GP de Singapura 2017: Resumo da corrida da Haas F1 Team no...

GP de Singapura 2017: Resumo da corrida da Haas F1 Team no Marina Bay

A 10ª edição do GP de Singapura começou com um estouro, quando o incidente com diversos carros lançou para o abandono ambos os pilotos da Scuderia Ferrari, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, juntamente com o Red Bull de Max Verstappen, ainda antes de uma volta completada.

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VF-17 da Haas F1 TeamA décima edição do Grande Prémio de Singapura, que se realizou no Marina Bay Street Circuit esta noite, começou com um estouro, quando o incidente com diversos carros lançou para o abandono ambos os pilotos da Scuderia Ferrari, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, juntamente com o Red Bull de Max Verstappen, ainda antes de uma volta completada.

O caos do arranque permitiu que o piloto da Haas F1 Team, Kevin Magnussen, subisse do décimo-sexto lugar em que alinhou na grelha de partida a décimo, ao passo que Romain Grosjean manteve-se no décimo-quinto lugar, enquanto passava incólume pelos destroços espalhados pela pista. Grosjean conseguiu terminar em nono, conquistando valiosos pontos, ao passo que Magnussen foi obrigado a abandonar.

Mesmo antes de a corrida ter começado, o arranque esteve em dúvida, uma vez que a chuva abateu-se sobre os 5,065 quilómetros e vinte e três curvas, o que significou que a primeira parte do Grande Prémio da Singapura tenha sido disputado com a pista molhada.

Magnussen optou por começar com pneus Pirelli Cinturato Azul/Chuva, ao passo que Grosjean escolheu os Cinturato Verde/Intermédio.

Com o Safety-Car a marcar o ritmo do pelotão durante as primeiras quatro voltas de corrida, após o contratempo do início, ninguém parou para montar slicks, uma vez que a pista permaneceu molhada, mesmo quando a chuva amainou. Mas à medida que a corrida foi avançando, a pista começou a secar, obrigando os pilotos e equipas a debater quando era o momento para trocar os pneus de molhado para os slicks.

Mas enquanto as decisões eram pesadas, a corrida continuava em condições difíceis.

Isto foi bem visível na décima-primeira volta, quando Magnussen estava a ser perseguido pelo Toro Rosso de Daniil Kvyat. Kvyat ultrapassou Magnussen para ascender ao décimo posto, na Curva 5, para devolver a posição a Magnussen, quando entrou em aquaplaning ao entrar na Curva 7, ficando com o carro na barreira.

A situação de Safety-Car permitiu a Magnussen entrar nas boxes e trocar os seus pneus de chuva por borrachas intermédias frescas. Grosjean, por seu lado, manteve-se em pista, subindo a décimo-primeiro.

Quando a corrida foi retomada, na décima-quinta volta, Grosjean estava no décimo-primeiro lugar e Magnussen no décimo-quarto.

Enquanto uma trajectória seca se começava desenhar e o spray levantado pelos carros evaporou, os intermédios passaram a ser mais um problema que uma ajuda. Ainda assim, as batalhas em pista continuaram, com Grosjean a ascender ao décimo posto na décima-sexta volta ao passar o Williams de Felipe Massa. Então Magnussen mostrou a sua performance, a ultrapassar Massa na décima-sexta volta e o Force India de Esteban Ocon na décima-sétima, subindo a décimo-primeiro.

Magnussen foi o primeiro piloto a montar pneus slicks. Entrou nas boxes quando estavam cumpridas vinte e quatro voltas, montando Pirelli P Zero Roxo/Ultramacios – os mais aderentes da linha da Pirelli – no seu Haas VF-17.

O resto das equipas passaram a dar atenção aos tempos de Magnussen, quando ele começou a registar marcas muito rápidas. A decisão estratégica da Haas F1 Team estava agora a ser copiada por todo o pit-lane, com todas as equipas a chamarem os seus pilotos para montar pneus slicks.

As voltas rápidas de Magnussen permitiram-lhe ultrapassar Grosjean para o décimo lugar quando estavam cumpridas vinte e oito voltas, tendo então Grosjean realizado também a troca de intermédios por ultramacios, regressando à pista no décimo-primeiro posto.

Grosjean ultrapassou Magnussen na trigésima-terceira volta, para subir a décimo, permitindo que Ocon aproveitasse a oportunidade para avançar, ocupando o décimo-primeiro posto, ao passo que Magnussen caia para décimo-segundo.

O Safety-Car voltou a entrar em pista na trigésima-oitava volta, quando Marcus Ericsson entrou em pião aos comandos do seu Sauber na Ponte Anderson.

Magnussen tirou vantagem da oportunidade e parou para montar ultramacios novos. Grosjean manteve-se em pista, mas com Nico Hulkenberg a entrar nas boxes com o seu Renault, Grosjean subiu a nono.

A corrida regressou à acção pela última vez na quadragésima-segunda volta e, com todos os atrasos, o Grande Prémio de Singapura tornou-se num evento condicionado pelo tempo, alcançando o limite de duas horas, em vez de as sessenta e uma voltas de distância.

Grosjean iniciou a sua derradeira série no nono posto, ao passo que Magnussen seguia em décimo-terceiro. Os trinta minutos finais da corrida viram Grosjean manter a sua posição, o que lhe permitiu conquistar o seu sétimo resultado nos pontos, esta temporada.

Magnussen, entretanto, subiu a décimo-segundo, quando Hulkenberg foi forçado a abandonar o seu carro, quando faltavam ainda treze minutos para o final da prova, mas Magnussen teve também que desistir, tendo sido chamado para as boxes a dez minutos da bandeirada de xadrez devido a um problema eléctrico no seu Haas VF-17

Lewis Hamilton, tricampeão mundial, venceu o Grande Prémio de Singapura. O piloto da Mercedes somou a sua sexagésima vitória na Fórmula 1, a sua sétima da temporada e a terceira consecutiva. Foi o seu terceiro triunfo no Grande Prémio de Singapura, perdendo apenas para Vettel, quatro.

A margem da vitória de Hamilton foi de 4,507s para o Red Bull de Daniel Ricciardo. O triunfo, combinado com o abandono de Vettel, permitiu a Hamilton abrir a sua vantagem no Campeonato de Pilotos para vinte e oito pontos, depois de ter chegado a Singapura apenas com a diferença de três pontos face a Vettel.

Com catorze etapas disputadas das vinte que constituem a temporada deste ano, a Haas F1 Team está no oitavo lugar do Campeonato de Construtores com trinta e sete pontos, com vinte pontos de vantagem para a McLaren a cinco pontos da Renault, a sétima classificada, e a quinze da Toro Rosso, a sexta.

Grosjean e Magnussen estão, respectivamente, no décimo-terceiro e décimo-quarto lugares no Campeonato de Pilotos. Grosjean tem vinte e seis pontos e Magnussen onze.

Com seis corridas por realizar, o próximo evento é o Grande Prémio da Malásia, que se disputa entre os dias 29 de Setembro e 1 de Outubro no Sepang Circuit.