GP de Itália 2017: Resumo da Qualificação da Haas F1 Team em...

GP de Itália 2017: Resumo da Qualificação da Haas F1 Team em Monza

Com a chuva a cair no Autodromo Nazionale di Monza, a qualificação começou e rapidamente foi parada com bandeiras vermelhas quando o piloto da Haas F1 Team, Romain Grosjean, entrou em aquaplaning na sua primeira volta lançada.

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VF-17 da Haas F1 TeamA qualificação para o Grande Prémio de Itália começou bastante molhada e sem grande brilho para a Haas F1 Team. Com a chuva a cair no Autodromo Nazionale di Monza, a qualificação começou e rapidamente foi parada com bandeiras vermelhas quando o piloto da Haas F1 Team, Romain Grosjean, entrou em aquaplaning na sua primeira volta lançada.

Entrou em pião contra o muro exterior do final da recta da meta, para depois sofrer ricochete para o outro lado da pista, embatendo na barreira interior. Grosjean pôde sair do seu Haas VF-17 sem qualquer mazela, mas sua qualificação estava terminada.

Duas horas e meia mais tarde, a qualificação foi retomada. A chuva diminuiu, mas a pista permaneceu molhada.

Kevin Magnussen manteve-se como o único representante da Haas F1 Team, tendo na Q1 montando os Pirelli Cinturato Azul/Chuva, antes de ter montando os intermédios, com menos rasgos para a pista com um pouco menos de água no circuito de 5,793 quilómetros e onze curvas. Os intermédios permitiram a Magnussen assegurar um tempo de 1m40,489s, o que o colocou no décimo sexto lugar, a uma posição de poder avançar para a Q2.

Apesar de se ter qualificado no décimo-sexto lugar, arrancará para o Grande Prémio de Itália, que se realiza no Domingo, de décimo-primeiro. Diversas penalizações na grelha de partida permitem a Magnussen suplantar inúmeros competidores ainda antes do início da prova.

Lewis Hamilton, da Mercedes, conquistou a pole-position para o Grande Prémio de Itália. A sua melhor volta, 1m35,544s, foi 1,148s mais rápida que o segundo classificado, Max Verstappen, da Red Bull.

Foi a sua sexagésima-nona pole-position na Fórmula 1, batendo o recorde anteriormente detido por Michael Schumacher como piloto com mais pole-positions. Foi também, a oitava pole-position da temporada para Hamilton, a segunda consecutiva, a sua quarta consecutiva em Monza e a sua sexta no Grande Prémio de Itália, eclipsando o anterior recorde de Ayrton Senna e Juan Manuel Fangio.

Os pilotos experimentaram pela primeira vez a pista molhada durante a manhã, numa terceira sessão de treinos-livres abreviada. A sessão de uma hora terminou com apenas quinze minutos, com poças de água ao longo da pista a impediram que fosse levada a cabo. Quando os pilotos eventualmente se aventuraram na pista, fizeram-nos com pneus de chuva.

Apenas sete dos vinte pilotos realizaram voltas lançadas, ao passo que os outros realizaram apenas voltas de reconhecimento. Esse foi o caso de Grosjean e Magnussen, tendo cada um deles realizada apenas uma volta para regressarem com os seus respectivos VF-17 às boxes.

O melhor tempo da terceira sessão ficou na posse de Felipe Massa, 1m40,660s, deixando o seu colega de equipa, o estreante Lance Stroll, a 0,228s. Os restantes pilotos a realizarem voltas lançadas foram: Nico Hulkenberg e Jolyon Palmer, da Renault; Carlos Sainz e Daniil Kvyat, da Toro Rosso; e o Sauber Marcus Ericsson.

Comentários

Romain Grosjean (#8)
“Soube de imediato que as condições da pista não eram boas. A visibilidade era terrível. Entrei em aquaplaning a mais de 300 Km/h. Perdi o controlo do carro a direito. Não era possível ver nada e pilotar a direito. Havia muitas poças de água. Entrei num enorme aquaplaning e não podia fazer nada. Não houve qualquer aviso. Foi infeliz estar no momento errado no sítio errado. Talvez mais alguns minutos e tivessem feito a opção correcta.

Desde que saí das boxes que me queixei bastante a dizer que era demasiado perigoso, uma vez que não conseguíamos perceber onde estávamos. Claramente, bater a direito mostra que o carro não podia rodar naquelas condições, dado que havia demasiada água.

Estou desapontado por termos começado a qualificação naquelas condições. O que podemos fazer? Não podemos levantar o pé. Se alguém está atrás de nós entra pela nossa traseira a dentro. Não sabemos o que está à frente. Penso que deveríamos ter esperado. A pancada não foi muito má. Fisicamente, estou bem. Mentalmente, bater a direito não é fácil de digerir. Não foi um grande impacto, portanto, acredito que amanhã estará tudo bem”.

Kevin Magnussen (#20)
“Estar a olhar para uma pista vazia durante tanto tempo é duro, portanto, foi fantástico que tanta gente tenha ficado. Para mim, não foi o melhor dos dias. No final, não consegui colocar calor nos pneus intermédios. Deveria ter ficado com os pneus de chuva. Sei que os rapazes dos primeiros lugares colocaram-nos a funcionar, mas nós não temos apoio aerodinâmico para fazer o mesmo. Os pneus de chuva teria sido melhor.

Fui eu quem decidiu, portanto, por vezes acontece. É a primeira vez que tivemos que passar pelo ‘crossover’ com estes pneus. É como é. A posição na grelha de partida será um pouco melhor, dado que alguns têm que cumprir penalizações, o que ajuda um pouco, mas ainda assim estou desapontado”.

Guenther Steiner (Team Principal)
“Foi um dia desafiante. Foi uma qualificação confusa. O Romain danificou o carro na sua terceira volta e isso tirou-o de contenção. Temos um carro danificado para reparar para amanhã. Com o Kevin, não conseguimos colocar os intermédios a funcionar, ou pelo menos da forma que esperávamos. O aspecto positivo é que as penalizações permitem que ele alinhe no décimo-primeiro posto. Diria que, com todo o azar, tivemos alguma sorte”.