Jogos Paralímpicos: Sem Pistorius e Rússia mas com grandes estrelas

Jogos Paralímpicos: Sem Pistorius e Rússia mas com grandes estrelas

Teresa Perales, Jessica Long, Daniel Dias, André Brasil, Luís Gonçalves, Jason Smith e Terezinha Guilhermina são as grandes estrelas dos Jogos Paralímpicos Rio'2016.

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Começam na próxima 4ª Feira, os Jogos Paralímpicos Rio’2016, que irá ter a participação de 4350 atletas, mas não terá o “contributo” dos atletas russos e do sul-africano Óscar Pistorius.

Depois de uns Jogos Olímpicos que até correram bem, mas não deslumbraram, o Brasil vai voltar a receber um grande evento, aproveitando as infraestruturas e o mediatismo já existentes.

O programa de competições integra 23 modalidades (estreia da ParaCanoagem e do ParaTriatlo), mas Óscar Pistorius não estará em nenhuma, pois está preso desde 2014 pelo homicídio da namorada.

Quem também estará fora das competições é a equipa russa, depois do Comité Paralímpico Internacional (IPC) ter excluído todos os atletas do país, devido ao escândalo de doping que assola a Rússia e já provocou “estragos” na equipa dos Jogos Olímpicos.

Recorde-se que o IPC foi mais radical que o COI, pois excluiu todos os atletas, enquanto o organismo máximo dos Jogos Olímpicos decidiu que a participação dos atletas russos (excepto os de Atletismo) ficava dependente da aceitação das várias federações olímpicas.

Nos Jogos Paralímpicos de Londres, a Rússia fez-se representar por 181 atletas e foi a 2ª classificada no medalheiro, atrás da China, que conquistou 102 medalhas (36 de Ouro, 38 de Prata e 28 de Bronze).

Durante 11 dias, os atletas portadores de deficiência vão disputar 528 provas (265 no sector masculino, 225 no sector feminino e 38 colectivas); Portugal vai competir com 37 atletas em 7 modalidades e quer aumentar o seu total de 88 medalhas já ganhas em Jogos Paralímpicos.

Não há Pistorius, mas há grandes estrelas como a espanhola Teresa Perales, que esteve no Funchal em Maio (Europeus IPC), e no Rio pode igualar o feito de Michael Phelps, ou seja, ganhar 28 medalhas.

Apesar do número total poder ser igual, Phelps leva vantagem sobre Perales, pois o norte-americano tem 23 medalhas de Ouro, 3 de Prata e duas de Bronze, enquanto a espanhola tem 6 medalhas de Ouro, 6 de Prata e 10 de Bronze.

Ainda na Natação, a norte-americana Jessica Long vai tentar conquistar a 4ª medalha de Ouro nos 100 e nos 400 metros livres, e os brasileiros Daniel Dias e André Brasil vão tentar aumentar o número de 14 medalhas já conquistadas.

Já no Atletismo, as estrelas são o português Luís Gonçalves (campeão mundial dos 400 metros T12 – Deficiência Visual), o irlandês Jason Smith (tricampeão paralímpico dos 100 e 200 metros T13 – Deficiência Visual) e a brasileira Terezinha Guilhermina, que tem 6 medalhas olímpicas, mas ficou famosa quando Usain Bolt foi o seu guia numa prova para atletas invisuais.

Na Esgrima, as atenções vão estar viradas para Yu Chui Yee (Hong Kong), que tem 7 medalhas de Ouro paralímpicas e 11 títulos mundiais, um feito único na difícil modalidade.

Nos Jogos Paralímpicos, também haverá uma equipa de refugiados, que será composta pelo nadador sírio Ibrahim Al Hussein (que perdeu uma perna num bombardeamento com mísseis durante a guerra no país, que ainda dura) e pelo lançador iraniano Shahrad Nasajpour.

Ainda estarão nos Paralímpicos, 3 atletas que participaram nos Jogos Olímpicos, mas por terem um tipo de deficiência podem participar nestas provas específicas; trata-se da polaca Natalia Partyka, da australiana Melissa Tapper (ambas no Ténis de Mesa) e da iraniana Zahra Nemati (no Tiro com Arco e Flecha).

Portugal, que em Londres’2012 ganhou apenas uma medalha de Prata e duas medalhas de Bronze, vai ter no Rio a 3ª maior participação de sempre e estreia-se nas provas de Judo Adaptado e Tiro Adaptado.