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Haas F1 Team: Resumo e comentários da corrida no GP do Canadá 2017

Pela terceira corrida consecutiva e quinta vez na temporada de 2017 do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, a Haas F1 team terminou nos pontos, com Romain Grosjean a terminar no 10º posto

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Pela terceira corrida consecutiva e quinta vez na temporada de 2017 do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, a Haas F1 team terminou nos pontos, com Romain Grosjean a terminar no décimo posto o Grande Prémio do Canadá, que se disputou este Domingo no Circuit Gilles Villeneuve, em Montreal. O seu colega de equipa, Kevin Magnussen, deu corpo ao esforço da equipa com uma performance tenaz que levou desde o décimo-oitavo até ao décimo lugar.

O início do Grande Prémio do Canadá foi bastante louco, com o Toro Rosso de Carlos Sainz, que arrancou de décimo terceiro, a atravessar-se à frente do nariz do Haas VF-17 de Grosjean quando se aproximavam da terceira curva do circuito de 4,361 quilómetros e catorze curvas. Isto forçou Grosjean colocar as rodas do lado direito do seu carro na relva e, enquanto tentava regressar ao asfalto, surgiu um contacto. Sainz saiu disparado na Curva 3 e colidiu com o Williams de Felipe Massa.

Grosjean foi obrigado a passar pelas boxes para montar um novo nariz, substituindo o jogo de pneus Pirelli P Zero Roxo/Ultramacios pelos supermacios, mais duráveis. Apesar da paragem nas boxes madrugadora, a equipa manteve Grosjean na sua estratégia planeada de uma paragem nas boxes, forçando Grosjean a gerir o jogo de pneus supermacios durante as restantes setenta voltas.

Quando a corrida foi retomada, na quinta volta, Grosjean estava na décima-sexta volta. Magnussen beneficiou dos azares dos outros, subido ao décimo-segundo lugar. Na décima-primeira volta o Red Bull de Max Verstappen parou em pista com problemas mecânicos, estava então Magnussen na décima-primeira posição e Grosjean na décima-quinta.

Rapidamente as paragens nas boxes alteraram a ordem da classificação, com Magnussen a subir ao oitavo posto e Grosjean ao décimo-quarto. No entanto, Magnussen alcançou esse lugar depois de ultrapassar o McLaren de Stoffel Vandoorne durante o período de Safety-Car Virtual. Isto valeu-lhe uma penalização de cinco segundos, que cumpriu durante a sua paragem nas boxes.

Magnussen, finalmente, parou na quadragésima-sexta volta, trocando os desgastados supermacios que usou desde o início da corrida por pneus ultramacios. Mas ao cumprir a penalização de cinco segundos, regressou ao décimo-quinto posto.

Entretanto, Grosjean caminhou consistentemente até ao décimo-segundo lugar e com mais vinte voltas por realizar, as oportunidades continuaram pela frente.

Quando Daniil Kvyat levou o seu Toro Rosso para as boxes, na quinquagésima-terceira volta, para abandonar, Grosjean e Magnussen subiram ao décimo-primeiro e décimo-quarto lugares, respectivamente.

Grosjean manteve o seu décimo-primeiro lugar bastante longe do McLaren de Fernando Alonso. Por seu lado, Magnussen, continuava em modo de ataque e passou o Sauber de Marcus Ericsson, subindo ao décimo-terceiro posto quando estavam completadas cinquenta e seis voltas.

Parecia que o décimo-primeiro e o décimo-terceiro lugares seria o resultado da Haas F1 Team no Grande Prémio do Canadá. Mas na penúltima volta, Alonso abrandou com problemas mecânicos, oferecendo a Grosjean o décimo lugar e a Magnussen o décimo-segundo.

O vencedor do Grande Prémio do Canadá foi Lewis Hamilton, que arrancou da pole-position. Foi a quinquagésima-sexta vitória da carreira de Fórmula 1 do piloto da Mercedes, a sua terceira da temporada e a sua sexta no Circuit Gilles Villeneuve. Hamilton deixou o seu colega de equipa, Valtteri Bottas, a 19,783s.

A vitória foi importante para as aspirações de Hamilton na luta pelo título, uma vez que reduziu para treze pontos a vantagem do Sebastian Vettel, da Scuderia Ferrari e líder do Campeonato de Pilotos. Vettel chegou a Montreal com uma vantagem de vinte e cinco pontos sobre Hamilton e deixa o Canadá com apenas doze.

Após sete dos vinte rounds da temporada de Fórmula 1, a Haas F1 Team está no oitavo posto do Campeonato de Construtores com quinze pontos. A sétima classificada, a Renault, está apenas a três pontos e a Sauber, a nona classificada, a onze. Grosjean e Magnussen estão, respectivamente, em décimo-segundo e décimo-terceiro no Campeonato de Pilotos. Grosjean tem dez pontos e Magnussen cinco.

A Fórmula 1 tem agora um fim-de-semana de folga, regressando nos dias 23-25 de Junho para o Grande Prémio da Europa, que se realiza no Circuito Citadino de Baku (Azerbaijão).



Comentários

Romain Grosjean (#8)
“Bem, a nossa corrida começou muito mal, com a troca da asa dianteira na primeira volta. A partir de então sabíamos que a única forma de conseguirmos uma boa estratégia era ficar em pista e fazer com que aqueles pneus durassem sessenta e nove voltas, o que é muito bom para supermacios. Conseguimos. Estou muito aborrecido com a manobra do Carlos [Sainz] no início – o que ele me fez na Curva 3. Foi muito, muito perigoso. Fiquei satisfeito por o carro não ter qualquer dano. Mudámos a asa dianteira e continuámos. Foi uma corrida dura. Precisámos de um pouco de sorte no final, que conseguimos com o abandono de Alonso, e conseguimos um ponto. É muito bom para a equipa, mas hoje estávamos sem velocidade”.

Kevin Magnussen (#20)
“No que diz respeito à penalização, acelerei antecipando o fim do Safety-Car Virtual, e pensei que talvez o tivesse passado antes de ter terminado. Não estava seguro, mas deixei-o passar para o passar na curva seguinte. Normalmente, quando cedemos a posição, fica tudo resolvido. Devolvi a posição e depois ultrapassei-o imediatamente. Sinto que é muito injusta a decisão dos comissários. Estas coisas acontecem. A minha possibilidade de alcançar os pontos estava terminada, Lutei bastante e tive um bom arranque. A estratégia contrária não deu resultado, mas estávamos lá. Não foi o meu fim-de-semana, mas vai mudar brevemente”.

Guenther Steiner (Team Principal)
“Foi um final de corrida excitante para nós. Não começou da melhor forma para o Romain, que sofreu um toque de Sainz no início e caiu para último depois de ter mudado a asa dianteira. Normalmente, a corrida fica decidida nesse momento, mas todos continuaram a trabalhar e o Romain fez um trabalho fantástico para realizar sessenta e nove voltas com o mesmo jogo de pneus. Foi fantástico – muito bem. Kevin estava lá nos pontos também. Mas depois sofreu uma penalização por ter ultrapassado durante uma situação de Safety-Car Virtual. Devolveu a posição, mas foi decidido que ele necessitava de uma penalização.

No geral, estou muito satisfeito com o fim-de-semana. Por muito que pareça que não fizemos o que deveríamos, conseguimos um ponto, o que significa que marcámos pontos em cinco das últimas sete corridas – e numa dessas tivemos um abandono. Penso que, se estivermos sempre por ali, poderemos marcar sempre pontos. É isso que tentaremos fazer. Se for um grande desafio, continuaremos a lutar”.