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GP de Itália 2017: Antevisão da Haas F1 Team para a etapa em Monza

Os carros mais rápidos do mundo estão a caminho de um dos circuitos mais rápidos do mundo. O Autodromo Nazionale di Monza, conhecido como o Templo da Velocidade, recebe o décimo terceiro round do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, o Grande Prémio de Itália.

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VF-17 da Haas F1 TeamOs carros mais rápidos do mundo estão a caminho de um dos circuitos mais rápidos do mundo. O Autodromo Nazionale di Monza, conhecido como o Templo da Velocidade, recebe o décimo terceiro round do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, o Grande Prémio de Itália.

O circuito de 5,793 quilómetros e onze curvas alberga a Fórmula 1 desde 1950, sendo a prova deste ano o 67º Grande Prémio de Itália. A velocidade média do vencedor do primeiro Grande Prémio de Itália foi de 176,55 Km/h. No ano passado foi de 237,558 Km/h. Com a evolução da tecnologia da Fórmula 1, a velocidade em Monza tem vindo a ser cada vez mais impressionante.

As longas rectas e as curvas fluídas permitem às equipas levar pacotes de pouco apoio aerodinâmico, permitindo aos pilotos aproximarem-se de velocidades da ordem dos 360 Km/h e velocidades médias de 259 Km/h. De facto, a volta mais rápida alguma vez registada na Fórmula 1 foi alcançada em Monza.

Juan Pablo Montoya detém o recorde e o marco de Monza com um crono de 1m19,525s no seu Williams BMW, registado durante uma sessão de treinos-livres do Grande Prémio de Itália de 2004, alcançando uma velocidade média de 262,242 Km/h. Esta marca surgiu durante o momento mais alto da era dos V10, quando sete fornecedores de motores – Ferrari, Mercedes, Honda, Renault, BMW, Toyota e Ford Cosworth – estavam dedicados a uma corrida de armamento, tendo os níveis de potência alcançado os 940CV e as rotações ultrapassado as 19000RPM.

Os motores tinham apenas que aguentar uma corrida, nesses tempos, enquanto actualmente as equipas estão limitadas a quatro motores por ano. Mas a marcha do tempo e da tecnologia é inexorável e em 2017 todos os recordes de voltas da Fórmula 1 estão em perigo.

Em todos os circuitos visitados pela Fórmula 1 os recordes foram batidos. No passado Sábado, no Circuit Spa-Francorchamps, que albergou o Grande Prémio da Bélgica, o piloto da Scuderia Ferrari, Kimi Raikkonen, bateu o recorde de Spa por 0,587s na terceira sessão de treinos-livres. A marca anterior era de 1m44,503s e tinha sido registada por Jarno Trulli, em Toyota, durante a segunda ronda da qualificação para o Grande Prémio da Bélgica de 2009.

Mas pouco depois de Raikkonen ter batido o recorde, Lewis Hamilton, da Mercedes, alcançou uma nova marca, enquanto assegurava a pole-position, melhorando o crono de Raikkonen em 1,363s e esmagando o recorde de oito anos de Trulli por 1,950s.

Spa é um circuito de potência cheio de história e, quando a campeonato segue para o ainda mais veloz Audromo Nazionale di Monza, outro recorde surge.

Apesar da actual geração de carros de Fórmula 1 estarem equipados como motores V6 1600cc turbo-comprimidos, os engenheiros conseguem espremer destas unidades de potência uma considerável quantia de potência. E, graças a um pacote aerodinâmico e novos pneus, as velocidades em curva aumentaram substancialmente, os tempos por volta desceram dramaticamente, em alguns casos em cinco segundos.

No entanto, por outro lado, a velocidade de ponta destes carros de Fórmula 1 não é tão elevada, uma vez que o aumento do apoio aerodinâmico aumenta também o arrasto. É nas curvas que estes carros brilham.

Monza tem onze curvas, o que significa que, apesar das longas rectas, é possível encontrar velocidade. Pode o recorde de treze anos de Montoya sobreviver à inevitável evolução da Fórmula 1? O tempo, literalmente, dirá.

Enquanto a categoria evoluiu bastante ao longo da sua história de sessenta e sete anos, a Haas F1 Team evoluiu tremendamente na sua história de dois anos.

Depois de ter marcado vinte e nove pontos em 2016, a equipa americana já ultrapassou essa marca na sua segunda temporada quando estão disputadas apenas doze corridas. Os pilotos, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, combinados já marcaram trinta e cinco pontos, quando estão ainda por realizar doze provas.

A evolução da Haas F1 Team tem vindo a ser ajudada pela sua parceria com a Ferrari e com a Dallara, uma vez que as duas companhias fornecem conhecimento de automobilismo crítico, para além de terem uma linhagem italiana.

A Ferrari, baseada em Maranello, fornece à Haas F1 Team a unidade de potência, caixa de velocidades e apoio técnico geral, e o famoso construtor de carros de corrida, Dallara, alberga a equipa de design da Haas F1 Team nas suas instalações em Parma.

Esta relação única permitiu à Haas F1 Team chegar às pistas em 2016. A tarefa gigantesca de criar uma equipa de Fórmula 1 desde o zero tornou-se menos dantesca pelos mais de cento e trinta anos de experiência no desporto automóvel detidos pela Ferrari e pela Dallara no seu conjunto.

E quando foi necessário construir outro carro de acordo com as regras de 2017 – isto enquanto a Haas F1 Team continuava a disputar a sua primeira temporada – a Ferrari e a Dallara mostraram o seu valor.

Actualmente, envolvida numa luta com os seus adversários do meio do pelotão, a aliança italiana da Haas F1 Team está novamente no palco. A Haas F1 Team está no sétimo posto do Campeonato de Construtores, apenas com um ponto de vantagem para a Renault, a oitava classificada, mas apenas a cinco pontos da sexta classificada, Toro Rosso, e a dez da quinta classificada, a Williams.

É uma batalha electrizante que agora terá como palco a atmosfera electrizante de Monza, e oferece à Haas F1 Team e aos seus parceiros italianos uma recarga de baterias.