Liga Mundial 2016: Portugal vence Finlândia por 3-2 na Poule I2

Liga Mundial 2016: Portugal vence Finlândia por 3-2 na Poule I2

Um ataque de Marco e um bloco de Marcel a Ojansivu foi a reacção dos portugueses no final do 5º set (14-12). Um bloco deu a 2ª vitória a Portugal (15-12)

134

A Selecção Nacional de Séniores Masculinos somou hoje a segunda vitória na Liga Mundial de 2016 ao vencer, por 3-2 (22-25, 25-21, 19-25, 26-24 e 15-12), a Finlândia, Selecção anfitriã, em Tampere, da Poule I2 da Fase Preliminar.

Um triunfo arrancado a ferros e só possível pelo espírito de equipa demonstrado pelos jogadores lusitanos, como referiu, no final, o libero Ivo Casas, que esteve incansável na motivação dos seus companheiros de equipa, quer dentro quer fora do campo ao logo de mais de duas horas de jogo.

Amanhã, a Selecção Nacional defronta o Canadá, num jogo que poderá ser seguido em directo na Sport TV às 13h40 (Portugal continental).

Hoje, no Arena Ice de Tampere, a Selecção Nacional mostrou-se igual ao que os seus adversários normalmente esperam dela. Combativa, lutando sempre por todos os pontos, mesmo em situações de clara desvantagem, a equipa capitaneada por Alexandre Ferreira nunca baixou os braços, mostrando crescimento e maturidade, características que lhe possibilitarão almejar ao pódio na Final Four, nos dias 9 e 10 de Julho, em Matosinhos.

Sob a arbitragem de Martin Hudik (República Checa) e Paulo Luís Beal (Brasil), as equipas alinharam:

Portugal
Marcel Gil, Alexandre Ferreira, Fabrício Silva (Kibinho), Miguel Tavares Rodrigues, Hugo Gaspar e André Lopes; João Fidalgo (Libero).

Finlândia
Eemi Tervaportti, Niklas Seppanen, Elviss Krastins, Tommi Siirila, Markus Kaurto e Olli-Pekka Ojansivu; Lauri Kerminen (Libero). Ver ficha de jogo aqui

1º Set
Com uma série de blocos e um serviço directo (Tommi Siirila), a Finlândia atingiu o primeiro técnico já com o dobro dos pontos de Portugal (8-4). Um ataque de Marcel Gil e um bloco de Alexandre Ferreira suavizaram um pouco a diferença (9-6), mas três serviços desperdiçados voltaram a repô-la (12-8).

Um bom serviço de Miguel Rodrigues, logo seguido de um penalty de Marcel Gil, aproximaram Portugal, embora um ataque de Niklas Seppanen desse aos nórdicos uma vantagem de dois pontos na segunda paragem obrigatória (16-14). O zona 4 Alex e o central Marcel eram os artilheiros de serviço da equipa de Francisco dos Santos (16-17).

Um ponto duvidoso e um bloco contabilizados pelos homens da casa permitiram nova fuga da Finlândia (20-16). Um ataque de Marco Ferreira animou Portugal e desorientou a Finlândia, que atacou para fora (22-21), mas um serviço falhado motivou novamente os finlandeses (23-21) e o amorti de Marco não conseguiu impedir que Olli-Pekka Ojansivu, o oposto da Finlândia, selasse o set a favor da sua equipa com o resultado de 25-22.

2º Set
Hugo Gaspar e André Lopes deram vantagem a Portugal (5-2), mas a reacção dos finlandeses foi rápida e letal (5-5, bloco de Sirilla). Novo bloco, desta vez de Markus Kaurto, fez a Finlândia passar para a frente pela primeira vez no set (7-6), mas um bloco de Marcel possibilitou que a Selecção Nacional atingisse o primeiro tempo técnico em vantagem (8-7).

