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GP de Inglaterra 2016: Haas F1 Team vai carregar no pedal em Silverstone

Cai bem que num circuito com 'prata' [silver] no seu nome os pilotos possam acelerar a fundo por longos períodos de tempo.

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Cai bem que num circuito com ‘prata’ [silver] no seu nome os pilotos possam acelerar a fundo por longos períodos de tempo. O Circuito de Silverstone, uma pista de 5,891 quilómetros e dezoito curvas que está situada a cerca de uma viagem de carro de duas horas de Londres, é o palco do Grande Prémio da Grã-Bretanha no Domingo. É o terceiro circuito mais longo do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, apenas atrás do Circuito de Spa-Francorchamps (7,004 quilómetros) e do Circuito Citadino de Baku (6,003 quilómetros).

A maior parte do layout de Silverstone é constituída por curvas de média e alta velocidade, permitindo aos pilotos rodaram cerca de sessenta e cinco porcento das voltas com o acelerador no máximo. Isto permite médias de cerca de 225Km/h, tornando-a numa pista de potência e um dos palcos mais velozes da Fórmula 1. É no melhor momento, portanto, que a Haas F1 Team recebe a mais recente evolução do motor Ferrari, que combina uma maior eficiência com mais performance.

As equipas rodam com os seus carros em níveis aerodinâmicos médios/altos, para que possam negociar da melhor forma as impressionantes velocidades alcançadas nas curvas de Silverstone. Estes níveis de apoio são obtidos porque o circuito tem relativamente poucas rectas longas, muito embora sejam alcançadas velocidades elevadas.

Com o apoio aerodinâmico que estes carros geram na pista, os pneumáticos sofrem forças de todas as direcções. Por isso, o fornecedor de pneus oficial da Fórmula 1, a Pirelli, levou para Silverstone os compostos mais duros da sua gama – P Zero Laranja/Duro, P Zero Branco/Médio e P Zero Amarelo/Macio. É apenas a segunda vez esta temporada que a Pirelli escolheu estes compostos, tendo a outra ocasião sido no Grande Prémio de Espanha no Circuit de Barcelona – Catalunya.

A aderência continua a ser uma necessidade imperial para os pilotos; por isso, Romain Grosjean e Esteban Gutiérrez escolheram, cada um, sete jogos de pneus macios, dos treze a que têm direito. No entanto, diferem nas selecções restantes. Grosjean optou por dois jogos de duros e quatro de médios, ao passo que Gutiérrez escolheu apenas um jogo de duros e cinco de médios.

Aparentemente, a corrida de cinquenta e duas voltas de Domingo forçará as equipas a duas paragens nas boxes, uma vez que Silverstone oferece elevados níveis de aderência, o que, combinado com os elevados níveis de apoio aerodinâmico, exige ainda mais da superfície dos pneus. E, claro, quanto mais macio o pneu, mas rapidamente se desagasta.

É também provável que o Grande Prémio da Grã-Bretanha seja afectado pelas condições meteorológicas, alternando entre sol e chuvadas ou frio. Talvez seja esta a variável que é determinante para que o autor da pole-position do Grande Prémio da Grã-Bretanha nos últimos dezoito anos apenas por quatro vezes tenha vencido a corrida.

Apesar de no Domingo se disputar o sexagésimo sétimo Grande Prémio da Grã-Bretanha, será o quinquagésimo Grande Prémio britânico realizado em Silverstone. Silverstone é a casa do Grande Prémio da Grã-Bretanha da era moderna, tendo em 1950 Nino Farina vencido a corrida à frente do seu conterrâneo italiano Luigi Fagioli.

Continuou a ser o palco do evento até 1954, antes de o partilhar com o Circuito de Aintree, em Liverpool, entre 1955 e 1962, e Brands Hatch, em Longfield, entre 1963 e 1986. Mas em 1987 Silverstone tornou-se definitivamente a casa do Grande Prémio da Grã-Bretanha.

E casa é o que Silverstone representa para muitas equipas de Fórmula 1, uma vez que está situado na zona onde oito equipas estão sediadas, incluindo a Haas F1 Team, que tem o seu centro logístico europeu em Banbury, a trinta minutos de Silverstone.

Depois da sua quarta classificação com direito a pontos, alcançada no fim-de-semana passado no Grande Prémio da Áustria, a Haas F1 Team está apostada em garantir mais pontos na pista britânica.