a “flash-interview”.

Na classificação geral, o Feirense passa para a parte superior da tabela classificativa, enquanto o P. Ferreira continua apenas com 1 ponto, os mesmos que o D. Aves, estando ambos à frente do “lanterna vermelha” Boavista, que ainda não somou nenhum ponto.