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GP da Itália 2017: Resumo dos treinos da Haas F1 Team em Monza

A primeira sessão foi disputadas com ameaça de chuva ao longo de toda a sessão, caindo algumas gotas ao longo do circuito. Os pilotos da Haas F1 Team, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, tiraram partido da pista seca, sabendo que a segunda sessão poderia ser disputada nas mesmas condições.

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VF-17 da Haas F1 TeamO décimo-terceiro round do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1 começou esta Sexta-feira no Autódromo Nazionale di Monza com as equipas a prepararem o Grande Prémio de Itália, que se disputa no Domingo. As duas sessões de treinos-livres no circuito de 5,793 quilómetros e onze curvas foram realizadas com condições climatéricas instáveis, sendo a primeira sessão realizada sob nuvens e com temperaturas frescas, ao passo que a segunda foi realizada com Sol e com temperaturas mais quentes.

A primeira sessão foi disputadas com ameaça de chuva ao longo de toda a sessão, caindo algumas gotas ao longo do circuito. Os pilotos da Haas F1 Team, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, tiraram partido da pista seca, sabendo que a segunda sessão poderia ser disputada nas mesmas condições.

Com a primeira sessão a ser, potencialmente, a única do dia sem chuva, foi tomada uma decisão para adiar a participação de António Giovinazzi aos comandos do monolugar de Magnussen. Giovinazzi é o terceiro piloto da Scuderia Ferrari e Magnussen graciosamente cedeu o seu volante para que Giovinazzi pudesse ganhar mais experiência de Fórmula 1.

O piloto de vinte e três anos natural de Martina Franca (Itália), pilotou um carro de Fórmula 1 no início do ano quando substituiu o lesionado Pascal Wehrlein na Sauber na primeira semana de testes no Circuit Barcelona – Catalunya e nos Grandes Prémios da Austrália e Grande Prémio da China. Estava planeado que esta seria a terceira das sete participações em Treinos-Livres de Giovinazzi ao volante de um Haas F1 Team. Giovinazzi recuperará a sessão de hoje noutro Grande Prémio ainda a determinar.

Magnussen liderou a Haas F1 Team na primeira sessão com o décimo segundo crono. Ele registou vinte e duas voltas, tendo a melhor sido a décima-quarta, quando montava no seu monolugar pneus Pirelli P Zero Vermelho/Supermacio. Ficou no décimo-sexto lugar. Ambos os pilotos realizaram o mesmo programa e experimentaram todos os pneus de seco da gama que a Pirelli levou para Monza, realizando voltas de instalação com pneus médios, para depois montarem macios e, posteriormente, adoptarem os mais aderentes supermacios.

Os pilotos da Mercedes, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, foram os mais rápidos na primeira sessão. Hamilton assegurou o lugar do topo com uma volta em 1m21,537s, que deixou Bottas a 0,435s.

As longas rectas e as curvas fluídas permitiram às equipas levar para Monza os seus pacotes aerodinâmicos de baixo apoio, tendo os seus pilotos se aproximado de velocidades de quase 360Km/h e com médias de 259Km/h. De facto, a volta mais rápida alguma vez registada por um Fórmula 1 foi realizada em Monza.

As velocidades aumentaram na segunda sessão, com a maioria do pelotão a baixar as suas marcas, enquanto a temperatura subiu quase cinco graus centígrados relativamente à primeira sessão, ao passo que a temperatura da pista subiu 12ºC.

Grosjean terminou a segunda sessão no décimo-sexto posto, 1m23,567s, o que lhe permitiu melhorar a sua marca matinal em 0,512s. O seu registo surgiu na décima-primeira volta das trinta e uma que completou, sendo os pneus utilizados para os supermacios. Magnussen baixou o seu registo em 0,323s, 1m23,650s, com um crono alcançado na décima-quinta volta, usando também supermacios. Terminou logo atrás do seu colega de equipa, no décimo-sétimo posto, completando vinte voltas. Magnussen teria completado tantas voltas como o seu colega de equipa, mas a sua suspensão traseira cedeu, impedindo-o de participar nos treze minutos finais da sessão.

Mais uma vez a Mercedes voltou a ditar o ritmo, mas a ordem alterou-se, com Bottas no topo. A sua melhor volta, 1m21,406s, deixou o seu colega de equipa, Hamilton, a 0,056s. A sua melhor volta ainda assim, ficou a 1,881s da melhor volta alguma vez dada a Monza – e a volta mais rápida da história da Fórmula 1 – 1m19,525s, assinada por Juan Pablo Montoya durante uma sessão de treinos-livres do Grande Prémio de Itália de 2004.

Entre as duas sessões, a Haas F1 Team completou noventa e cinco voltas – 53 através de Grosjean e 42 através de Magnussen.

Comentários

Romain Grosjean (#8)
“Não creio que devamos ler muito nos tempos, para ser honesto. Esta manhã foi muito competitiva e aconteceu o mesmo durante a tarde. Meio segundo coloca-nos mais ou menos no sétimo lugar. Não estou muito preocupado com a competição. Há algumas coisas que queremos fazer no carro. A série longa foi boa. Hoje à noite tentaremos fazer alguma magia. Penso que, no geral, foi um bom dia”.

Kevin Magnussen (#20)
“Temos algo a entender nos pneus. Parece que não estamos na janela correcta de funcionamento. Vamos trabalhar arduamente durante a noite para ver se encontramos uma solução. O equilíbrio do carro não está muito mau. É apenas uma questão de colocar tudo junto”.

Guenther Steiner (Team Principal)
“Foi uma Sexta-feira excitante, para dizer o mínimo. Começou por decidirmos colocar o Kevin [Magnussen] no carro em vez do Antonio, devido à situado das condições climatéricas. Parecia que a única sessão seca seria a primeira, mas no final acabou por não ser assim, uma vez que a segunda também se manteve seca. Mas, então, essa era a informação que tínhamos e tivemos que decidir colocar o Kevin a andar no seco.

Foi bastante intenso para todos trocar tudo. Depois limitámo-nos a seguir o programa. No meio da segunda sessão tivemos um problema na suspensão traseira do carro do Kevin. Estamos a investigar o que se passou. Vamos descobrir o que se passou e evoluir a partir daí. Mais uma vez, temos muitos dados, dado que até então tínhamos reunido muita informação e realizado muitas voltas. Vamos trabalhar nos dados durante a noite, preparar-nos para amanhã e entrar para realizar uma boa qualificação”.