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GP da Malásia 2017: Antevisão da Haas F1 Team para a etapa em Sepang

Quando se disputa a 15ª ronda das vinte que compõem o calendário da Fórmula 1, a Haas F1 Team está a cinco pontos da Renault e a quinze da Toro Rosso, a sexta classificada. Tem, porém, uma saudável vantagem de vinte pontos sobre a nona classificada, a McLaren.

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VF-17 da Haas F1 TeamEnquanto a Mercedes e a Ferrari lutam pelo Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1 de 2017, existe outra batalha intensa atrás destas duas, na qual a sorte de cada equipa sobe e desce de acordo com cada Grande Prémio.

Quarenta e dois pontos separam a quinta classificada, a Williams, da nona, a McLaren, com a Toro Rosso, Renault e Haas F1 Team entre elas. Estas três organizações estão separadas por apenas quinze pontos e a proximidade que ostentam no Campeonato de Construtores é replicado em pista, onde o Haas VF-17, o Renault R.S.17 e o Toro Rosso STR12 estão inúmeras vezes lado a lado ou nos escapes uns dos outros.

A Haas F1 Team chega ao Grande Prémio da Malásia, que se disputa no próximo dia 1 de Outubro no Sepang International Circuit depois de ter conseguido o seu nono resultado nos pontos da temporada, alcançado no Grande Prémio de Singapura, onde Romain Grosjean assinou uma recuperação de décimo quinto para nono.

Esta performance demonstra o quão competitivo é o meio do pelotão, onde, muito embora tenha marcado pontos, a Haas F1 Team caiu de sétimo para oitavo no Campeonato de Construtores, uma vez que a ressurgente Renault a ultrapassou, subindo a sétima, graças ao sexto posto de Jolyon Palmer.

Quando se disputa a décima-quinta ronda das vinte que compõem o calendário da Fórmula 1, a Haas F1 Team está a cinco pontos da Renault e a quinze da Toro Rosso, a sexta classificada. Tem, porém, uma saudável vantagem de vinte pontos sobre a nona classificada, a McLaren.

A mira da Haas F1 Team está agora apontada a Sepang, um circuito construído propositadamente para Fórmula 1 nos arredores da capital da Malásia, Kuala Lumpur. Sepang será o palco da décima-nona e última edição do Grande Prémio da Malásia, uma vez que o evento não fará parte do calendário de 2018 da Fórmula 1.

O layout da pista, que consiste em duas enormes rectas separadas por curvas apertadas, deverá beneficiar as características do Haas VF-17, aumentando as expectativas de mais um resultado nos pontos.

Construído em apenas catorze meses, Sepang foi o primeiro circuito de Fórmula 1 que o conhecido designer Herman Tilke construiu de raiz. Quando o circuito de 5,543 quilómetros e quinze curvas foi inaugurado, a 9 de Março de 1999, foi considerado uma estrutura revolucionária, com instalações modernas e únicas, com um design sinuoso que desafio pilotos e engenheiros.

A largura da pista permite inúmeras possibilidades de ultrapassagem, mas a incrível velocidade que pode ser atingida nas rectas é, na verdade, restringida pelas rápidas e fluídas curvas onde as equipas têm que sacrificar velocidade de ponta por aderência aerodinâmica e equilíbrio geral.

Estes locais colocam elevadas pressões nos pneus. As travagens fortes aumentam a pressão, uma vez que os pilotos passam cerca de dezassete porcento da volta a travar. Se juntamos a isto um asfalto abrasivo e elevadas temperaturas ambiente, podemos imaginar o castigo pelo qual os quatro pneus passam, que carregam o piloto e o sofisticado carro.

Mas com as condições climatéricas a ter impacto nos treinos-livres, qualificação e corrida, é esperado que os Pirelli Cinturato Azul/Chuva e os Cinturato Verde/Intermédio sejam usados em algum momento do fim-de-semana.

Chuva torrencial e tempestades são frequentes durante o Grande Prémio da Malásia, uma vez que o seu ambiente tropical e a sua partida a meio da tarde conspiram para condições complicadas. Isto foi particularmente evidente em 2009, quando a corrida foi forçada a terminar mais cedo, depois de apenas trinta e uma voltas completadas, quando a chuva inundou a pista. Isto implicou que a FIA atribuísse apenas metade dos pontos, a primeira vez que aconteceu desde o Grande Prémio da Austrália de 1991, que teve apenas catorze voltas devido à chuva.

A chuva protagonizou um papel importante no desfecho do Grande Prémio de Singapura, onde as equipas usaram estratégias bem delineadas para lidarem com a chuva, que introduziu uma variável que não tinha sido vista quer nos treinos-livres quer na qualificação.

Seja o Grande Prémio da Malásia disputado com a pista molhada ou seca, ou até uma mistura das duas, a Haas F1 Team está pronta. Grosjean alinhou por cinco vezes na prova de Sepang, tendo o seu melhor resultado surgido em 2013, um sexto posto, e o seu colega de equipa, Kevin Magnussen, disputou a prova malaia por duas vezes, tendo como melhor resultado o nono lugar, alcançado em 2014.

Os pontos são o grande objectivo da Fórmula 1 e outro resultado nos pontos seria o décimo da temporada deste ano da Haas F1 Team, o que dobraria o número alcançado na sua temporada de estreia, em 2016. Terminar com os dois pilotos nos pontos seria muito bem-vindo pela equipa, ajudando a sua causa no Campeonato de Construtores, algo que apenas aconteceu na história da Haas F1 Team por uma vez – a 28 de Maio, no Grande Prémio do Mónaco, há nove corridas.

Com a subida dos termómetros na Malásia, também o nível da competição do meio do pelotão sobe. Com carros prateados e vermelhos a lutarem no topo da classificação, a batalha entre as máquinas azuis, amarelas e cinzentas prossegue, com cinzento-navio de guerra da Haas F1 Team a ser um esquema cromático apropriado.