GP da Hungria 2016: Antevisão da Haas F1 Team

GP da Hungria 2016: Antevisão da Haas F1 Team

Dado o progresso que realizou e a capacidade que a equipa demonstrou em Silverstone, a Haas F1 Team está com sede desta oportunidade para conquistar pontos

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Depois de competir no rapidíssimo e fluído Circuito de Silverstone, onde foi disputado o Grande Prémio da Grã-Bretanha, o Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1 avança para o circuito permanente mais lento da Fórmula 1 – o Hungaroring, onde se disputa a 24 de Julho o Grande Prémio da Hungria, em Budapeste.

Devagar, contudo, não significa que seja fácil. Apesar de uma velocidade média de 190Km/h, menos 35Km/h que a velocidade média numa volta a Silverstone, Hungaroring exige precisão em preservação. A pista de 4,381 quilómetros e catorze curvas tem poucas rectas. Comparado por muitos a uma pista de karting grande, Hungaroring é uma pista muito física, exige muito dos pilotos que, por sua vez, exigem muito dos pneus.

As temperaturas elevadas são a imagem de marca do Grande Prémio da Hungria, o que combinado com a natureza técnica de Hugaroring, significa que os pilotos são testados ao longo de uma corrida de setenta voltas. Existem constantes e drásticas mudanças de direcção e o calor nunca dá descanso, uma vez que apenas uma pequena quantia de ar flui ao longo do carro. A carregar o peso de todo este ambiente hostil estão os pneus. Um elevado nível de tracção, muitas travagens e exigências laterais de energia elevadas levam os pneus até aos seus limites, significando que a gestão dos pneus será um componente crucial na estratégia de corrida de uma equipa.

Para aqueles que não arrancam à frente – o Grande Prémio da Hungria foi vencido por vinte oito vezes em trinta anos de história das duas primeiras linhas da grelha de partida – são exigidas estratégias experimentadas. As prestações épicas de Nigel Mansell (arrancou do décimo segundo lugar para terminar o Grande Prémio da Hungria de 1989 em primeiro) e de Jenson Button (em 2006 venceu o Grande Prémio da Hungria a partir do décimo quarto posto) provam que, apesar da falta de oportunidades para ultrapassar, a tenacidade e a gestão dos pneus pode ser de capital importância no Hungaroring.

O sucesso de Domingo começa nos treinos-livres de Sexta-feira. É então que a pista é compreendida e as janelas de funcionamento dos pneus são conhecidas, permitindo às equipas afinar os seus carros de corrida para que possam responder às exigências. Quanto mais tempo de pista, mais dados são reunidos e mais provável é conseguida uma estratégia que permita conquistar pontos.

Em Silverstone, a Haas F1 Team teve a sua melhor Sexta-feira até agora com 671,574 quilómetros somados entre os seus pilotos – Romain Grosjean, Esteban Gutiérrez e Charles Leclerc, tendo este último pilotado na primeira sessão de treinos-livres do fim-de-semana e está convocado para fazer o mesmo na Hungria. O esforço colectivo levou a outro dia produtivo na sessão de treinos-livres de Sábado, o que resultou numa performance na qualificação que permitiu a Grosjean e a Gutiérrez acreditar que no Domingo poderiam oferecer à equipa a sua primeira dupla pontuação do ano. No entanto, uma chuvada imediatamente antes do início do Grande Prémio da Grã-Bretanha inundou essa esperança.

Com o início da corrida realizada atrás do Safety-Car, uma estratégia bem construída ao longo de dois dias foi pelo cano abaixo. Também em baixo ficou a energia no equipamento do muro das boxes, impedindo os engenheiros de saberem exactamente onde estavam em pista os seus pilotos e onde estavam relativamente aos restantes. Isto trouxe problemas de comunicação que levaram a que Gutiérrez ultrapassasse numa volta o momento certo da sua paragem nas boxes, na décima sexta volta, o que o colocou no encalço de pilotos mais lentos ao longo de vinte e três voltas, permitindo ao restante pelotão construir uma vantagem que ele não pôde recuperar. Grosjean foi obrigado a abandonar quando a sua transmissão cedeu na décima oitava volta.

Depois de ter estado de olho em marcar pontos para recuperar para a McLaren, que está no sétimo lugar do Campeonato de Construtores, a Haas F1 Team deixou Silverstone a seco, apesar da corrida molhada. Sabendo do progresso que realizou e da capacidade que a equipa demonstrou na Sexta-feira e no Sábado de Silverstone, a Haas F1 Team está com sede da próxima oportunidade para conquistar pontos, que surgirá no Grande Prémio da Hungria.