Um ataque de Kibinho manteve a diferença mínima (13-12), que Alex conseguiu levar até ao segundo tempo técnico (16-15). Uma defesa de Ivo Casas, bem secundada por um ataque de André Lopes, impulsionou os portugueses (21-18), que fecharam o set da melhor forma (25-21): com um ataque de Alex e um ataque… para fora do temível Ojansivu, autor de 12 pontos só no somatório dos dois primeiros parciais.

3º Set
A equipa de Tuomas Sammelvuo entrou no terceiro set bem determinada (4-1, serviço directo de Ojansivu). Hugo Gaspar remava contra a maré (5-7), mas os finlandeses pareciam ter a onda do jogo a seu favor e lograram atingir o primeiro tempo técnico ainda em vantagem (8-6). Curiosamente, seriam os nórdicos a oferecerem a igualdade e, de seguida, a vantagem aos portugueses, com três erros consecutivos (serviço, ataque e defesa): 9-8.

Nova decisão duvidosa da arbitragem a colocar a Finlândia na frente, mas Gaspar e Alex a rectificarem o resultado (11-10). Dois blocos, um erro no ataque por parte dos portugueses e um ataque eficaz do pequeno (183 cm), jovem e rápido Jan Helenius, empolgaram o público: 16-12. Só um serviço falhado por Ojansivu conseguiu estancar, ainda que temporariamente, a hemorragia pontual (17-13).

Um pedido de tempo aos 19-13 deu aos portugueses um momento para reorganizar o seu jogo e voltar à luta: 20-17, com um bloco de Kibinho e um amorti de Alex. Um bloco de Ojansivu, festejado exuberantemente pelo oposto finlandês, escancarou as portas ao triunfo (23-18) da Finlândia, selado com um ataque falhado por Portugal: 25-19.

4º Set
Uma reacção plena de garra e dois serviços directos de Miguel Rodrigues possibilitaram a reviravolta no resultado inicial (1-3 para 6-4), mas Ojansivu continuava a pontuar no ataque (7-6). André Lopes deu vantagem a Portugal no primeiro momento de reflexão oficial (8-6). Um ataque de segunda linha de Alex ainda conseguiu manter a diferença (11-9), mas dois blocos nórdicos e um serviço, directo e feliz, de Ojansivu deu vantagem aos nórdicos (13-12).

Os problemas sentidos em ultrapassar o alto bloco contrário avolumavam-se, porque os portugueses continuavam a falhar serviços consecutivos, perdendo-se aí a possibilidade de recuperação da liderança (14-16). Seria o experiente André Lopes que, com dois pontos consecutivos (ataque e bloco) faria renascer as esperanças (16-16).

Um ataque de Marco colocou Portugal em vantagem à entrada para a recta final (21-20). E dois pontos de Marcel mantiveram a situação (23-22). Num final de set marcado por altos níveis de adrenalina, Alex blocou Ojansivu, fez o 18º ponto da sua conta pessoal e fixou o resultado em 26-24.

5º Set
Entrada intempestiva da Finlândia (7-4), com a experiência de André a jogar com o bloco a amenizar a distância, pese embora os finlandeses lograrem atingir o primeiro tempo técnico em vantagem (8-6). Um serviço falhado piorou as coisas (7-10)… Dois pontos dos irmãos Ferreira, logo seguidos da conquista da liderança no marcador (12-11) recolocaram Portugal na luta.

Um ataque de Marco e um bloco de Marcel a Ojansivu obrigaram Sammelvuo a chamar os seus jogadores, demasiado incrédulos com a reacção dos portugueses (14-12). E seria com um bloco que Portugal conquistaria a sua segunda vitória na Liga Mundial, atrasando a Finlândia na luta pela qualificação para a Final Four: 15-12.

Olli-Pekka Ojansivu, com 28 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, seguido de Alex Ferreira (21) e Marcel Gil (17). No final, a Selecção Nacional festejou com os adeptos portugueses.

Declarações de Francisco dos Santos e de Alexandre Ferreira e de Ivo Casas