Jogos Olímpicos: Recorde a Tragédia de Munique

Jogos Olímpicos: Recorde a Tragédia de Munique

Um dos momentos mais marcantes da história dos Jogos Olímpicos recordados no dia em que Munique voltou a viver um dia complicado

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A cidade de Munique (Alemanha) foi hoje palco de um tiroteio ainda com contornos desconhecidos, onde há a lamentar a morte de 9 pessoas, segundo as últimas notícias fornecidas pela polícia.

No entanto, como o MultiDesportos não é um site de notícias generalistas deixamos os desenvolvimentos deste triste acontecimentos para os sites especializados, mas continuamos a falar de Munique.

A poucos dias do início dos Jogos Olímpicos Rio’2016, apresentamos um resumo de um dos mais trágicos momentos das olimpíadas: o atentando à delegação de Israel nos Jogos Olímpicos de… Munique.

Na madrugada de 5 de Setembro um grupo de terroristas auto-denominado Setembro Negro invadiu a Aldeia Olímpica, mais concretamente o prédio onde estava a equipa olímpica israelita.

Nesta altura, os Jogos estavam na segunda semana e o governo alemão, liderado por Willy Brandt, ordenou a retirada de alguns militares para dar um ar mais pacífico ao evento, que estava muito marcado pelas questões políticas passadas em 1936, quando Hitler fez dos Jogos de Berlim, um evento militarizado, pois estava em causa, a “glorificação alemã”.

Tudo começou quando Yossef Gutfreund, um árbitro de Luta Livre, acordou com um barulho na porta; quando ele foi ver o que se passava, apercebeu-se que um grupo de homens mascarados e fortemente armados estava a entrar no prédio; ele ainda gritou para tentar alertar os seus companheiros, que estavam a dormir, colocou como pode um saco de boxe com um peso de 135 Kg na porta, mas os terroristas conseguiram entrar no quarto de Moshe Weinberg e balearam-no na boca; mesmo ferido, o treinador ainda tentou dizer que naquele prédio não estava nenhum atleta israelita, mas as coisas estavam bem “estudadas” pelos terroristas, que fizeram reféns todos os elementos presentes naquele piso.

Alguns elementos da equipa de Israel tentaram lutar com os terroristas, mas estes fortemente armados e determinados em levar a cabo um sequestro, mataram quem lhes fez frente e 2 treinadores israelitas acabaram por morrer numa troca de agressões.

De manhã, a polícia tentou uma abordagem para matar os terroristas, mas como a electricidade não tinha sido cortada, os terroristas acompanharam pela televisão as movimentações da polícia e anteciparam-se, apontando duas armas à cabeça de atletas de Israel, que foram “nomeados” para falarem com a polícia; obviamente, que mais não fizeram do que transmitir as exigências dos terroristas, que queriam a libertação de 234 palestinianos presos nos estabelecimentos prisionais de Israel.

Para além desta exigência política, os terroristas queriam dois helicópteros para fugirem até ao aeroporto, onde um avião tinha de estar preparado para levantar voo, assim que chegassem.

Estranhamente, a polícia acedeu, mas o objectivo das forças de segurança era fazer uma emboscada, ainda dentro do perímetro da aldeia olímpica; no entanto, os terroristas quiseram ver se o caminho estava livre antes de avançarem e ao aperceberem-se que se tratava de uma armadilha, agarraram em todos os reféns e levaram-nos; a polícia teve de recuar nas suas intenções, mas arriscou o mesmo plano no aeroporto.

Já no aeroporto, o plano voltou a falhar e como retaliação os terroristas mataram todos os reféns, originando uma forte troca de tiros com a polícia, resultando na morte de 5 terroristas e de 1 polícia alemão.

Três terroristas entregaram-se, foram presos, mas o sequestro de um voo da Lufthansa ocorrido 2 meses depois, onde os terroristas envolvidos exigiram a libertação dos 3 presos, fez com que os terroristas voltassem à Líbia e fossem recebidos como heróis.

Irritada com tal atitude, a primeira-ministra de Israel, Golda Meir, exigiu que a Mossad matasse os 3 terroristas; a missão não foi totalmente concluída, pois um dos terroristas conseguiu escapar e acabou por morrer de insuficiência renal.

Para terminar a história, aqui ficam os nomes dos terroristas (Luttif “Issa” Afif, Yusuf “Tony” Nazzal, Afif Ahmed “Paolo” Hamid, Khalid “Salah” Jamal, Ahmed Chic “Abu Halla” Thaa, Mohammed “Badran” Safady, Adnan “Denawi” Al-Gashey e Jamal “Samir” Al-Gashey) e dos israelitas barbaramente assassinados (David Berger, Ze’ev Friedman, Joseph Gottfreund, Eliezer Halfin, Joseph Romano, Andrei Schpitzer, Amitsur Shapira, Kahat Shor, Mark Slavin, Yaakov Springer e Moshe Weinberg).